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Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2016 @ 00:00

Luciano Almeida

Luciano fala sobre "eficiência energética", migração e outros temas da indústria voltada ao rádio
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O ano de 2016 tem tudo para ser movimentado para o setor de rádio. Nas últimas entrevistas e colunas nós abordamos o tema migração AM-FM. E o assunto continua em pauta, mas agora com destaque para a indústria que atuará voltada à essa movimentação. Outro tema relevante é a "eficiência energética", ou seja, a busca por menores valores após sucessivos aumentos na conta de energia elétrica, além de uma melhor cobertura de sinal por parte das emissoras.

Para debater o assunto nós conversamos com Luciano Almeida, técnicoe gestor da Sinteck Next. Acompanhe:


Luciano, agradecemos a entrevista. Gostaria de começar o papo com o seu destaque principal sobre como o processo de migração AM-FM vai movimentar a indústria voltada ao rádio?

Eu que agradeço ao Tudo Rádio a oportunidade que nos dá de expor nossas ideias e propostas para o mercado de radiodifusão, voltada agora para a migração das estações AM para a faixa FM.

Com relação às indústrias, com foco especial para a Sinteck Next, há um horizonte promissor, um oxigênio a mais no nosso poluído ar decorrente dos desastres políticos que vem sofrendo nossa economia. Estamos tendo diariamente várias consultas de empresários do rádio que estão interessados em conhecer melhor a questão técnica e os valores para compra de novos equipamentos, agora na banda de FM, até então pouco conhecida para muitos radiodifusores que por décadas estavam comprometidos com suas transmissões em ondas médias.

E não apenas transmissores que são consultados, e sim todo o conjunto, que engloba desde uma mesa nova, processador de áudio novo, link novo, o próprio transmissor em questão, cabos, conectores, torres e antenas. Ao que tudo indica, está sendo dado um novo fôlego à industria nacional por conta da migração e depois pela alta do dólar, que impede que equipamentos importados entrem com tanta facilidade como estavam entrando antes quando as divisas americanas estavam mais baixas.

Acreditamos que agora é hora de investir em novas tecnologias também, visando proporcionar a estes clientes equipamentos que brindem melhor nível tecnológico, ainda mais robustos e mais eficientes. É justamente nisso que nossa engenharia está engajada e tem trabalhado muito nessas últimas semanas.

Apesar de operarem no AM, dá para considerar as migrantes como rádio novas, já que terão adaptar a sua transmissão ao FM. O que essas emissoras devem levar em consideração na hora de escolher os equipamentos?

Sim, são tecnologias diferentes, os transmissores são totalmente distintos, não dá para simplesmente transformar um equipamento transmissor AM em um FM por mais novo e moderno que ele seja.

Quando os radiodifusores tiverem que escolher uma marca de equipamento para comprar, devem observar primeiro o que é oferecido pelo equipamento. Vamos tomar por exemplo um equipamento de médio porte, digamos 1kW. Existem várias alternativas no mercado deste tipo de equipamento, umas interessantes e outras não tão interessantes. Primeiro que seja um equipamento nacional, pois o preço sendo em reais já atrai mais que outro sendo em dólares, e depois pela manutenção do mesmo, porque se o cliente precisar de fazer um reparo em um equipamento importado poderá ter sérias e fortes dores de cabeça: ou porque os componentes são caros, ou porque no mercado local não se encontram ou porque a fábrica está lá do outro lado do mundo (e para falar com eles se deve manejar um bom italiano, ou um bom inglês - dependendo da marca escolhida).

Já as opções nacionais, algumas interessantes, o cliente deve levar em consideração a idoneidade da empresa, como está a reputação desta empresa no mercado. Papel aceita tudo, um fabricante pode dizer que o equipamento funciona de uma maneira e tem funcionalidades mil, mas é preciso conhecer de perto o equipamento oferecido. Se o cliente conhece da parte técnica irá certamente observar as características do produto e o que ele oferece para decidir a compra. O que é interessante na nossa linha é que são produtos voltados para um mercado mais global, que atende não somente as normas da Anatel quanto as normas de cada localidade onde é comercializado. São equipamentos que visam uma melhor economia de energia, com baixas temperaturas internas, mecânica robusta e utiliza componentes de altíssima qualidade, quem tem um Sinteck Next é fiel à marca e recomenda. Ademais, o suporte técnico é exemplar, dado sua eficiência, trato com o cliente e rapidez no envio de qualquer material.

