



Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2026 @
E não é porque o feeling está errado.
Rádio regional conhece a própria praça de um jeito que planilha nenhuma conhece. Sabe quando o locutor “pegou”, quando a cidade comenta, quando uma ação vira assunto. Isso não é chute. É repertório.
Quem aprova verba hoje (agência, anunciante maior, rede, cliente com processo e prestação de contas) precisa se proteger. Ele não está comprando só mídia — ele está comprando uma decisão que vai ser cobrada depois. E aí surgem perguntas simples, que não são provocação; são defesa:
-> Como eu justifico essa escolha?
-> Como eu comparo com as outras opções?
-> O que eu apresento se alguém questionar o investimento?
Nesse ponto acontece um choque de línguas.
De um lado, a rádio fala de praça, presença, recall, costume, credibilidade do meio.
Do outro, o comprador precisa de evidência, comparabilidade e segurança para assinar.
Quando essas duas línguas não se encontram, nasce um problema discreto: o rádio segue forte no emocional — mas perde no momento da justificativa. E, quando a justificativa fica difícil, a verba tende a procurar o caminho onde ela já vem “explicada”.
A rádio pode estar funcionando na rua e mesmo assim não entrar na planilha.
Nos últimos 12 meses, você já sentiu que “tinha rádio” para vender, mas faltou algo que deixasse o comprador seguro para aprovar?
Muitas vezes não é falta de audiência. É falta de tradução do feeling.

