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Na sua opinião, qual formato de rádio deverá passar por uma maior expansão no número de rádios no mercado brasileiro em 2020?

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Sexta-Feira, 18 de Junho de 2010 @

Resposta a um leitor: as diferenças entre ontem e hoje

O mundo é diferente dos anos 70/80/90 e será cada vez mais. Mudou o jeito de pensar a política, tecnologia, relações, a vida e, claro, o rádio. Mudar nem sempre significa melhorar. Ás vezes a gente muda para pior.

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Prezado Flavio,

Li seu artigo no Tudoradio.com e gostaria, que quando pudesse, você me respondesse a seguinte indagação, diante de uma impressão que tenho:

"Vc não acha que o rádio brasileiro, atualmente, anda muito aquém daquele rádio dos anos 70/80/90; que os segmentos são poucos; que dentro de cada um deles, as rádios não se esforçam muito em possuírem uma identidade, que nos levasse a perceber características próprias de cada uma, embora pudessem pertencer a um mesmo segmento, e que há um número excessivo de rádios religiosas, cujas condutas de suas doutrinas, em casos específicos, são no mínimo, duvidosas?"

Obs.: Por favor, não considere, de minha parte, censura à qualquer manifestação religiosa, pois eu mesmo tenho a minha e respeito as demais.

Obrigado pela atenção, e até outra oportunidade.

Alexandre




Alexandre, obrigado por escrever !

O mundo é diferente dos anos 70/80/90 e será cada vez mais.

Mudou o jeito de pensar a política, tecnologia, relações, a vida e, claro, o rádio. Mudar nem sempre significa melhorar. Ás vezes a gente muda para pior. Aliás, sempre penso isso quando vejo esses tipos esquisitos no trânsito, bufando, cara fechada, xingando Deus e o mundo:"Um dia esse cara foi um bebê que todo mundo chamava de fofinho. Onde foi o ponto de ruptura que o transformou no Sr dono da razão?".

É assim que as coisas funcionam. Um dia somos assim, amanhã assados.

O rádio não é exceção. Talvez hoje não coubesse em nossas mentes aceleradas, nos impulsos conectados com a velocidade da informação, a super exposição de mídias, celulares tocando sem parar, iphones, e itouchs da vida, aquele rádio que crescemos ouvindo e sentimos tanta saudade.

Hoje quase ninguém mais fica tentando imaginar como seria a aparência dos donos das vozes: Tem foto no site, câmera no estúdio e o cara ainda ganha um a mais apresentando algum programa de vendas na TV.

Diminuíram os fãs de música, os críticos, aqueles que iam a uma loja e compravam um sucesso. Restaram os downloads.

Lembra quando a gente achava o máximo uma vinheta da JAM ? Uma voz gringa anunciando "The power station" ou locutor anunciando mais um lançamento exclusivo? Pois é... Em qual prateleira podemos colocar isso atualmente?

As coisas mudaram. Mas quem disse que isso é ruim?

Nenhum de nós continuamos curtindo o Balão Mágico, brincando com o Falcon ou o Comandos em Ação. Lembramos com saudade dos toca fitas retrateis do carro, das camisetas OP ou de quando assistíamos ao Thunder Cat, mas isso passou e não quer dizer que seja ruim. A gente muda.(ainda bem!)

O problema é quando a gente sente que deve mudar, mas não consegue. Insiste em ser o que sempre foi, sem perceber que o grande segredo é simplesmente melhorar a partir do que sempre fomos.

A boa mudança não é aquela que abre mão de tudo e vira outra coisa. Particularmente prefiro aquelas que sobrepõe as experiências e nos permitem subir degraus, um por um, mas sempre partindo do que ficou para trás, do que somos essencialmente.

Acho que essa é a hora do rádio se ligar. Parar de dizer "antes era assim" e esquecer aquela ideia boba de que "tudo ficou no passado".

Seja como ouvintes ou profissionais, somos parte dessa história e, assim como o rádio, não somos os mesmos de décadas passadas.

O que fazer? Não há respostas prontas e muito menos fórmulas infalíveis.

Nós somos a base e toda mudança começa em mim e você. É de nossa percepção que nascem os novos caminhos.

Quanto ao numero excessivo de religiosos, é só reflexo de como estamos. O dia em que a gente (e o rádio) ficar bem, deixaremos de correr atrás deles e, acredite, será muito bom.

Quer que as coisas mudem? Comece em você. O resto é só consequência. E que o tempo nos acompanhe.

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Colunista
Flavio Siqueira

Flavio Siqueira é escritor e radialista. www.flaviosiqueira.com



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