Que incentivos as empresas que atuam nessa área vão oferecer para que a migrante não opte apenas por preços e deixe em segundo plano a qualidade do equipamento?

É bem complicado quando falamos em preço baixo e alta qualidade, não existe milagre.

Hoje é possível encontrar equipamentos com custos reduzidos mas que são bastante enxutos, como por exemplo marcas que oferecem equipamentos que não alteram potência, que não levam gerador de estéreo incorporado, que não tem um mínimo de recurso e não possuem determinadas entradas e saídas, é o tipo do produto vigarista, que foi desenvolvido somente para ter lucro com ele, não há um comprometimento de qualidade nele. A política de preços da Sinteck Next é muito interessante, não são equipamentos caros comparados à qualidade que oferece. No momento em que se desenvolve um Sinteck Next não está em questão o valor que será gasto no produto no intuito de economizar componentes para oferecer um preço mais atrativo, se busca uma opção onde o produto seja concebido com qualidade máxima e segurança. A questão preço e lucro são discutidos posteriormente, o preço colocado é um preço onde a empresa consiga ter lucro e que o cliente consiga pagar por ele.

A demanda dos migrantes será por que porte de transmissor? E hoje dá para atuar com menos potência no transmissor e conseguir uma maior eficiência técnica no alcance de sinal?

Acreditamos que neste primeiro momento serão demandados equipamentos de 5kW para baixo, serão comercializados muitos EX1000 (equipamento de 1kW, um dos que estão sendo mais consultados ultimamente).

E sobre a cobertura de sinal, depende muito do projeto técnico da emissora, o alcance não é aumentado simplesmente pelo aumento de potência no transmissor, vários fatores estão envolvidos, um deles altura do local onde estão instalados transmissor e antena, ganho de antena, etc.

Além dos transmissores, acredita que a procura por links será grande? Quais serão os equipamentos mais procurados pelas migrantes?

Quando pensamos em uma nova instalação, a maioria dos clientes pensa também em trocar o velho pelo novo, já que irão mudar, que mudem o máximo de equipamento que puderem mudar.

Há uma demanda constante de links em nossa produção, independente de migração hoje a Sinteck Next é a empresa campeã em fornecimento de sistemas de rádio enlace para emissoras de rádio, isso se falando do território nacional.

Estamos também preparando outros tipos de produtos que serão lançados mui em breve, que fazem parte de equipamentos acessórios como geradores RDS, monitores de modulação, wattímetros e cargas fantasmas, além de conectores diversos.

E essa procura maior... já está acontecendo ou acontecerá quando? A partir do segundo semestre?

O que existe hoje é um número expressivo de consultas, de envio de propostas, de clientes com dúvidas que nos procuram e nos perguntam sobre novos equipamentos, sobre sistemas de energia alternativa, entre outros coisas.

Em contrapartida não há um número tão expressivo de vendas efetuadas, de negócios fechados por conta da migração. Esperamos e estamos nos preparando para ter esta demanda logo após o segundo semestre, tendo um estoque significativo de equipamentos à pronta entrega para não deixar o cliente esperando.

Na sua opinião, quais as principais vantagens que as migrantes terão no FM na comparação com a transmissão em AM?

Em primeiro lugar a qualidade de áudio que é infinitamente superior a qualidade oferecida por um sistema modulado em amplitude.

Depois que existem mais dispositivos receptores FM que AM. A facilidade que temos hoje de ter um simples receptor FM é muito grande.

E para completar o nível de ruído e imperfeições presente nas ondas médias é altamente superado nas transmissões em frequência modulada.

