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Sexta-Feira, 05 de Junho de 2026 @ 07:02

Rádio segue líder no consumo musical da Alemanha e amplia vantagem entre plataformas gratuitas

São Paulo - Rádio concentra 28,6% do tempo semanal dedicado à música no país em 2025, mantendo a liderança geral do consumo musical e ampla vantagem sobre plataformas gratuitas como YouTube, streaming free e aplicativos de vídeos curtos

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O rádio segue como o principal meio de consumo musical da Alemanha em 2025 e também mantém a liderança entre as plataformas gratuitas de acesso à música no país. A constatação faz parte do relatório “Musikindustrie in Zahlen 2025”, divulgado nesta semana pela associação da indústria fonográfica alemã (BVMI), levantamento que detalha os hábitos de consumo musical da população acima de 16 anos. Segundo o estudo, o rádio concentrou 28,6% do tempo semanal dedicado à música entre os alemães, considerando todas as formas de distribuição, incluindo FM, internet e plataformas digitais das emissoras. Mesmo apresentando leve retração de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior, o meio segue ocupando a liderança geral do consumo musical no país e amplia sua vantagem quando analisado apenas o universo das plataformas gratuitas.

O dado chama atenção principalmente pelo avanço contínuo do streaming pago de áudio, que chegou a 27,3% da participação semanal de consumo musical após crescimento de 2,4 pontos percentuais em relação a 2024. A diferença entre rádio e streaming premium ficou em apenas 1,3 ponto percentual, configurando uma das disputas mais equilibradas dos últimos anos no mercado alemão de mídia e entretenimento. Ainda assim, o rádio conseguiu preservar sua liderança geral e, principalmente, manteve ampla vantagem quando comparado aos formatos gratuitos digitais.

Ao considerar apenas meios gratuitos de consumo musical, o rádio aparece isolado na liderança, superando com folga modalidades como streaming gratuito de áudio, vídeo-streaming e aplicativos de vídeos curtos. O streaming gratuito de áudio respondeu por apenas 6,7% do consumo semanal de música na Alemanha em 2025, resultado que representa queda de 2 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Com isso, o streaming premium passou a ser utilizado mais de quatro vezes acima do streaming gratuito no país.

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Já o vídeo-streaming, impulsionado principalmente pelo YouTube, caiu de 16,5% para 14,5% do consumo musical semanal. Apesar de seguir como uma das principais plataformas gratuitas de acesso à música, o segmento perdeu força em relação aos últimos anos, retornando a níveis semelhantes aos registrados em 2022 e 2023. Em 2021, esse formato chegou a representar cerca de 20% do consumo musical semanal dos alemães.

Os aplicativos de vídeos curtos, como TikTok e plataformas sociais, também seguem em crescimento, porém ainda distantes do alcance do rádio. O segmento respondeu por 6,2% do tempo semanal dedicado à música, avanço de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Entre jovens de 16 a 19 anos, entretanto, os vídeos curtos já representam 19% do consumo musical semanal, consolidando-se como importante ferramenta de descoberta musical entre as novas gerações.

O estudo mostra ainda que o rádio mantém forte presença em praticamente todas as faixas etárias analisadas. Entre ouvintes de 50 a 59 anos e também acima de 60 anos, o meio respondeu por 46% de todo o consumo musical semanal, índice muito superior ao registrado pelas plataformas digitais nessas faixas. Entre pessoas de 40 a 49 anos, o rádio concentrou 26% do consumo semanal de música.

Mesmo entre os públicos mais jovens, o meio apresentou evolução em relação ao levantamento anterior. Entre ouvintes de 16 a 19 anos, a participação do rádio saltou de 2% para 7%. Na faixa de 20 a 29 anos, o índice subiu para 12%, enquanto entre 30 e 39 anos chegou a 20%. Os números reforçam uma recuperação gradual da presença do rádio entre faixas etárias mais novas, movimento observado em diferentes mercados europeus.

O levantamento também aponta diferenças relevantes entre homens e mulheres. Entre o público feminino, o rádio atingiu 32% do consumo semanal de música, enquanto entre os homens o índice ficou em 26%. No streaming de áudio ocorre o movimento inverso: os homens concentram 36% do consumo musical nas plataformas digitais, contra 32% entre as mulheres.

Outro dado relevante envolve a soma do rádio com o streaming pago de áudio. Juntos, os dois formatos representam mais de 55% de todo o consumo musical semanal da Alemanha, reforçando a predominância do áudio no cotidiano da população, acima de formatos em vídeo, redes sociais e demais plataformas digitais.

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O estudo também detalha os gêneros musicais mais populares no país. O pop internacional segue como estilo dominante entre praticamente todas as faixas etárias abaixo dos 70 anos. Já músicas das décadas de 1980 e 1990 permanecem fortes entre adultos acima dos 40 anos. Hip-hop internacional, rap e música eletrônica aparecem com mais intensidade entre os públicos jovens, enquanto estilos como schlager, oldies e música clássica concentram maior audiência entre ouvintes acima dos 60 anos.

Os números divulgados pelo BVMI reforçam uma tendência observada em diferentes mercados europeus: mesmo diante do avanço acelerado das plataformas digitais e da fragmentação do consumo de mídia, o rádio segue mantendo relevância massiva no cotidiano da população, principalmente pela facilidade de acesso gratuito, alcance amplo e forte presença multiplataforma.

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E por qual razão olhar para lá fora?

tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.

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Com informações do portal Radiozene.de. Colaboração de David Duck

Tags: rádio, consumo musical, streaming de áudio, Alemanha, mercado de mídia, plataformas digitais, hábitos de consumo, música digital

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Daniel Starck
  • Daniel Starck – Jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. É formado em Comunicação Social pela PUC-PR e teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com foco em aplicativos, mídia programática, novos devices, inteligência artificial, sites e streaming. LinkedIn


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