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Terça-Feira, 04 de Novembro de 2014 @

Ouvidoria | O Rádio via-satélite e em canais de TV por assinatura

As primeiras transmissões via-satélite, captação desses sinais e opções de canais por assinatura para quem deseja ter acesso à esses canais de áudio.

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Hoje vamos publicar mais um texto de autoria de nossos visitantes, os famosos "radionautas". Se você tem um material que considere ser importante para compartilhar com outros profissionais e ouvintes, mande para a redação do Tudo Rádio dar uma olhada. Após uma análise (sem prazo definido, obedecendo as prioridades da agenda da redação do Tudo Rádio) o texto poderá aparecer aqui, com os devidos créditos. Não é obrigatória a sua identificação como autor caso prefira. 

Atenção: O Tudo Rádio não se responsabiliza pelos textos publicados nessa área, função remetida ao autor do mesmo. Participe!

Hoje o texto é sobre o rádio via canais de televisão por assinatura, sinal via-satélite e outras dicas. Boa leitura.

Rádio via-satélite e a captação desses sinais em canais por assinatura (ou parabólica)

O rádio via satélite no Brasil chegou tarde em relação aos Estados Unidos, onde a tecnologia já estava presente desde os anos 1970. Mesmo assim, foi e continua sendo um sucesso no sentido de integrar o país em torno de um determinado estilo de programação, seja noticioso ou musical. Tanto uma grande capital como São Paulo quanto uma pequena cidade em qualquer outro estado poderia ouvir a mesma programação, desde que tivesse uma afiliada da emissora principal por lá. Tem sido assim desde o início dos anos 1990, quando Transamérica FM de São Paulo e Cidade FM do Rio de Janeiro iniciaram suas redes, levando para todo o país a mesma programação gerada nesses dois grandes centros. Pela primeira vez era possível saber o que se ouvia, em tempo real, nas duas principais cidades do país.

No caso da Transamérica, houve um tempo em que toda a programação era nacional, com espaço local apenas para anúncios comerciais. A Rádio Cidade tinha um modelo diferente, tendo a maior parte da programação de suas afiliadas com programação local, e apenas em alguns horários havia a conexão com a rede, embora o playlist fosse o mesmo. Por razões que não cabem ser discutidas neste artigo, a Cidade encerrou sua rede via satélite em 1994, ficando suas afiliadas com programação totalmente local e com estilos musicais diferentes. A Transamérica, por sua vez, continua até hoje com sua rede via satélite, mas com muito mais programação local em suas afiliadas do que no início do projeto, além de ter adotado um estilo diferente, baseado não somente em música, mas também em esporte (leia-se futebol).

Ainda no início deste modo de rede, a programação era exatamente a mesma que se veiculava tanto na matriz quanto nas afiliadas, com diferenças apenas nos intervalos comerciais. Pouco tempo depois, foi adotado o modelo de estúdios separados, sendo um somente para a matriz e um segundo para a geração da rede. Este é o modelo da Jovem Pan FM, cuja programação difere no FM 100,9 de São Paulo para o que é ouvido na rede. Apenas em alguns horários a programação da rede se une à programação do estúdio do FM 100,9, como no programa Pânico, as madrugadas, Jornal da Manhã, até às 7h30 para a rede e até 9h30 para São Paulo, além do Morning Show, que começa às 9h30 para São Paulo e às 10h na rede. O modelo de dois estúdios visa uma linguagem mais próximas dos paulistanos por ser uma cidade muito grande, praticamente um país dentro de outro país, que não faria muito sentido para habitantes de uma cidade mais interiorana. A linguagem da rede procura ser mais neutra, sem as gírias características da capital paulista. A rádio Mix de São Paulo também adotou o modelo de dois estúdios, não havendo em momento algum a união da programação de São Paulo com a rede.

Ainda no início dos anos 1990, era possível sintonizar algumas rádios que, no modelo da Transamérica, resolveram criar suas redes via satélite. Naquele tempo o sistema digital ainda engatinhava e a antena parabólica em banda C, aquelas convencionais que vemos por aí, ofereciam as rádios no canal de áudio das emissoras de TV que estavam na mesma frequência, bastando ajustar um pouquinho o áudio do receptor. Era coisa de aficionado. Em seguida, com o avanço da tecnologia e a consolidação do sistema digital, as rádios migraram para o novo sistema, de modo que não era mais possível sintonizar com uma parabólica comum. O sinal, além de digital, era, e é, criptografado, de modo que somente a emissora com o equipamento adequado é que pode receber o sinal. Isso foi feito para assegurar que não haveria pirataria de sinal das emissoras comerciais por parte das emissoras ilegais.

A internet ainda não era como hoje e as rádios demoraram a colocar sua programação na web. Só se tinha acesso à programação de grandes redes pela afiliada local mesmo. Com a chegada das rádios à internet, ficou bem mais fácil acompanhar as emissoras de qualquer cidade do país e até do mundo, desde que elas disponibilizem sua programação na rede mundial de computadores.

As operadoras de TV por assinatura que percebem o valor do rádio também passaram a oferecer rádios em suas grades, tendo como pioneira a extinta Tecsat, que tinha mais de trinta rádios em sua lista. Depois veio a Sky, que oferece apenas onze, a Claro TV, com dezoito, e, atualmente, a Oi TV, com trinta e cinco emissoras. São oferecidas rádios com programação totalmente local que os ouvintes de qualquer lugar do país podem ouvir pela operadora, até o sinal nacional de grandes emissoras, tais como Transamérica e Jovem Pan. Muitos assinantes não estão atentos ao fato de haver rádios em suas operadoras e a culpa é um por causa das próprias emissoras que não divulgam que estão nas TVs por assinatura em suas programações. Poucas o fazem. O importante é que o rádio resiste em várias plataformas, seja desde o aparelho de rádio comum até celular, passando por internet e operadoras de TV por assinatura. Seja qual for a plataforma, das que existem e das que poderão vir a existir, o importante é preservar o meio e divulga-lo sempre como meio de informação, entretenimento e integração social.

O autor

"Olá. O meu nome é Emerson Ramos. Cursei Letras pela Faculdade Santa Cruz em Curitiba. Atualmente moro em Colombo, PR e leciono em escolas desta cidade. Sou entusiasta de rádio e tenho como hobby principal a escuta de rádios distantes, seja pelo próprio rádio, internet ou satélite". Contato com Emerson: [email protected]
 

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