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Quarta-Feira, 08 de Junho de 2016 @

Armadilhas

É preciso ponderar e traduzir os sinais dados pelo meio rádio, principalmente nos temas que viram "verdades absolutas" entre os radiodifusores, evitando possíveis "armadilhas"

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A minha coluna do mês de junho no Tudo Rádio visa chamar a atenção dos radiodifusores e coordenadores artísticos para algumas “armadilhas” que estão espalhadas pelo meio rádio. São várias, de diferentes tipos e em diferentes situações. Mas o meu foco aqui é falar das “armadilhas indiretas”, ou seja, ações que ocorrem em determinadas rádios e mercados que viram “verdades absolutas”. E um dos perigos está no conteúdo das emissoras. Mas eu vou tentar explicar melhor…

Desde sempre é possível cair em armadilhas originadas nas “verdades absolutas”, do que “é o certo”. Um exemplo: “o rádio precisa ser falado e tocar menos música”. Mas antes, vai um aviso: não estou criticando projetos que tomaram esse rumo, mas sim ponderando situações. É o que deve ser feito. Afinal, é muito improvável que uma rádio replique o resultado de outra com base em uma afirmação. Para seguir com um projeto “falando” ou “talk”, você precisa de uma boa equipe, esta que vai gerar um conteúdo que seja uma demanda de seu público-alvo e região. Não dá simplesmente “abrir o microfone e falar qualquer coisa”. Para abrir mão da música, você precisa de um conteúdo falado forte, que crie uma rotina de consumo por parte de seu público e que o anunciante tenha o desejo de ligar a sua marca ao que está sendo apresentado na emissora.

O mesmo vale para as armadilhas na área musical. Quando um ritmo está muito forte na preferência geral da população, ele vira “verdade absoluta” nas emissoras. Mas o seu público-alvo realmente deseja o tal gênero? Se sim, ele deseja esse gênero na sua rádio ou o projeto poderia ter alguma rejeição daqueles que você já conquistou? Outra: qual é o número de emissoras que já estão dividindo a fatia da audiência que disse “sim” ao tal gênero? Vale a pena dividir ainda mais esse bolo ou partir para outro? Tudo isso é respondido com pesquisa, seja através de um instituto ou algo produzido pelo marketing da emissora em questão. E tem que ser de alcance amplo, sem ouvir apenas o “núcleo próximo” (alguns amigos, familiares e integrantes da rádio).

Com a aproximação da migração AM-FM, vai ser cada vez mais importante que os radiodifusores entendam o que estão fazendo e para onde querem ir. A tendência é de uma maior pluralidade de conteúdo radiofônico e, independente do número de FMs numa determinada região, vai sobressair a rádio que trabalha melhor o seu conteúdo falado ou a sua grade musical. Afinal, assim como não dá para “apenas abrir o microfone e falar”, também não dá para “tocar qualquer grade de músicas”, sem alguma pesquisa ou lógica na sequência executada. Se for pra ser “aleatório”, o Spotify já faz isso pelo seu público.

Ficou alguma dúvida? Crítica? Sugestão? Será um prazer trocar uma ideia com você. Entre em contato comigo via [email protected]. Até a próxima!

Tags: Projetos, ponderações, conteúdo, rádios, pesquisas, música, talk

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Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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