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Terça-Feira, 28 de Junho de 2016 @ 00:00

Jonas Vilandez

Vilandez fala sobre o mercado de rádio em Belo Horizonte, além de aplicativos e sua passagem por São Paulo
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O Tudo Rádio fecha o mês de junho com mais uma entrevista exclusiva. Hoje nós conversamos com Jonas Vilandez, Gerente de Negócios Musicais no Sistema Globo de Rádio. O profissional é responsável pela atual fase da BH FM, que está entre os canais de maior audiência média do país. Vilandez fala um pouco sobre a sua trajetória no rádio (passagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte) e a trajetória da BH FM.

Acompanhe a entrevista feita por Carlos Massaro, com a colaboração de Daniel Starck. Tenha uma boa leitura!
 
 
Olá Jonas, agradecemos muito pela entrevista. Para começar, aquela pergunta básica: Como foi que você começou no rádio?
 
Posso dizer como o rádio começou em mim. Eu não lembro minha vida sem o rádio. Minha infância ouvindo a 89 FM de São Paulo, a Jovem Pan FM e a Transamérica. Comecei a carreira na Transamérica FM de Curitiba como rádio escuta aos 15 anos, a convite da Tatiana Hovoruski. Em três meses, o eu ganhei prêmios do Transalouca por 17 vezes com as melhores respostas. Com isso surgiu o convite para trabalhar na emissora. Iniciei como estagiário em 1991. 
 
Quais foram as rádios onde você trabalhou e qual foi a que mais durou, antes da BH FM?
 
Além da Transamérica, também trabalhei na de São Paulo e Belo Horizonte, Jovem Pan, 98 FM (Transamérica), Rádio Cidade na época da rede Rádio Rock, fundei o MobRádio e depois passei a atuar pelo Sistema Globo de Rádio.
 
Você já atuou pela Transamérica fora de São Paulo, correto? Como foi essa passagem?
 
A rede Transamérica foi a grande escola do rádio, ela foi “inconsequentemente” planejada. Dificilmente teremos uma rádio com aquele espírito. Foi um grande aprendizado que tive na época da Transamérica
 
Na sua época de 98 FM a emissora participou de uma das épocas de maior acirramento na disputa por audiência entre as rádios jovens, fato que chegou a ser comentado em todo o país. Qual foi a maior virtude desse período da 98 FM?
 
A 98 de BH por quem era o diretor era o Felipe Barreto. Sempre tive um carinho grande por aqui. A intenção era fazer uma rádio pop-rock para brigar para a Jovem Pan. Uma rádio de fora do eixo Rio-São Paulo que tem relevância. Produziu um dos maiores festivais de rock por vários anos, o Pop Rock Brasil. Junto com o Planeta Atlântida consolidou o pop-rock no Brasil. Na 98 desenvolvi muito o meu lado promocional. Tivemos uma disputa muito acirrada, que também teve a chegada da Mix FM. 
 
Você chegou a "sair do rádio" para investir em tecnologia, ficando conhecido por criar a febre de aplicativos de rádios em 2009, certo? Como você foi parar nessa área e no que ela contribuiu para o meio?
 
Depois da 98 FM fui pra Rádio Cidade do Rio, na época da rede Rádio Rock. Fizemos um grande trabalho lá também. Quando saí da 98 FM, eu sentia que tinha que aprender mais sobre programação musical. Consegui um estágio na Clear Channel, me Nova Iorque e fui para lá. Com isso, vi que o streaming estava crescendo, resolvi criar o MobRádio. Já de volta ao Brasil, consegui colocar o streaming na Mix FM de São Paulo, que foi a primeira rádio que abraçou o projeto. Em dois anos, passamos a atender mais 250 rádios em todo o Brasil.
 
Esses investimentos em aplicativos móveis para rádios seguem em alta? É um caminho que o rádio deve percorrer? 
 
Isso é básico hoje. É como ter um transmissor. O rádio tem que se preocupar em ter um streaming. É uma força de distribuição que está na antena, na internet, nos smartphones e smarTVs. Isso para mim é básico, a distribuição do conteúdo da emissora. 
 
E desde quando você desempenha a função de direção artística da BH FM?
 
Quando eu apresentei o MobRadio ao Sistema Globo de Rádio, eu conheci a Irene Junqueira, que era a gerente geral de Negócios Musicais do sistema. Ela me convidou para trabalhar no sistema, mas inicialmente eu declinei por estar com minha família em Belo Horizonte. Isso foi em 2008, porém, aceitei em 2012, Um ano depois assumi a gerência da Rádio Globo Minas, depois o Rádio Beats. Depois da saída da Irene, eu assumi a gerência de Negócios Musicais do Sistema Globo de Rádio, cuidando da BH FM, Rádio Globo BH e do Sistema Sound, que são os canais de áudio para TV por assinatura.
 
Na sua gestão a emissora foi posicionada na liderança de audiência entre as rádios musicais de BH FM, além de ser uma das maiores audiências do FM nacional. O que mais contribuiu para que a rádio alcançasse esse desempenho?
 
Na verdade, em quatro anos, ela tem crescimento acumulado de 58%. Já tem mais de um ano que a BH FM vem liderando entre as rádios musicais, perdendo um ou outro mês nesse período. Temos uma gigante que é a Rádio Itatiaia. Hoje alcançamos cerca de 1,4 milhão de pessoas ao mês. Nosso time é muito coeso, comprometido com a proposta da rádio, time de locutores, equipe de promoção, e também a programação musical que faz a diferença, Investimento em pesquisa de audiência e de quem consome áudio em todo o lugar. Além da música, temos um talk show que também é bem forte. Isso faz com que a BH FM seja uma rádio bem eclética, alcançando um maior número de pessoas. 
 
A BH costuma realizar uma série de ações em Belo Horizonte, como promoções e eventos. Como isso impacta no desempenho de audiência da rádio?
 
As ações da BH FM fazem parte de um calendário. Temos as ações já planejadas até o fim do ano. A BH FM promove bons negócios que impactam todo mundo. Desde nossos parceiros comerciais, casas noturnas, artistas, etc. Temos uma agenda que fica bacana para todo mundo. O foco principal é o ouvinte, mas fechamos parcerias para a realização de eventos. Realizamos festivais, a festa de aniversário da emissora, o Villa Mix, o Festeja, etc.
 
Recentemente o SGR incluiu a BH FM nos canais de áudio de vários serviços de TV por assinatura. Isso tem rendido algum retorno para emissora?
 
No caso do áudio é um serviço do Sistema Globo de Rádio. Claro que traz um bom retorno, principalmente para a distribuição do conteúdo da rádio. Porém, não só a BH FM, mas outras rádios do sistema que também estão com seus áudios na TV paga. Isso tem um papel estratégico na distribuição de conteúdo.
 
Jonas, agradecemos a sua atenção com os radionautas do Tudo Rádio. Até a próxima.
Tags: Jonas Vilandez, BHFM, BH FM, Belo Horizonte, aplicativos, São Paulo, Transamérica, 98 FM

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Carlos Massaro

Carlos Massaro é de São Paulo e atua como radialista e jornalista. O profissional vai ao ar nos finais de semana na Rádio Brasil (brasilwebradio.com) e integra a equipe jornalística da rádio Regional AM de Palmital. Já coordenou uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré.

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