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Sexta-Feira, 21 de Outubro de 2016 @

REEL MIX 2016: o que rolou?

Gleyson Lage conta detalhes dos bastidores da REEL MIX 2016, um dos principais eventos de produção de rádio no planeta

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Nos dias 28 e 29 de Setembro rolou em Miami o ReelMix 2016. O evento foi promovido pela Reel Mix e pelo The Mix Group. Se existem várias conferências pelo mundo como a NAB radio show e a Radio Days que são voltadas pro rádio e para detalhes que possam cruzar o assunto radiodifusão, a ReelMix pode ser considerada para um nicho do veículo: os imagers!

No Brasil não costumamos usar o termo imaging, então, pra ficar claro, essa conferência abrangeu todo o universo de um produtor de rádio. A Galla Produções foi a única produtora brasileira presente e os detalhes você confere abaixo.
 
Acompanhe!
 
Clique na imagem acima pra ver o vídeo ou no link a seguir:
 
Para começar, vamos falar das empresas que produziram esse evento:
 
A Mix Group tem como fundador Jason Garte que está no rádio há muito tempo, lançou o Mix Group em 2003 produzindo para a KZFM e recentemente chegou ao expressivo numero de 1000 rádios pelo mundo. A produtora não faz jingles e sim fornece elementos nos mais variados formatos pras rádios afiliadas.
 
Sobre a ReelWorld (preciso mesmo explicar?):
 
A ReelWorld é, com certeza, a maior produtora de jingles do planeta. Os caras começaram em 1994, roubaram a cena da JAM de Dallas e se consolidou como uma produtora que faz jingles com temas e sonoridade muito próxima das músicas que a rádio toca. Pelo mundo temos várias produtoras de jingles com qualidade excelente mas pouquíssimas tem ou já tiveram a entrada que a RW tem no Brasil. 
 
Depois de um tempo de jornada eles ainda lançaram o Production Vault, uma bibliotca de elementos com uma variedade enorme de efeitos, trilhas, ID’s, camas e por aí vai. Pra fazer todo esse trabalho, a ReelWorld contratou à dedo pessoas muito qualificadas de rádios e até de outras produtoras, o que pode explicar o rápido crescimento da marca no meio rádio.
 
Essas duas produtoras se uniram pra fazer o ReelMix e falar exclusivamente de produção levando ao pé da letra a hashtag #MakeGreatRadio .
 
Vários assuntos foram abordados lá, todos sempre voltados para o dia a dia de quem escreve e produz uma ou mais rádios.
 
Nos dois dias as sessões começaram com "Imaging master classes" apresentados por Andy Jackson (Produtor do Prodution Vault CHR), Dom Nero (Hot 97/Produtor Production Vault Urban), David Konsky (2day FM), Neal Martin (Production Vault classic Hits) e Ben Mark (Production Vault Hot AC).
 
Nessas Imaging Classes foram mostradas sessions de trabalho pra beatmixes e até pra um remix, como foi o caso do Dom Nero, que fez uma nova versão para ‘Don´t let me down’, do Chainsmokers. Em todos os casos, o programa utilizado foi o Pro Tools. Na verdade, durante toda a conferência, o Pro Tools foi o programa escolhido, com exceção do Mark Huber, crânio da ReelWorld, que utiliza o Logic. Eu particularmente acho o Pro Tools um programa fora da realidade do rádio Brasileiro e não é por isso que nossas produções vão ser menos legais que as de quem usa. A cada dia sou mais convicto que o que importa mesmo é a percepção do ser vivo em frente à tela do computador. O programa é só um meio de executar o que nós pensamos.
 
Ainda na Imaging Master Class notei que muitos produtores usam coisas somadas na voz. Exemplo: Um canal com um flange, um outro com uma distorção e a voz limpa em um terceiro. Se ouvirmos as tracks isoladas fica estranho mas quando são somadas no volume e compressões corretas temos aquele "punch" legal nos vocais. Eu utilizo muito isso aqui na Galla e acho válido vocês experimentarem também. 
 
