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Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017 @

Menos é mais

Impressões do rádio lá fora e como ele pode ser comparado com a nossa realidade brasileira

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Alô você que está sempre ligado aqui no tudoradio.com, mais uma vez estamos juntos. E aproveito uma viagem que fiz mês passado aos Estados Unidos, para falar sobre  como estão as rádios por lá, mais especificamente na Flórida, estado em que fiquei nesta passagem onde tive a oportunidade de conhecer algumas cidades que não conhecia. Obviamente, como todo apaixonado por rádio, ouvi muito, de todos os estilos e o título dessa matéria resume bem o que os gringos tem feito.

A plástica continua impecável como sempre, os criadores, músicos, DJs, produtores, sonoplastas sempre se superam em termos gerais e tudo na medida certa. Seja nas vinhetas, ou chamadas, nas trilhas ou efeitos, enfim, tudo sem exageros, sem firulas, deixando a programação com ritmo, personalidade e soando muito bem aos ouvidos.

 

Nunca fui muito "fã" dos Spots comerciais das rádios americanas, mas confesso que senti desta vez uma certa evolução. Comerciais sem tentar imitar as produções da TV (com cara de produção de filme de Hollywood). Usando os profissionais com testemunhais gravados como se fossem ao vivo. Algo que há anos eles tem feito e tem surtido efeito. Ainda mais em se falando dos Estados Unidos, um país onde o consumismo impera, eles conseguiram chegar num ponto onde oferecer produtos variados, deve ser feito com consciência do que é preciso consumir, sem ultrapassar o limite da normalidade. Até porque eles lá vivem um momento de compreensão sobre os problemas do mundo, do meio ambiente e tudo que pode acarretar negativamente para o futuro do país deles.

 

Mas voltando ao rádio, 95% das emissoras estão com programações com mais fluência, que seguem o estilo proposto, mas que fazem muitas vezes o ouvinte se sentir ouvindo sua sequência de músicas no celular, ipod, ou no streaming, Spotify, Apple Music. Os programadores nitidamente estão preparando os blocos com muito mais "feeling" e colocando a emoção para atuar e pegar o ouvinte cada vez mais. Claro que a concorrência dos serviços de streaming, da internet, You Tube entre outros que podem roubar preciosos ouvintes é evidente  e por isso os caras se mexeram. As pesquisas apontam os caminhos e como eles as fazem com perfeição, acabam tendo um (ou mais) rumo para seguir. E para ajudar essa "fluência" que citei acima, hoje todas as rádios utilizam muito menos vinhetas, trilhas e efeitos do que usavam no passado. Em várias seuqências você pode passar 2, 3 e até 4 músicas sem ouvir uma vinheta sequer. No máximo uma entrada do locutor, com ou sem ouvinte, mas sempre falando sem exageros, sem redundância, objetivamente. Menos é mais, concorda?

 

Os locutores continuam uma história à parte. Chamados de "Air Personalities", todos tem cada vez mais bom senso, sabem "brincar' e interagir com os ouvintes. Utilizam de recursos perfeitos para sua voz, adequados aos padrões da emissora, do horário, do estilo musical. Não é brincadeira o que os caras, geração, após geração sabem comunicar. Sem papo furado, sem encher a linguiça, sem enrolar, dando o recado e ponto. A escola de locutores gringos é algo a ser estudado, pois mesmo o mais básico dos caras consegue ser muito acima da média. Sem citar os fora de série, que ainda estão no ar. A importância que o DJ e o Loutor tem numa emissora é algo que estamos muito distantes ainda no Brasil. Vi pelo menos 8 ou 9 outdoors gigantes dando destaque para os principais nomes das emissoras. E ouvi quase todos, resultado? Fiquei embasbacado com a categoria de caras que eu não conhecia. Vendem os profissionais acima da média como grandes estrelas, chamarizes para as programações desde as emissoras Top 40 até as Country.

 

A repetição musical ainda acontece, mas senti uma diminuição nas execuções das músicas em destaque. Não há mais aquele descontrole de tocar repetidamente os sucessos a cada hora ou hora e meia. Mesmo nas rádios Top 40, que tocam sons mais atuais e novidades, senti muito a presença dos Mid Backs, os sons mais antigos, muitos até bem mais velhos do que já se tocou numa rádio Top 40. E as rádios adultas vem se especializando, se reinventando, se adaptando. Em cidades grandes como Miami, no dial existe a concorrência, mas nitidamente cada qual segue uma linha, ou mais lenta, ou mais acelerada, ou não tão velha. E as rádios Rock também se reinventaram. Antigamente eram muito pesadas em todos os sentidos: plástica, locução, sons. A pesquisa funcionou mais uma vez e os caras diminuiram os excessos para deixar suas rádios mais atraentes, mas sem esquecer das origens musicais, seja Classic, New Rock, Metal, Soft e por ai vai. De novo, menos é mais!

 

E as rádios Country também se modernizaram, assim como os produtores e artistas do gênero. A raiz da música super popular da América sempre estará presente, mas a modernidade das produções ajudou as rádios a partirem para formatos bem mais interessantes, alegres e chamativos. São rádios country, mas com cara de adultas, pegada de rádio jovem numa grade que consegue agradar até quem não é fã do estilo musical dos cowboys.

 

Num momento em que o rádio tem cada vez mais concorrentes em vários tipos de mídias, os gringos vem mostrando que tem jogo de cintura e sabem se reinventar, com seriedade, trabalhos profundos de pesquisas e prè produção e principalmente apostando cada vez mais no material humano. Desenvolvendo profissionais com habilidade, para que sejam alicerces na programação das emissoras. Valorizando toda a equipe e os recompensando por isso. Em todas as áreas da emissora. E os profissionais sabem de sua responsabilidade e não param de estudar, de se preparar e se reciclar, através de cursos, intercâmbios, participando de palestras e workshops.

 

Em todas as emissoras que coordenei, gerenciei e dirigi, procurei utilizar vários conceitos importantes que aprendi lá fora e em todas as vezes tive muito êxito. Até um estilo de programação que desenvolvi há 10 anos na minha passagem como Diretor Artístico da Rede Transamérica, hoje é extremamente utilizado por várias outras rádios aqui. Vejo que estava certo naquele momento...

 

Desculpem os aficcionados por histórias de rádios gringas, não citei nomes, emissoras nem nada, isso para que continuemos essa conversa nas redes sociais, seja por mensagens, ou nas Lives que sempre faço. Quando quiser, estou sempre disposto a conversar mais. Mais uma vez, menos é mais...mas esse papo vai continuar, estou à sua disposição.

 

Aliás continuo com meus Cursos online para locutores profissionais e iniciantes e neles sempre coloco muito dessas experiências e dicas como os grandes profissionais trabalham. Se quiser conversar mais ou saber detalhes sobre as rádios graingas e meus cursos, me procurem no Facebook, Instagram ou pelo Whatsapp (11) 99685-6386

 

Um abraço grande e até a próxima!

 

Tags: EUA, projetos, rádios, simplicidade, tendências

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Ruy Balla

Ruy foi Diretor Artístico da Rede Transamérica por 10 anos, além de gerenciar rádios de Ribeirão Preto como a Difusora e Clube FM, além da Clip FM de Campinas. Também foi locutor da Jovem Pan de São Paulo, da Transamérica de São Paulo, Difusora FM de Ribeirão Preto, Clube FM de Ribeirão Preto, Rádio Cidade de Portugal, sempre apresentando programas de grande destaque










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