




Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2026 @ 06:07
São Paulo - Levantamento do tudoradio.com identifica novas adesões em diferentes regiões do país e mostra a expansão da programação paralela nas transmissões digitais durante o período eleitoral
O número de emissoras brasileiras que mantêm programação diferente no streaming durante a veiculação da propaganda eleitoral obrigatória no dial segue crescendo. Nos últimos dias, o monitoramento realizado pelo tudoradio.com identificou novas adesões em diferentes regiões do país, ampliando um movimento que já vinha sendo observado pelo portal desde o início do período eleitoral. A estratégia permite que parte das rádios preserve sua programação habitual nas plataformas digitais, enquanto cumpre a obrigatoriedade legal de transmissão da propaganda eleitoral nas frequências de FM e AM. Isso dá opções à audiência de rádio, matendo o meio competitivo na concorrência com outras formas de mídias on-line e pode ser usado de estratégia para manutenção da relevância do dial após o período eleitoral, já que os ouvintes puderam seguir engajados com suas emissoras favoritas.
O acompanhamento realizado pelo portal mostra que essa estratégia tem se expandido para além dos principais mercados do país. Novas emissoras passaram a ser identificadas mantendo programação diferente em suas transmissões digitais, ampliando um levantamento que já contemplava operações em diferentes estados brasileiros e reforçando um cenário que tende a ganhar ainda mais relevância ao longo do período eleitoral.
O maior exemplo continua sendo o mercado de São Paulo. Conforme levantamento publicado anteriormente pelo tudoradio.com,, a capital paulista concentra o maior número de emissoras identificadas utilizando essa estratégia. Na sequência aparecem mercados importantes como Rio de Janeiro, onde nove emissoras foram identificadas separando o dial do streaming durante o horário eleitoral, e Belo Horizonte, com pelo menos seis operações adotando a mesma prática. Ao mesmo tempo, o monitoramento realizado pelo portal passou a identificar novos casos em capitais e importantes polos regionais, como Curitiba, Salvador, Recife, Porto Alegre, Goiânia, Campinas, Campo Grande, Florianópolis, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Santos, Londrina, Maringá, Criciúma, Tubarão, Itajaí, entre outros.
Mais do que uma alternativa para o período eleitoral, esse movimento evidencia uma transformação na forma como as emissoras utilizam suas plataformas digitais. Se durante muitos anos o streaming era tratado principalmente como uma reprodução da programação do dial, hoje ele passou a ser utilizado de maneira mais estratégica, explorando características próprias da distribuição digital e oferecendo novas possibilidades de entrega de conteúdo em situações específicas.
Essa evolução também dialoga com uma análise publicada pelo tudoradio.com nesta terça-feira (8), que destaca o fortalecimento do streaming como complemento da operação tradicional das emissoras. O artigo observa que a distribuição digital oferece características próprias e amplia as possibilidades de relacionamento com a audiência, cenário que ganha evidência durante o período eleitoral, quando parte das rádios opta por manter sua programação habitual nas plataformas online enquanto transmite a propaganda eleitoral no dial. E a ampliação desse movimento acompanha ainda um cenário já apontado por estudos do setor, como o Rádio 3.0, desenvolvido pela ABERT, que destaca o crescimento da importância do streaming na composição da audiência das emissoras e reforça seu papel dentro das estratégias de distribuição de conteúdo.
O tudoradio.com seguirá acompanhando esse cenário ao longo do período eleitoral. À medida que novas emissoras forem identificadas adotando essa estratégia, o levantamento continuará sendo atualizado pelo portal, registrando a evolução de uma prática que reforça o papel do streaming como complemento da operação das emissoras e evidencia a crescente independência das plataformas digitais em relação ao dial.
Conforme já destacado pelo portal, a legislação brasileira determina a transmissão do horário eleitoral gratuito apenas nas frequências de FM e AM. O streaming das emissoras, por sua vez, não está sujeito à mesma obrigatoriedade, permitindo que as rádios mantenham programação musical, jornalística ou de entretenimento durante os blocos destinados à propaganda eleitoral. Também é possível ajustar os breaks das emissoras, separando entre dial e streaming nos intervalos, que atualmente contam com as inserções políticas (totalizando 70 minutos diário nessas janelas).
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Ilustração / tudoradio.com