 
Tive a honra de ver o Dave Foxx (a eterna voz da Z100) falar sobre o que compõe a identidade de uma rádio. Na verdade, Dave Foxx conduziu Ron Tarrant, Steve Dubbz (iHeartMedia) e John Frost a falarem desse tema.
 
Sou muito fã do John Frost, ele já foi produtor da KROQ e tem uma biblioteca vasta de efeitos, geralmente voltado pra produções rápidas e com uma pegada mais irreverente. Visite http://frostbytes.sourceaudio.com/ e ouça. 
 
Ele, inclusive, falou algo muito interessante: "o principal para mim, é quando um ouvinte pode dizer qual estação é, sem sequer olhar para baixo, para o rádio. Apenas pelo som. Apenas pela sensibilidade. Apenas pelo modo como você fala com eles."
 
Esse é um grande desafio e nós aqui na Galla o encaramos com muita seriedade. Quando falamos de voz padrão, por exemplo, é exatamente pra rádio não parecer uma colagem de várias coisas e sim ter uma forma clara de se posicionar para a audiência, seja ela segmentada ou não.
 
Não há vergonha também em conversar com alguém que seja seu público alvo antes de escrever os textos ou de produzir, essa pessoa pode, em uma simples conversa, usar palavras e maneiras de se comunicar que vão deixar seu trabalho mais rico, não ignore isso.
 
Tivemos outras sessões, como o ponto de vista do locutor pra quem escreve o texto e maneiras que você pode facilitar a vida dele. Ou você vai me dizer que o seu locutor fica feliz toda vez que passa os olhos em um texto que você escreveu?! Não, isso não é uma realidade. rs
 
 Programar atualizações no próprio texto e mandar o texto já adequado ao tempo pode deixar o seu locutor mais feliz na hora de gravar. Faça o teste.
Victor Lisle é um cara que tem o amor pelo rádio nos olhos, falou disso e arrancou boas risadas dos espectadores.
 
 
Um dos momentos mais esperados desse Reelmix foi o coquetel... oops, a apresentação de Eric Huber. Esse cara é simplesmente o gênio da ReelWorld. Ele é o responsável por criar todos os temas da RW e mostrou algumas de suas criações desde o inicio até a final mix. Pediu pelo amor de Deus para que os produtores pesquisem em qual nota estão as músicas do Playlist e separar as vinhetas produzidas por ele pra que fique tudo na mesma nota. É o tipo de coisa que você pode pensar "que bobagem, ouvinte não sabe o que é isso!" mas isso vai além de saber o que é, o problema é justamente esse: o ouvinte não sabe o que é mas, de alguma forma, sente um certo "desconforto auditivo". Ou seja, pra se fazer uma boa transição entre música > vinheta > música temos que pensar além do "tipo" e partir também pro "nota". É isso aí pessoal, acertar dá trabalho, não é?!
 
Se quiserem uma dica pra começar a monitorar as notas das músicas que você toca na rádio dá uma olhada no programa ‘Mixed in Key’, que você pode conhecer aqui: http://www.mixedinkey.com/
 
Bom, é isso pessoal, acredito que essas discussões são sempre muito positivas pra que de fato nós possamos fazer um rádio melhor, mais bem produzido, mais bem escrito e que faça mais sentido pra nós e pra nossa audiência. 
 
Ficaremos felizes em falar sobre essas e outras coisas por aqui, no www.gallaproducoes.com.br ou no email [email protected] 
 
Conte conosco!
 
Um abraço!
 
Gleyson Lage
Galla Produções
Tags: produções, áudio, texto, criatividade

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Colunista
Gleyson Lage Gleyson Lage começou a carreira no rádio aos doze anos. De 1998 pra cá passou por várias emissoras, fazendo locução ou produzindo. Já desenvolveu peças para várias emissoras e obteve resultados expressivos com seu trabalho à frente da Galla produções. Hoje, além de desenvolver rádio imaging para as principais emissoras do país, o profissional se dedica a ajudar outros profissionais do ramo e a fazer com que novos produtores possam criar e produzir para rádios ou produtoras.










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