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Confiança dos brasileiros no rádio cresce 9 pontos em um ano

Confiança dos brasileiros no rádio cresce 9 pontos em um ano

Fernando Morgado analisa dados do Target Group Index e destaca o valor comercial da confiança no rádio


No último dia 23, o IBOPE divulgou o relatório Audio Pulse Brasil, que, em anos anteriores, se chamou Inside Radio e Inside Audio. Na mesma data, o instituto publicou também as versões colombiana e peruana e, posteriormente, a argentina.

Seja aqui, seja nos outros países, os dados mais aguardados, sem dúvida, são os de alcance. Todos têm interesse em saber o percentual da população pesquisada que consome áudio em geral e rádio em particular. Mas o Audio Pulse Brasil trouxe uma informação que, na minha opinião, é das mais importantes e merece ser ressaltada: o percentual de ouvintes brasileiros que confiam no rádio para se manterem informados saltou de 58% para 67%, uma alta de 9 pontos percentuais. A fonte é o Target Group Index.

Reflita comigo: estamos falando de um meio secular e universal, ou seja, que pode ser (e é) consumido pela maioria esmagadora da população. E, mesmo já tão grande, esse meio consegue seguir avançando em um dos atributos mais importantes (senão o mais importante) dos dias atuais: confiança. É fácil crescer quando se é novato. Difícil é crescer quando se está consolidado. E o rádio consegue essa proeza.

Outro indicador-chave também registrou forte crescimento: a fatia de ouvintes brasileiros que consomem rádio para uma atualização rápida das notícias saiu de 48% para 59%. Trata-se de uma alta de 11 pontos.

Esses dois dados, por óbvio, se conectam. Confiança e informação caminham lado a lado. Mas quem dá apenas uma vista d'olhos nesses números pode pensar que eles só têm relação com o jornalismo, o que é incorreto.

A publicidade é, antes de tudo, uma ferramenta de informação dos consumidores sobre marcas, produtos e serviços. E é claro que a confiança na mídia extravasa para os anúncios que ela veicula. O ouvinte confia que aquele preço baixo dito pelo comunicador é verdadeiro, que aquela obra da Prefeitura mencionada no spot foi de fato concluída, que aquele suplemento realmente traz todos os benefícios lidos pelo locutor e que aquele restaurante cantarolado no jingle é mesmo bom.

Vale destacar ainda que os patamares do Brasil são superiores aos de seus pares sul-americanos. Ainda conforme o Target Group Index, 53% dos ouvintes peruanos, 52% dos ouvintes colombianos e 45% dos ouvintes argentinos confiam no rádio para se manterem informados. Já no uso do rádio para uma atualização rápida das notícias, o Brasil registra 59%, contra 51% na Colômbia e no Peru e 44% na Argentina.

Quando comparamos o desempenho nacional com o de outros países, especialmente esses que são tão próximos de nós, atestamos com números algo que todo radialista e radiodifusor vive no seu dia a dia: o brasileiro tem uma relação muito particular com o rádio. E essa relação se baseia na confiança construída ao longo de décadas por todos que trabalharam e trabalham para que cada programa, cada emissora, siga relevante na sua região. Não se trata de ouvir por ouvir. Mas de ouvir porque se confia em quem fala. E isso tem um valor imenso, inclusive em termos comerciais.

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Fernando Morgado

Fernando Morgado

Consultor e palestrante com mais de 15 anos de experiência nas áreas de mídia e inteligência de negócios. É Top Voice no LinkedIn e autor de livros publicados no Brasil e no exterior, incluindo o best-seller Silvio Santos – A Trajetória do Mito. Foi coordenador adjunto do Núcleo de Estudos de Rádio da UFRGS. Mestre em Gestão da Economia Criativa e especialista em Gestão Empresarial e Marketing pela ESPM. Clique aqui para acessar o Instagram de Fernando Morgado

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