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Quinta-Feira, 12 de Maio de 2016 @

A crise e o rádio

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A partir de agora terei este espaço aqui no Tudo Rádio falando sobre muitos assuntos para quem vive intensamente o meio de comunicação mais adorado, polêmico, cultuado, didático e criativo do mundo. E conto com a ajuda dos colegas e ouvintes, dando palpites, comentando, sugerindo e interagindo.

Vamos começar sobre o retrato atual de muitas, se não a maioria, das rádios que vivem e são afetadas vigorosamente pela crise em nosso país. E normalmente quando um período difícil "bate à porta", seja de uma família ou uma empresa, a primeira medida é cortar gastos e parar de investir. Muita gente sendo demitida, projetos deixados de lado, investimentos são cortados e o resultado é um empobrecimento das rádios.
 
A crise no nosso meio (e no mundo em geral) não vem de "ontem". A ameaça vem se mostrando concreta e real há alguns anos, mas neste segundo semestre de 2015 e início de 2016 realmente chegou com toda força. Nem vamos achar culpados, pois a mídia se encarrega de nos mostrar diariamente. Mas num momento importante, às vésperas das Olimpíadas aqui e da migração das AMs, sentimos o golpe.
 
O que se vê são desde grandes grupos até emissoras modestas se apequenando, ao invés de crescer. Subtraindo ao invés de somar. A automação ajudou esse processo? Talvez, facilitou e fez muitos economizarem, mas a qual custo?
 
Hoje o preço a ser pago é da aplicação da política do barato que funciona (essa é muito antiga), mas não é interessante. A de que podemos fazer muita coisa "mais ou menos" e mesmo assim manter o fluxo do caixa. 
 
Nem os ouvintes, muito menos os clientes são enganados e ambos sentiram que o rádio está cada vez mais brincando com o imaginário, algo que sempre fez soberbamente, mas agora o faz para ludibriar e visar a política do barato ou do " de graça que funciona".
 
Não dá para enganar ninguém, e justamente na crise é a hora das rádios manterem e investirem sim! Mas os clientes não vem... as agências estão com pouca verba, etc. Então é hora de mostrar a força, de mostrar o que o rádio pode fazer.
 
Aproveitando mais e mais as maravilhas da conectividade e interatividade e usando-as ao favor das programações de rádio. Criando e desenvolvendo conteúdos e ideias diferenciadas, cada vez mais "ao vivo", comunicando com inteligência, com profissionais capacitados. O rádio há algum tempo parou de criar comunicadores que se destaquem como muitos que são de outras gerações. Isso porque os padrões mudaram, mas essa discussão é para outra vez.
 
Por todas as rádios que passei, coordenando, gerenciando ou dirigindo, sempre lutei para ter mais profissionais, mais investimentos em produção, promoção, marketing, equipamentos. Tudo para sempre levar o melhor produto final ao ar.
 
Mas a esta altura você pode estar se perguntando: Se a grana está ruim pra todo mundo, empresas encolhendo, fechando, diminuindo investimentos, como você quer que as rádios tenham grana para isso? Simples: girando a roda. Ajudando a mais gente ficar no mercado, empresas permanecerem abertas, auxiliando com campanhas e produtos que deem destaque aos clientes, não importa o seu tamanho.
 
A aura de desânimo paira sobre todos e prejudica as relações. Sejam elas quais forem. As equipes precisam se reunir, buscar saídas, conversar mais, debater, achar saídas juntas. Juntas mesmo!
 
Os empresários, donos, diretores precisam ver que o produto final precisa ser muito bom, sempre, cada vez melhor para atrair o seu ouvinte. 
 
O rádio precisa despertar nesse momento complicado e das cinzas mostrar que pode sim fazer a diferença, mesmo num mundo tão plugado e moderno. Isso, moderno, modernizar, ousar, inovar.
 
Nas rádios que dirigi, minha relação com o departamento comercial sempre foi extremamente próximo, assim como em outros departamentos, mas onde se busca os recursos, é preciso um trabalho muito mais enfático e direto.
 
Eu acredito que o rádio pode sair dessa crise fortalecido, mas a mentalidade precisa mudar já. Novas atitudes, direcionamentos, ideologias. Tudo para mais uma vez fazer com que nosso meio se reencontre, se fortaleça e acima de tudo se renove.
 
Para quem quiser mais sobre esse trabalho de inovação nas rádios, como achar saídas nessa crise, desenvolvimento de um trabalho diferenciado, me consultem na página da RBC Consultoria de rádio no Facebook, ou pelo e-mail [email protected]
 
Teremos sempre uma solução para sua emissora, suas equipes, seu negócio.
 
Na próxima irei falar sobre padronização de locução, de equipes, de formatos, como isso pode e deve ser feito no rádio atualmente.
 
Um abração e até lá!
Tags: curiosidade, influência, música, poker, rádios

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Colunista
Ruy Balla

Ruy foi Diretor Artístico da Rede Transamérica por 10 anos, além de gerenciar rádios de Ribeirão Preto como a Difusora e Clube FM, além da Clip FM de Campinas. Também foi locutor da Jovem Pan de São Paulo, da Transamérica de São Paulo, Difusora FM de Ribeirão Preto, Clube FM de Ribeirão Preto, Rádio Cidade de Portugal, sempre apresentando programas de grande destaque



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