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Terça-Feira, 04 de Junho de 2024 @ 07:02

Rádio e TV são vistos como meios mais confiáveis para consumo de notícias 

São Paulo - Pesquisa realizada nos EUA mostra que radiodifusão, especialmente o rádio, desempenha um papel crucial na informação do público

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Um novo estudo realizado pela Free Press, com apoio da African American Research Collaborative e da BSP Research, revela que a radiodifusão, especialmente o rádio, segue como uma fonte fundamental de informação para os norte-americanos. De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados utilizam rádio e televisão pelo menos algumas vezes por semana para atualizações de notícias e eventos, e 43% recorrem ao rádio e à TV várias vezes ao dia para se manterem informados. Os números superam os índices registrados pelas mídias sociais e o medo da desinformação auxilia rádios e TV a manterem seus consumos elevados.

Os dados demonstram que, em um momento de crescente desconfiança e aumento da desinformação, o rádio e a televisão seguem como os meios mais confiáveis para a maioria dos norte-americanos. A pesquisa destacou que o uso de aplicativos de notícias e redes sociais, como Facebook (59%), YouTube (57%) e outros apps de notícias (55%), embora significativos, ainda ficam atrás da radiodifusão (77%) em termos de frequência de uso para notícias.

A Free Press sublinha que, em um ano eleitoral para os EUA, a confiança no rádio como fonte de informação é essencial. Com a crescente preocupação com a desinformação, 51% dos entrevistados acreditam que "ter mais veículos de notícias independentes é importante para parar a desinformação e é bom para a saúde da nossa democracia". Além disso, 52% concordam que "devemos aumentar o financiamento público para criar e expandir notícias locais e independentes". Apenas 32% dizem que há opções suficientes de veículos de notícias.

+ Rádio mostra resiliência em seu consumo; Techsurvey 2024 aponta desafios para o meio

Jessica González, co-CEO da Free Press, ressalta a preocupação geral com a desinformação e o discurso de ódio online, destacando que 72% dos entrevistados acham "aceitável" que plataformas bloqueiem conteúdo considerado racista ou odioso. A maioria também apoia que empresas de tecnologia impeçam a distribuição de anúncios políticos que violem os termos de uso contra a disseminação de informações falsas. No geral, 71% dos entrevistados acreditam que "as empresas de mídia social devem limitar informações falsas ou enganosas sobre eleições que possam ser consideradas antidemocráticas".

Já Derek Turner, Assessor Sênior de Políticas da Free Press, destaca que "um número alarmante de pessoas não se sente muito bem informado sobre as eleições locais", e que "o alto custo do acesso à internet ainda é um desafio para muitos norte-americanos". As preocupações com o papel da tecnologia e a privacidade também são destacadas como áreas de atenção.

Desafios na cobertura local

A pesquisa também apontou que 28% dos adultos se sentem "muito bem informados" ao votar em eleições locais nos Estados Unidos, com percentuais ainda mais baixos entre latinos e asiático-americanos. A preocupação com a suficiência da cobertura local é significativa, pois muitos acreditam que a falta de informação adequada sobre candidatos locais prejudica a tomada de decisões informadas.


Percentual de respondentes que utilizam plataformas online para notícias pelo menos algumas vezes por semana, por plataforma e raça/etnia (2024). TV e rádio lideram com 77%, seguidos por Facebook (59%), YouTube (57%) e aplicativos de notícias (55%). Discrepâncias significativas são observadas entre grupos raciais e étnicos

O estudo envolveu 3.000 adultos dos Estados Unidos e foi realizado de 1 a 18 de março, com uma amostra maior das populações negras, latinas e asiático-americanas/pacificadoras das ilhas do Pacífico. Os resultados sublinham a importância contínua do rádio e da televisão como fontes de informação confiáveis em um ambiente midiático cada vez mais fragmentado e desafiador, conforme destaca a imprensa especializada que repercutiu o caso.

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Principais descobertas do estudo:
Uso de TV e Rádio:
> 77% dos americanos utilizam TV e rádio algumas vezes por semana para notícias.
> 43% usam TV e rádio várias vezes ao dia para se informar.
Plataformas Online:
> Facebook é usado por 59% algumas vezes por semana.
> YouTube é usado por 57%.
> Aplicativos de notícias são usados por 55%.
> Instagram é usado por 41%.
> TikTok é usado por 35%.
> X/Twitter é usado por 29%.
> Podcasts são usados por 28%.
> Reddit é usado por 18%.
Desinformação:
> 79% preocupados com informações falsas online.
> 83% preocupados com exposição de menores a informações falsas.
> 76% preocupados com desinformação eleitoral.
Moderação de Conteúdo:
> 71% acreditam que empresas de mídia social devem limitar informações falsas sobre eleições.
> 72% acham aceitável bloquear conteúdo racista ou odioso.
Cobertura Eleitoral:
> Apenas 28% se sentem muito bem informados ao votar em eleições locais.
> Menor porcentagem de latinos e asiático-americanos se sentem bem informados.
Financiamento de Notícias:
> 51% acham importante ter mais veículos de notícias independentes para combater a desinformação.
> 52% apoiam aumentar o financiamento público para notícias locais e independentes.
Divisão Demográfica:
> Uso de redes sociais e aplicativos de notícias varia significativamente entre diferentes grupos raciais e étnicos.

E por qual razão olhar para lá fora?

O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.

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Tags: Rádio, TV, confiabilidade, consumo de notícias, Free Press, desinformação, eleições locais

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com. Com 20 anos no ar, trata-se do maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR. Teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital de rádio, tendo participado de eventos promovidos por associações de referência para o setor, como AESP, ACAERT, AERP e AMIRT. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com ênfase em aplicativos, mídia programática, novos devices, sites e streaming.



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