Rádios online / Emissoras ao vivo

Dials / Guia de Rádios

Procurar notícias de rádio

Canais.

Canais.

Canais.

Enquete

Você tem o hábito de ouvir podcasts?

Enquete

Sexta-Feira, 13 de Julho de 2018 @

Quando o Spotify se transforma em um concorrente direto do Rádio

Executar uma programação musical qualquer no rádio pode transformar os serviços de streaming de música em concorrentes diretos do meio

Publicidade

Se tem algo que tudoradio.com tem batido forte através de artigos é que o “Spotify não é um concorrente direto para o rádio”. Ele e qualquer outro serviço de música via streaming. E a afirmação é baseada numa série de pesquisas que mostram como se consome música hoje em dia, com o público transitando pelos mais diversos formatos de mídia. Mas se você ouviu em algum lugar alguém falando que “deixou de ouvir rádio e passou a usar só o Spotify”, talvez haja uma explicação simples e direta para esse caso. E o culpado disso pode ser o próprio meio rádio. 

Pesquisas feitas no Brasil e lá fora (principalmente nos Estados Unidos) mostram a grande relevância da música para o rádio e também para a audiência. E mais: muitos descobrem novas músicas e artistas pelo rádio, que passa a ter um papel de curador desse conteúdo artístico, ou seja, uma fonte de confiança do que “é bom”, para a partir daí o ouvinte consumir essa música em outras plataformas de mídia, como o Spotify, YouTube, etc. Ou seja, são ferramentas que “conversam entre si”.

Mas o Rádio pode quebrar essa relação, efeito esse que pode ser bem negativo para o meio. Como? Tocando música por tocar, sem cuidado ou critério algum com sua programação. Sem dar nome aos bois (ou para a rádio analisada), ouvi recentemente uma emissora virando “Believe” do Imagine Dragons (Pop/Rock - Alternativo) com uma dupla sertaneja que eu não consegui identificar (música desconhecida, ou seja, não era um hit atual de sucesso). Essa “quebra” de sequência e ritmos é algo proibido nos dias de hoje, já que a sequência da emissora está pior do que uma playlist elaborada por um “robô” dos serviços de streaming ou do famigerado “random” do seu MP3 Player.

Note. Até é possível você juntar esses dois estilos do exemplo acima na composição de uma grade musical (pop/alternativo e sertanejo), mas para isso a rádio precisa ter uma sequência que permita essa alteração, ou seja, vai precisar de mais músicas entre essas duas canções, até que seja possível essa mudança no ritmo. É necessário pensar em como conduzir o ouvinte durante o playlist, sem choques. No susto, ele sai da rádio/estação ou pior (deixa de ouvir rádio). E para recuperar esse ouvinte que se assustou é difícil, pois a sequência e a rádio fica taxada de forma negativa na lembrança dessa audiência.

A música é um elemento forte na programação de rádio, sendo uma boa estratégia para conquistar ouvintes e ampliar o tempo de audição de uma emissora. Mas organizar essa grade é difícil, sendo imprescindível a presença de um bom programador musical (alguém que conheça de música, de ritmo e do público-alvo da emissora). Formatos ecléticos de rádios são ainda mais complicados para a composição de uma grade musical, ou seja, necessita de um bom profissional que consiga conduzir um “playlist” mais aberto.

O meio rádio brasileiro está mais em alerta sobre essa questão, tanto que alguns dos congressos mais recentes abordaram em palestras os “cuidados necessários para compor uma programação”. O rádio bate de forma correta na tecla que o conteúdo é rei para o veículo, mas é preciso lembrar que “música também é conteúdo de rádio”. 

Se a audiência de uma rádio afirmar que “as músicas da rádio X são escolhidas a dedo”, pode ter certeza que a emissora em questão está acertando (e muito) em seu conteúdo musical. E essa afirmação entre aspas é algo que eu escutei recentemente de um ouvinte de rádio em São Paulo, em um papo que era sobre música e não sobre rádio, streaming, MP3, etc.

Tags: música, rádio, streaming, programação, gêneros, formatos, cuidados, grade

Compartilhe!

Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



Mais tudoradio.com

tudoradio.com © 2001 - 2019 | Todos os direitos reservados
Empresas parceiras do tudoradio.com:
tudoradio.com - O site de rádios do Brasil
Tel. Comercial: (41) 4062.0035 | (11) 4062.0058 / (09h às 12h e das 14h às 17h - seg. a sexta)
Entre em contato com o portal clicando aqui.