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Segunda-Feira, 14 de Dezembro de 2015 @

Meio rádio tem grande expectativa para 2016

Fatores importantes podem ajudar o meio rádio ao longo de 2016, ano que tende a ser difícil para a economia brasileira

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Quando você liga o rádio ou acessa alguma notícia na internet que tenha o Brasil como tema a pauta geralmente é negativa. Não que os meios de comunicação estejam pessimistas, mas o momento político no Brasil é delicado. E muitos já esperam que 2016 seja mais um ano perdido para a maioria dos setores da economia, sem enxergar um fim para toda essa história. Ok, então qual o motivo do título desta coluna afirmar que o “meio rádio tem grande expectativa para 2016”? Expectativa de ir para o buraco? A primeira impressão é essa aí, mas podemos também nos direcionar a alguns dados e movimentações que mostram uma boa possibilidade do rádio ser uma “ilha” no próximo ano. Vamos prosperar?

Ao longo do ano nós vimos alguns dados interessantes para o rádio, principalmente na audiência. Pesquisas do Ibope Media mostraram que o meio continua com grande penetração de ouvintes e várias palestras realizadas ao longo de 2015 para o setor apontaram um cenário muito positivo lá fora, com a internet ampliando o universo de ouvintes e sem roubar a audiência do “offline” (a situação do rádio norte-americano prova esse cenário). A movimentação no Brasil é parecida e o rádio continua forte no que é o principal para o meio: audiência. Sem um universo crescente fica difícil faturar para evoluir ou se manter. A crise está ai, afeta o custo do rádio, atrapalha na comercialização, mas o meio tem e terá o seu público-alvo sempre junto.

A pior crise é a falta de audiência. Tendo audiência (seja numerosa ou eficiente perante um público-alvo) é possível traçar metas e estratégias rumo a dias melhores. Buscar projetos especiais e incrementos nas atividades das emissoras são teclas bem batidas aqui no Tudo Rádio, com resultados práticos de diferentes rádios que não nos deixam mentir. E uma expectativa de aprimoramento na forma de se medir o universo de ouvintes a partir de 2016 podem dar um novo fôlego ao querido rádio. Só com isso, o meio rádio já pode ter uma expectativa positiva para o ano novo, principalmente para o segundo semestre de 2016.

E tem um novo “jogador” em campo. A migração. Apesar de alguns profissionais imaginarem que as primeiras migrantes das AMs aparecerão apenas em 2017, o ano de 2016 já será de grande movimentação para o setor. O cronograma já está definido: 25 de fevereiro será a data de emissão dos boletos de pagamentos das migrantes, cujo preço é considerável acessível e razoável pelo setor (saiba mais). Após um prazo de 90 dias o processo de pagamento será finalizado, possibilitando o surgimento das primeiras migrantes no espectro FM convencional (que será a maioria). Isso vai movimentar outros setores do meio rádio, como empresas que proveem equipamentos para as novas estações em FM (transmissores, processadores de áudio, antenas, etc), produtoras (a tendência é de que novas programações surjam após a migração, ou pelo menos o aprimoramento do que já está no ar), além de novas possibilidades de negócios. A expectativa é de valorização do meio e até, quem sabe, ampliação do universo de ouvintes.

Claro que é possível acreditar que nada de positivo aconteça, afinal o país está tão louco que não seria surpresa um cenário negativo. Mas temos informações e fatos suficientes que sugerem um 2016 mais positivo para o rádio e para os seus ouvintes. Prefiro a segunda opção (o lado positivo). Mas não podemos apenas esperar que algo “legal” caia nos nossos colos. Vamos trabalhar para isso. Topa?

Tem uma crítica? Sugestão? Quer participar de alguma forma? Fique a vontade. Mande um e-mail para [email protected] ou entre em contato comigo pelas redes sociais. Me procura lá! Abraços.

Tags: Rádio, expectativas, 2016, audiência, crise, migração

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Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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