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Top 100 Crowley: programação musical do rádio mantém forte presença nacional e de versões “Live” em setembro

Top 100 Crowley: programação musical do rádio mantém forte presença nacional e de versões “Live” em setembro

São Paulo - Análise do ranking mensal também destaca força dos formatos populares, avanço do repertório internacional e presença das gravações ao vivo entre as mais executadas


A programação musical das rádios brasileiras manteve em setembro uma forte presença de repertório nacional, com destaque para gêneros ligados aos formatos populares, além de uma participação expressiva de gravações identificadas como “Live”. É o que mostra o Top 100 Brasil Mensal da Crowley, referente ao período de 1º a 30 de setembro de 2026. O levantamento também permite observar um avanço na presença de músicas internacionais em relação aos rankings anteriores, embora elas permaneçam distantes das primeiras posições. O cenário pode ser relacionado ao perfil das emissoras brasileiras e às preferências musicais apontadas em pesquisas recentes sobre a audiência do rádio. Acompanhe:

Na liderança do ranking aparece “Pena Que Cê Já Namora”, de Marcos & Belutti, com 12.480 execuções. Na sequência estão “Bala Alojada”, de Gusttavo Lima, com 11.457, “Cowgirl”, de Elis Justi, com 11.300, “Moça Pra Casar (Live)”, de Diego & Victor Hugo, com 10.755, e “Eu Não Sou Terapia”, de Danilo & Davi, com 9.929 execuções.

O cenário observado nas primeiras posições reforça a forte presença do sertanejo na programação musical aferida pela Crowley. Entre os dez primeiros colocados também aparecem Lucas & Higor, Edy Britto & Samuel, Clayton & Romário, Maiara & Maraisa e Guilherme & Benuto com Panda. Outros gêneros nacionais ganham maior presença conforme o ranking avança, incluindo pagode, samba, forró e pop.

Popular ajuda a explicar configuração do ranking

A predominância de repertório nacional e de gêneros populares também pode ser contextualizada pela própria composição do rádio brasileiro. Um levantamento disponibilizado pelo tudoradio.com em agosto, a partir das emissoras catalogadas em seu agregador, mostrou a ampla presença de rádios classificadas em formatos populares em diferentes regiões do país.

Na ocasião, das 6.835 emissoras com streaming catalogadas pelo sistema, 2.105 apareciam na classificação popular/hits. Outras 667 estavam relacionadas ao popular/música regional e 509 ao popular/sertanejo. As categorias não representam universos necessariamente exclusivos, já que uma mesma estação pode ter características associadas a diferentes classificações, mas os números ajudam a dimensionar a capilaridade desse tipo de programação no rádio local brasileiro.

Esse cenário também dialoga com os dados do Audio Pulse 2026, divulgado recentemente pelo IBOPE. Entre os ouvintes de rádio pesquisados, o sertanejo aparece como o estilo musical mais ouvido, citado por 38%. Porém, as preferências são distribuídas entre diferentes gêneros: pop e música da moda aparecem com 37%, MPB com 36%, samba e pagode com 35% e rock com 33%.

Os números não são diretamente comparáveis ao ranking da Crowley, já que tratam de levantamentos com metodologias e universos distintos. Ainda assim, ajudam a contextualizar a variedade de preferências musicais da audiência diante da composição das músicas que efetivamente acumulam os maiores volumes de execução nas emissoras monitoradas.

Repertório internacional amplia presença, mas segue distante das primeiras posições

Outro movimento observado no levantamento de setembro está relacionado ao repertório internacional. Apesar de os artistas nacionais continuarem concentrando as maiores execuções, 11 músicas exclusivamente internacionais aparecem na lista mensal da Crowley, número que chama a atenção quando comparado aos levantamentos anteriores publicados pelo tudoradio.com.

No fechamento de 2023, apenas três músicas internacionais estavam entre as cem mais executadas. O primeiro semestre de 2024 contou com cinco, enquanto o ranking anual daquele mesmo ano terminou sem nenhuma faixa internacional. Já em 2025, sete músicas estrangeiras apareceram no Top 100, número que avançou para nove no levantamento referente ao primeiro semestre de 2026.

