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Conselho Consultivo do Rádio Digital aponta que livre escolha de padrão traria riscos ao espectro

Conselho Consultivo do Rádio Digital aponta que livre escolha de padrão traria riscos ao espectro

Brasília – Conclusão foi feita durante reunião realizada em Brasília


Representantes do Conselho Consultivo do Rádio Digital (CCRD) fizeram uma série de ponderações sobre o relatório final da Subcomissão Especial do Rádio Digital, durante audiência na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 17. O documento, que reúne indicações da Casa para a adoção de um novo padrão de rádio, foi apresentado ao colegiado, formado por representantes do Ministério das Comunicações (Minicom), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do setor de radiodifusão e da indústria.   O diretor de Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Minicom, Octávio Pieranti, afirmou que deixar para o mercado a escolha livre e aberta, como indica a subcomissão, implicaria em dificuldades de ordem regulatória, técnica e industrial.  O documento recomenda que o governo libere as rádios para usarem a tecnologia digital que acharem melhor, sem ter um padrão nacional, e aponta vantagens para o HD Rádio (norte-americano) na faixa de FM e o DRM (europeu) nas Ondas Curtas.    Pieranti afirmou que a adoção de diferentes padrões exigiria regulamentações técnicas distintas para o mesmo serviço, o que, possivelmente, será considerado ilegal. Além disso, a gestão do espectro será prejudicada, pois as tecnologias ocuparão o espaço de formas diferentes. “Não ganharíamos a escala necessária para baratear os equipamentos, nem teríamos subsídios para uma política industrial, já que não saberíamos exatamente o que apoiar”, acrescentou Pieranti.    O representante do Minicom também afirmou não ser possível apontar neste momento um padrão que se enquadre melhor à realidade brasileira, e contestou a afirmação da subcomissão de que o processo esteja em atraso no Brasil. “Tendo em vista o problema da cobertura [nos testes, o alcance do sistema digital mostrou-se inferior à do analógico] não temos hoje como sinalizar na direção do sistema A, B ou C. Estamos caminhando com cronograma compatível à realidade internacional”, disse.    O engenheiro da Anatel, Tiago Aguiar Soares, endossou a opinião do representante do ministério. “Teríamos dificuldades em estabelecer critérios técnicos de convivência, fora a questão das interferências. Haveria uma possibilidade maior de termos que aumentar o número de canais e a potência, o que não é conveniente em termos de eficiência no uso do espectro”, afirmou.   Sobre a multiprogramação, outro ponto defendido pelos deputados, Pieranti disse ainda que a decisão de se adotar esse recurso só será possível depois de testar a robustez e a capacidade de alcance dos sistemas.   O relator da subcomissão, deputado Sandro Alex (PPS-PR), rebateu as críticas dizendo que a adoção de um modelo exclusivo não trará benefícios para a população, e esclareceu que o relatório recomenda duas tecnologias para serviços diferentes, ou seja, o HD para a faixa de FM e o DRM para as Ondas Curtas. Segundo ele, é preciso decidir a tecnologia antes de 2015, quando todas as emissoras AM vão passar a ser FM.   Com informações da assessoria de comunicação da Abert
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Carlos Massaro

Carlos Massaro

  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn
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