




Terça-Feira, 09 de Junho de 2026 @ 16:21
São Paulo - Comparativos compartilhados por veículos de comunicação e profissionais do setor mostram diferenças de atraso entre plataformas e destacam investimentos das emissoras em streaming de baixa latência para transmissões esportivas
Com a aproximação da próxima Copa do Mundo de Futebol, um tema técnico voltou a ganhar destaque nas redes sociais, em veículos de comunicação e também entre profissionais do setor de radiodifusão: a latência nas transmissões esportivas. Comparativos compartilhados recentemente têm mostrado o tempo de atraso entre o acontecimento em campo e a chegada da informação ao público por diferentes plataformas, reforçando a importância da velocidade de entrega do conteúdo para quem acompanha partidas ao vivo. Vale ressaltar que a comparação é feita com o que está acontecendo em campo.
Em eventos esportivos, especialmente no futebol, a diferença de alguns segundos pode impactar diretamente a experiência do torcedor. Notificações em aplicativos, mensagens em grupos, publicações em redes sociais e até a comemoração antecipada de vizinhos costumam evidenciar o atraso existente entre diferentes meios de transmissão. Por isso, quanto menor a latência, mais próxima do tempo real é a experiência oferecida ao público.
Os levantamentos técnicos que vêm circulando nos últimos meses apontam que o rádio segue como a plataforma mais rápida para acompanhar partidas ao vivo. A transmissão terrestre em FM apresenta atrasos mínimos quando comparada a outros meios de distribuição de conteúdo. Na sequência aparecem a TV aberta e a TV por assinatura, enquanto os serviços de streaming de vídeo costumam registrar tempos maiores de atraso devido aos processos necessários para codificação, armazenamento temporário e distribuição do sinal pela internet.
Rádio mantém vantagem histórica nas transmissões esportivas
A rapidez do rádio não é uma característica recente. Historicamente, o meio sempre se destacou pela capacidade de entregar informações em tempo praticamente real ao ouvinte. Essa vantagem torna-se ainda mais perceptível durante grandes eventos esportivos, quando cada segundo faz diferença para quem deseja acompanhar os lances no momento em que acontecem.
Nas coberturas de futebol, essa característica sempre foi considerada um dos principais diferenciais da mídia. Em muitos casos, o gol é ouvido primeiro no rádio antes mesmo de aparecer em outras plataformas de transmissão, situação que costuma se repetir principalmente em partidas de grande audiência e ampla repercussão.

Comparação é feita com o que está acontecendo em campo - Imagem: tudoradio.com
Streaming de áudio também busca reduzir atrasos
Além da transmissão tradicional pelo dial, as emissoras também vêm investindo em soluções digitais para reduzir a diferença entre a experiência do FM e a escuta online. Nos últimos anos, diversas operações esportivas passaram a adotar tecnologias de streaming de áudio de baixa latência, buscando oferecer uma entrega mais rápida do conteúdo para ouvintes conectados por smartphones, computadores, smart speakers e outros dispositivos.
O objetivo é fazer com que o ambiente digital funcione como um complemento eficiente da transmissão terrestre, especialmente para quem não está dentro da área de cobertura da emissora ou prefere acompanhar a programação pela internet. Em algumas operações esportivas, os atrasos dos streams de áudio já são significativamente menores quando comparados aos observados em plataformas de vídeo.
Segundo especialistas do setor, não existe um único fator responsável pelos atrasos observados nas diferentes plataformas. Elementos como compressão de áudio e vídeo, processos de distribuição, uso de satélites, armazenamento temporário de dados e condições das redes de internet influenciam diretamente no tempo necessário para que uma transmissão chegue ao consumidor final.
Com a expectativa de crescimento da audiência durante a Copa do Mundo de Futebol, a discussão sobre latência tende a ganhar ainda mais relevância. E os dados compartilhados recentemente reforçam um cenário já conhecido pelos profissionais da radiodifusão: quando o objetivo é acompanhar um gol no menor tempo possível após ele acontecer em campo, o rádio continua ocupando posição de destaque entre as plataformas disponíveis ao público.