Imagino que a eficiência energética siga como um dos principais focos das migrantes e também das FMs já estabelecidas, ainda mais com os custos de energia elétrica elevados. No que os transmissores da Sinteck Next podem ajudar nesse sentido? Qual a economia?

Este é um ponto muito interessante. A eficiência de um transmissor de FM em estado sólido não é tão alta quanto a eficiência de um transmissor estado sólido em ondas médias, como falado anteriormente são equipamentos muito distintos. No FM, a melhor eficiência beira os 70% (caso de um Sinteck Next por exemplo, o modelo EX1000 chega a 72% que é o mais eficiente de toda linha) enquanto um AM estado sólido pode chegar aos 90%.

Eficiência reflete em menor consumo de energia, quanto maior a eficiência menor é o consumo e consequentemente a conta da energia elétrica será mais baixa. Temos hoje uma linha que visa muito esta questão de eficiência, é um dos primeiros pontos observados quando estamos na fase de desenvolvimento de um novo transmissor. Nossos equipamentos oferecem no pior caso, um eficiência de 68%, não menos que isso, que é um nível de eficiência considerado classe A.

Atualmente está em nossos laboratórios um produto que está sendo desenvolvido para trabalhar com fontes de energia alternativas, que é o caso do sistema RUS que começa com o RUS-2k e vai até o RUS-50K, que além de ter um sistema de alimentação ainda mais eficiente que as outras linhas, este equipamento terá entradas de alimentação DC 48V para conexão de banco de baterias carregadas por aero-geradores e painéis solares, com balanceamento automático da rede AC, o que permite ao cliente ter uma economia de até 80% na conta de energia elétrica quando são utilizados os sistemas de geração DC na própria torre através dos aero-geradores e painéis solares que poderão ser montados no local onde está instalado o transmissor da rádio. Breve teremos mais informações sobre este produto.

Antes do processo de migração, qual era a principal demanda do setor? Atualização do equipamento vigente? Novamente voltada à eficiência energética e menores custos de manutenção?

Os clientes buscam Sinteck Next por alguns fatores, entre eles os recursos técnicos que os equipamentos oferecem. Alta eficiência é um fator que atrai, podemos destacar também a simplicidade da montagem e manutenção dos mesmos, excelente e incomparável qualidade de áudio e um pós venda que funciona para atender prontamente o cliente sem visar lucros abusivos.

Nosso volume de venda vem aumentando a cada ano, mais radiodifusores nos procuram e conhecem nossa marca. O ano passado foi um ano ruim para todo o país, economicamente, mas foi um ano que conseguimos aumento nosso volume de vendas em 30% , comparado ao volume vendido em 2014. Realmente não temos do que reclamar. Estamos otimistas e esperamos que 2016 seja um ano ainda melhor que 2015.

E as "Radcom"? A indústria está voltada à esse setor?

Temos um produto de RadCom, que é o EX25. Não é um produto que tenha grande demanda, e é um mercado que cresce. Particularmente acredito que os clientes que compram o EX25 não estão muito preocupados com o preço do produto e sim pela qualidade que ele oferece, por isso perdemos espaço pois não temos como "enxugar" as qualidades do equipamento no intuito de baixar o preço de venda dele. Outra vez digo que milagres não existem!

As feiras do setor. Como foi a expectativa da Sinteck na última edição da SET Expo? Apesar da contração da economia, acredita na possibilidade de ampliação dos negócios na edição 2016 da SET?

Outros mecanismos de exposição tem nos trazido melhores resultados que as feiras, estaremos presentes nelas sim, mas em termos de resultados, há outros métodos melhores.

Ainda não tenho informação de como será nossa participação na SET 2016, é um assunto que ainda estamos definindo pois esperamos poder participar e mostrar novidades, e justamente por não estarmos com estas novidades em produção não sabemos como será. Daremos mais notícias sobre isso nos próximos meses.

Luciano, o Tudo Rádio agradece a atenção e o papo.

Com a colaboração de Carlos Massaro.

 

Tags: Indústria, rádio, expectativa, mercado, audiência, migração, potência, transmissão, energia elétrica

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Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 15 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro). Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná.

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