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Segunda-Feira, 15 de Agosto de 2016 @ 00:00

Wanderley Nogueira

Próximo de completar 40 anos de Jovem Pan, o jornalista conta sobre a sua trajetória e fala sobre rádio
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O Tudo Rádio tem o prazer de bater um papo com um dos jornalistas mais respeitados do Brasil. Wanderley Nogueira é apresentador de programas esportivos e repórter de campo da Jovem Pan AM 620 FM 100.9 de São Paulo, onde está atuando desde 1977. Ele fala um pouco da carreira, das coberturas pela Jovem Pan e também sobre o momento atual do rádio no Brasil. Confira o papo.
 

 
Como e quando você começou a sua carreira no jornalismo?
 
Faz tempo, né? Comecei menino. Trabalhei para o Diário de São Paulo/Diário da Noite, Diário Popular/Popular da Tarde, A Gazeta Esportiva, Radio Marconi, Rádio Piratininga, Rádio 9 de Julho...
 
Como que você começou na Jovem Pan?
 
Foi um sonho realizado. Trabalhar na Jovem Pan era como jogar no Barcelona. Também naquela época ela tinha um timaço. O Cândido Garcia disse que a rádio precisava de mais um repórter e que iria me indicar. Além dos jornais, eu trabalhava também no Grupo Silvio Santos. Quando foi confirmado o convite, pedi demissão do Grupo SS. O pessoal de lá foi ótimo, trabalhava na área de propaganda e marketing. A empresa é excelente. E ainda tenho muitos amigos que estão por lá. A direção do Grupo SS sempre foi muito honesta e gentil comigo.
 
Você vai completar 40 anos de Jovem Pan. Como você vê essa marca?
 
Oficialmente entrei na Jovem Pan no dia 7/7/77. Tem sido um privilégio trabalhar numa rádio espetacular. Ela tem história pra contar. Grandes coberturas, grandes campanhas em favor da sociedade brasileira, reportagens imperdíveis, muita opinião, programas indispensáveis e ouvindo o público o tempo todo. A Jovem Pan é uma marca nobre do jornalismo brasileiro. Tem sido ao longo dos anos uma imensa satisfação conviver com grandes nomes do jornalismo nacional. Apresentar programas e fazer entrevistas na Jovem Pan é delicioso. Ser comandado por uma família que tem na veia o sangue mais puro da comunicação brasileira é como ser dirigido pelo Guardiola numa longa, vitoriosa e permanente fase. Seo Tuta, Tutinha, Marcelo Carvalho são do ramo, entendem, pensam em melhorar a rádio todos os dias, o tempo todo. E isso faz com que todos nós, funcionários, sigamos os mesmos objetivos em busca de acertos diários. A relação de tantos anos fez crescer em mim, um sentimento muito maior do que o profundo vínculo profissional. É ótimo poder unir a relação profissional ao respeito, honestidade, parceria, cumplicidade e orgulho de empunhar o microfone da Jovem Pan.
 
Além da Jovem Pan, você também participa da TV Gazeta, no tradicional Mesa Redonda. Como você concilia esses dois trabalhos?
 
Participo aos domingos, do “Mesa Redonda”, um tradicionalíssimo programa de debate esportivo. Tem sido possível conciliar. Depois que termino o meu trabalho na JP, aos domingos, vou para a TV. Gazeta. Essa é outra casa excelente para se trabalhar. Lá também existem componentes que fazem todos se sentirem muito bem. Sergio Felipe dos Santos é o comandante da Fundação Casper Líbero. Marinês Rodrigues e Silvio Allimari conduzem a televisão. É notável o esforço deles em continuar fazendo da TV Gazeta, uma emissora querida, gostosa de ser assistida, com uma programação variada, com informação e entretenimento.
 
O jornalismo esportivo foi uma escolha sua ou apareceu por acaso?
 
Fiz polícia, política, geral e esporte. As coisas foram acontecendo. Cada vez mais emocionantes. E os ensinamentos que você aprende cobrindo esporte são úteis em todos os segmentos.
 
Você é um dos principais repórteres esportivos do Brasil. Como você vê essa área do jornalismo atualmente?
 
Como em todas as áreas, existem pessoas que nasceram para uma função. Outras demonstram que estão de passagem. Digo aos mais jovens que só terão sucesso aqueles que não adotarem a “operação padrão”. Além da competência é preciso comprometimento, parceria, cumplicidade e esforço. E nada de nariz empinado.
 
Como você vê a restrição ao trabalho dos repórteres no campo de futebol?
 
Acho péssimo. Perde a cobertura, perde o futebol, perdem os patrocinadores dos clubes, dos atletas e das emissoras. Acho que a cartolagem não percebeu ainda que “restrições” escondem suas agremiações. 
 
Você cobriu várias Copas do Mundo e Olimpíadas. Qual a diferença dessas coberturas com as competições aqui no Brasil?
 
Além das transmissões dos eventos, as coberturas são turbinadas pelas histórias dos personagens. Isso vale para todas as competições. Às vezes é mais interessante a história da última colocada da maratona do que a da queniana vencedora da prova.
 
Como você avalia a realização de competições como a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil?
 
Esse é um assunto que sempre provoca debates inflamados. Se dependesse de mim, o país não teria sido sede da Copa, nem dos Jogos Olímpicos. Ajudaria pra valer todas as modalidades esportivas, tentaria formar ótimas equipes e com chances de muitas conquistas. O Canadá levou 30 anos para pagar a conta dos Jogos Olímpicos de 1976.
 
Além da cobertura esportiva, você também cobriu eventos como um terremoto no México e uma erupção de um vulcão na Colômbia. Como foi isso?
 
A Copa do México em 1986 quase não foi realizada naquele país. O terremoto meses antes matou muita gente. Foi uma cobertura dramática. E o Vulcão Nevado del Ruiz, na cordilheira central da Colombia, matou milhares de pessoas. Cobri os dois episódios pela Jovem Pan.
 
Como você vê a migração das rádios AM para o dial FM?
 
Será ótimo. A programação da AM com a qualidade do som FM.
É possível sentir a força disso hoje. Um dos slogans da Jovem Pan é que quando estão “juntas” AM e FM a audiência é espetacular.
 
Na sua visão, o que mudou no rádio desde o início da sua carreira?
 
Mudaram muitas coisas. Mas, a tecnologia permitiu que muitas transmissões impensáveis pudessem ser realizadas com o celular, com a internet, com os satélites, com melhor qualidade de áudio.
A velocidade, que sempre foi a marca do rádio, aumentou ainda mais. Os modernos equipamentos nas centrais técnicas facilitaram edições e montagens. E todo esse novo arsenal técnico serviu para valorizar ainda mais o trabalho que era feito sem esses recursos facilitadores e com grande competência jornalística e técnica.
Tags: Wanderley Nogueira, Jovem Pan, esportes, jornalismo, trajetória

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Carlos Massaro

Carlos Massaro é de São Paulo e atua como radialista e jornalista. O profissional vai ao ar nos finais de semana na Rádio Brasil (brasilwebradio.com) e integra a equipe jornalística da rádio Regional AM de Palmital. Já coordenou uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré.

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