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Na sua opinião, qual formato de rádio deverá passar por uma maior expansão no número de rádios no mercado brasileiro em 2020?

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Quarta-Feira, 24 de Junho de 2015 @

A crise chegou. E agora?

Períodos complicados podem gerar oportunidades, porém é necessário investir e agir.

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O assunto “crise” surge na imprensa e nas rodas de conversas de todos. Inevitável, pois o ritmo da economia atinge praticamente todos os setores da sociedade. Se ela é de fato ou de confiança não é algo que eu devo abordar por aqui. Nem de quem é a culpa. Mas é importante pensar algumas maneiras de como enfrentar esse período, tornando ele menos doloroso possível ou até mesmo uma oportunidade de se destacar. Isso não é uma certeza e também não há um caminho que te garanta esse resultado, mas há a possibilidade. Vale tentar, não?

Quando esse período de dificuldade paira próximo de qualquer setor da economia, duas coisas vem à cabeça: redução de pessoal e de investimentos na marca. E esses dois pontos podem ser cruciais para que uma crise possivelmente passageira se instale de forma definitiva em uma determinada empresa. Isso vale para o rádio. É comum o encolhimento das emissoras, seja cortando pessoal, como também promovendo o desaparecimento de suas marcas. Cortando justamente no setor onde uma rádio defende perante o seus clientes: a publicidade.

Esses dois recursos podem ser utilizados, mas devem ser as últimas atitudes após uma série de tentativas de retomadas e reorganização de despesas. Em épocas de crise a idéia mais sensata seria acelerar as atividades para poder se sobressair perante os concorrentes, fortalecendo a rádio durante esse difícil período e a deixando bem a frente quando a onda negativa passar. E onde é possível atacar para que isso seja viável? Podemos pensar em alguns ítens. Vamos a eles:

Produto

O investimento no produto final é fundamental. No caso do rádio ele deve repensar o que é oferecido para a audiência e para os clientes. Não se trata de uma reformulação geral (em alguns casos isso é algo necessário, principalmente quando o resultado é negativo há algum tempo), mas sim de incrementar o que já é especialidade de um determinado projeto. Um incremento na programação musical, uma renovação de plástica, investimentos em novas idéias para programas pontuais que geram novas oportunidades de comercialização, entre outros pontos, podem gerar esse “fato novo” para a audiência. A partir disso uma mudança na abordagem comercial no mercado onde atua pode oxigenar a presença da emissora, tornando ela atrativa. Trabalhar melhor os números que dispõe e mudar a abordagem de clientes podem auxiliar um possível crescimento.

Divulgação

Não adianta investir no produto e não promover a divulgação dessas ações, pelo menos se a rádio deseja um resultado mais rápido dessas novidades. Internet (publicidade e interação com ouvintes e clientes através de portais, redes sociais e outras ferramentas), campanhas de rua, ligar marca à eventos, entre outras atividades, podem movimentar tudo o que foi criado na parte de produto, além de também gerar novas receitas comerciais.

Promoções e fidelizar

De clientes e da audiência. Na parte de atendimento deve ser melhorado o relacionamento com os parceiros da rádio e também com os ouvintes, sempre com a disposição de ajudar (mas evitando o caminho da prostituição do mercado ou desvalorização do produto). Fidelizar todos que estão ligados à sua rádio manterá a sua audiência e receitas em alta e/ou estáveis. Já na parte artística criar possibilidades de novas promoções para atrair e manter ouvintes.

Cortes

Cortar é uma saída, porém depende muito de onde será realizado esse corte. Uma renovação do modelo de administração da empresa pode auxiliar. Estamos cansados de saber que a conta de energia elétrica foi para as alturas e isso incomoda o setor. Mas pequenas ações podem auxiliar nesse gasto. Computadores antigos gastam energia, cada vez mais. É possível economizar cerca de 60 reais na conta de luz por unidade antiga. Se você tem um exército de computadores antigos em uma rádio, faça a conta. Iluminação é outro vilão: as lâmpadas LED são bonitas, iluminam bem e seus preços estão caindo. Também vale cortar serviços que não serão utilizados pela emissora (e que não estejam ligados à investimentos que podem auxiliar no período de crise). Reeducar o pessoal para a necessidade de evitar desperdícios nos recursos da empresa também auxilia. Afinal é uma forma de contribuir para a manutenção dos serviços de todos os colaboradores durante essa fase difícil. Outra coisa importante é otimizar os fluxos de caixa da rádio, procurando desperdícios.

Em caso de necessidade de redução de pessoal, cuidado! Não se deve cortar apenas por custo de um determinado colaborador. Pense no que ele contribui para a sua rádio e como a sua equipe poderá ser decisiva para auxiliar nesse período de crise. E os colaboradores devem ser motivados para enfrentar esse período com vigor e otimismo, vestindo a camisa da rádio. Boatos, terrorismo e afins só tendem levar todos para o buraco.

Parcerias

Parcerias pontuais para eventos e criações de novos produtos podem auxiliar a rádio e o mercado a enfrentar esse período difícil, novamente gerando novas possibilidades de comercialização.

Porte técnico

Pensar em diminuir o seu porte na área técnica é um grande passo para o precipício. Clientes e ouvintes percebem rápido um sinal reduzido, uma menor presença em canais interativos e um áudio (via ondas ou web) sem manutenção.

Novamente: não é um passo-a-passo para 100% de sucesso. Mas são idéias básicas que ajudam qualquer empresa a enfrentar períodos de dificuldade no mercado. E esses pontos discutidos nessa coluna também servem para situações específicas no projeto de uma rádio e em períodos de vacas gordas (não apenas em épocas de crise). Não é mesmo?

Curtiu? Não? Tem mais sugestões? Mande aí: [email protected]

E vamos em frente! Com “sangue nos olhos” defendendo as nossas rádios (emissoras, ouvintes e mercado).

Um abraço e até o próximo texto.
 

Tags: Crise, rádio, iniciativas, investimentos

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Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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