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Terça-Feira, 27 de Novembro de 2018 @

Programação linear e não linear são complementares, não excludentes

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Parte expressiva do consumo de conteúdo audiovisual segue sendo feito de forma linear, ou seja, através das grades de programação oferecidas pelas emissoras de rádio e TV. Tal comportamento coexiste com o não linear, no qual o público escolhe aquilo que quer ouvir e ver a qualquer hora do dia ou da noite, conforme ocorre em plataformas como RadioCut e Netflix.

Ao contrário do que alguns podem pensar, tais modelos são complementares e não excludentes. Prova disso é que, a despeito das muitas mudanças sofridas pelo mercado de mídia, o rádio e a TV aberta permanecem relevantes ao investirem na ampliação do tempo que dedicam para programas e eventos ao vivo. Por exemplo: em 13 de agosto de 2018, a grade exibida de segunda a sexta pela Globo passou a ser totalmente em direto das 4h às 15h. A última vez que a emissora teve uma faixa tão longa de conteúdos ao vivo foi no início dos anos 1970, quando Silvio Santos e Chacrinha atuavam por lá.

O público é contagiado pelas emoções que somente uma atração transmitida em tempo real, com todas as suas surpresas, pode proporcionar. Nesse contexto, programas que estimulam a interação com a audiência e abrem espaço para notícias de última hora ganham ainda mais força e promovem uma experiência que vai além daquela oferecida pelos serviços sob demanda, todos eles baseados em conteúdos gravados, justamente os únicos que podem ser exibidos a qualquer momento.

Apesar de tudo isso, alguém pode lançar a seguinte provocação: nenhuma grade de programação resistirá ao dia em que a conexão à Internet for de qualidade e garantida para todos. Será mesmo? Há tempos que este dia já chegou para alguns países. Trata-se do caso da Finlândia. Lá, desde 1 de julho de 2010 — quando 96% dos finlandeses já tinham acesso à web —, todo cidadão tem o direito, assegurado por lei, de se conectar a uma velocidade mínima de um megabit por segundo. Além disso, o governo garantiu velocidade de 100 megabits por segundo até 2015 para toda a população. Apesar de tudo isso, segundo dados do Finnpanel: 94% dos finlandeses ouve rádio linear toda semana, sendo que 75% ouve diariamente, com uma média de 3 horas e 1 minuto de escuta por dia; e a televisão alcança semanalmente 91% da população, sendo o tempo médio de consumo de 2 horas e 52 minutos por dia.

Tudo isso leva a uma conclusão: existe mais parceria do que concorrência entre os modelos linear e não linear. Não importa se é uma emissora, uma rede social ou uma fabricante de equipamentos eletrônicos: quando entram em algum novo mercado, todos querem somar novos consumidores sem perder aqueles que já conquistaram. Em uma economia capitalista, progresso é sinônimo de acumulo, não de substituição ou redução. Vivemos o tempo do "e", não do "ou".

Tags: programação, grade, rádio, TV, plataformas

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Colunista
Fernando Morgado Fernando Morgado é professor, consultor, palestrante e escritor nas áreas de marketing, inteligência de mercado e comunicação. Possui nove livros no currículo, incluindo o best-seller "Silvio Santos: a trajetória do mito" (Matrix, 2017). Coordenador-adjunto do Núcleo de Estudos de Rádio da UFRGS. Membro da Academy of Television Arts & Sciences, entidade realizadora do Emmy, maior premiação da TV mundial.



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