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Segunda-Feira, 01 de Março de 2010 @

Reflexão: o "ego" que move e atrasa o rádio

Temos profissionais de primeira grandeza que podem contribuir com o crescimento do rádio, mas que estão de certa forma em ?stand by? numa função mais de bastidores nas próprias emissoras.
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Pensei e li sobre tantos temas para debater aqui nessa coluna... Tenho algumas idéias em pauta, mas vou deixá-las para as próximas edições. Hoje eu estou afim de “fofocar”, então, pega um tira gosto ai que o papo vai começar.

Temos um conhecido que é um grande nome do rádio nacional. Passagens sensacionais pelos mercados de capitais da região Sudeste, duas verdadeiras vitrines do rádio brasileiro, não? Um CV de dar gosto e comprovar qualquer capacidade profissional da pessoa. Rádios consagradas que dão aquele peso a bagagem profissional de qualquer um.

Pois bem, esse nosso colega chegou a outro mercado e... Ouviu um não! Até ai tudo bem, ninguém é obrigado a contratar alguém só porque bateu a porta com um belo currículo. Depende muito da necessidade da emissora. Um belo e básico “seu histórico é muito bom, mas nesse exato momento não estamos contratando” já bastaria. Mas que tal ouvir um “hum, só trabalhamos com profissionais daqui”. Ai dói, hein?

Isso é uma síndrome comum no rádio do Brasil. De alguma forma você barra alguém com uma bagagem mais ampla ou que está começando no meio para impedir qualquer lampejo de crescimento, sempre pensando que seu umbigo está na reta. Alguns “profissionais” barram determinados “colegas” com medo de que ele supere algum dia. Não é levado em consideração a troca e crescimento que esse novo membro da casa poderá oferecer à aqueles que já estão por lá. Fora a idéia de que é uma bela soma ao time.

Eu já passei por isso em algumas ocasiões. Humilhar alguém é sempre uma maneira fácil de impedir o crescimento de alguém, pelo menos eram o que pensavam meus colegas de rádio supostamente superiores. Mas a minha historinha não está em questão, acredite. Isso acontece com pessoas qualificadas (ou não) de Curitiba e qualquer outra cidade (capital ou interior). Dá para escrever 10 páginas só de situações chatas.

Resumindo: temos profissionais de primeira grandeza que podem contribuir com o crescimento do rádio, mas que estão de certa forma em “stand by” numa função mais de bastidores nas próprias emissoras. Quantos profissionais de peso e que somariam com as equipes de várias rádios estão nessa mesma situação em vários mercados brasileiros?

Infelizmente boa parte do rádio é movido a “ego”, assim como a mídia em geral. Se fosse pela competência e companheirismo... imagine o barulho que iríamos fazer. Pensem nisso!

Mês que vem eu volto com outros temas interessantes. 
 

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Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com. Com 20 anos no ar, trata-se do maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR. Teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital de rádio, tendo participado de eventos promovidos por associações de referência para o setor, como AESP, ACAERT, AERP e AMIRT. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com ênfase em aplicativos, mídia programática, novos devices, sites e streaming.










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