A fotografia de setembro reforça esse movimento de recuperação, ainda que não possa ser diretamente comparada aos levantamentos semestrais e anuais. Bruno Mars, Alex Warren, Taylor Swift, BTS, Lola Young, Olivia Dean, Ella Langley, Lady Gaga, Billie Eilish e Sabrina Carpenter estão entre os nomes presentes. Esta última aparece com duas músicas. Ricky Martin também integra o ranking em parceria com o brasileiro Luan Santana.

Apesar da maior variedade de títulos internacionais, eles continuam distantes das primeiras posições. A faixa estrangeira mais bem colocada em setembro é “I Just Might”, de Bruno Mars, na 46ª posição. O cenário indica que o repertório internacional amplia sua presença dentro do Top 100 monitorado pela Crowley, mas ainda sem ameaçar a forte concentração de músicas nacionais nas faixas de maior execução.

O movimento também chama atenção diante dos dados do Audio Pulse 2026. Enquanto o sertanejo aparece como o estilo musical mais ouvido por 38% dos ouvintes de rádio pesquisados pelo IBOPE, pop e música da moda aparecem praticamente empatados, com 37%. Os levantamentos têm metodologias e universos distintos, mas ajudam a dimensionar a diversidade das preferências musicais da audiência diante da composição das faixas que acumulam os maiores volumes de execução no rádio.

Gravações “Live” seguem com forte presença

As gravações identificadas como “Live” continuam sendo outro componente importante da programação musical aferida pela Crowley. No relatório mensal de setembro, 48 registros apresentam explicitamente essa identificação.

Entre elas estão músicas posicionadas nas primeiras colocações, como “Moça Pra Casar (Live)”, de Diego & Victor Hugo, “Flash (Live)”, de Lucas & Higor, “Toda Mulher (Live)”, de Edy Britto & Samuel, “Chuva de Bençãos (Live)”, de Clayton & Romário, “90/10 (Live)”, de Maiara & Maraisa, e “Eu Duvido (Live)”, de Guilherme & Benuto com Panda.

A elevada presença desse tipo de gravação já havia sido observada pelo tudoradio.com nos levantamentos anteriores da Crowley. No acumulado do primeiro semestre de 2026, 54 das 100 músicas mais executadas eram identificadas como “Live”. No fechamento de 2025, essa característica estava presente em 72 das cem faixas do ranking.

A recorrência das gravações ao vivo também coloca em discussão aspectos relacionados à construção artística das programações musicais. Diferentemente das versões produzidas originalmente para estúdio, faixas registradas em apresentações podem incorporar elementos como ambiência de palco, participação do público, aplausos, introduções e outras características sonoras próprias desse tipo de produção. Em grande quantidade dentro de uma sequência musical, essas características passam a integrar de forma significativa a sonoridade geral apresentada pelas emissoras.

O tema ganha relevância diante do tempo prolongado de contato da audiência com o rádio. Segundo o Audio Pulse 2026, o meio registra média diária de 3h38 de consumo entre os ouvintes nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas regularmente pelo IBOPE. O dado reforça a importância de aspectos como variedade, construção de sequência e equilíbrio da programação ao longo do dia, embora os levantamentos disponíveis não estabeleçam uma relação direta entre a utilização de versões “Live” e indicadores de audiência.

Uma fotografia mensal da programação musical

O relatório de setembro marca uma nova possibilidade de acompanhamento do Top 100 da Crowley pelo tudoradio.com. Além das análises semestrais e anuais, que permitem observar movimentos de prazo mais longo, os levantamentos mensais possibilitam acompanhar mudanças na composição da programação musical ao longo do ano.

Entre os indicadores que podem ser observados estão a participação dos diferentes gêneros musicais, a presença das gravações “Live”, o espaço ocupado pelo repertório internacional e as movimentações das músicas dentro das faixas de maior execução.

O Top 100 Brasil Mensal da Crowley considera as execuções registradas entre 1º e 30 de setembro de 2026 em sua base nacional de emissoras monitoradas, considerando a faixa horária das 07h00 às 19h00, de segunda a sexta-feira.

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Daniel Starck

Daniel Starck

  • Daniel Starck – Jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. É formado em Comunicação Social pela PUC-PR e teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com foco em aplicativos, mídia programática, novos devices, inteligência artificial, sites e streaming. LinkedIn
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