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Terça-Feira, 31 de Março de 2026 @

Migração AM-FM completa uma década e consolida uma das maiores transformações do rádio brasileiro

Uma década após o decreto que viabilizou a transição, migração AM-FM evidencia impacto técnico, econômico e reposiciona o rádio brasileiro diante dos desafios digitais

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A migração do rádio AM para o FM completa, neste ciclo, cerca de dez anos desde a sua formalização regulatória, um processo que começou a ganhar forma em 2013, com a publicação do decreto que viabilizou essa transição, e que passou a se materializar na prática a partir de 2016, quando as primeiras emissoras migrantes começaram a operar em FM. Trata-se, sem exagero, de uma das mais profundas transformações já vividas pela radiodifusão brasileira.

O movimento, que teve suas raízes ainda antes da formalização oficial — com discussões técnicas iniciadas por volta de 2009, incluindo testes conduzidos pela Anatel em Santa Catarina —, foi resultado de uma articulação intensa entre entidades do setor, associações estaduais e nacionais e o próprio governo federal. Nesse contexto, a atuação da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo) foi decisiva. A entidade assumiu protagonismo técnico e institucional a partir de 2011, liderando discussões, estruturando propostas e contribuindo diretamente para a construção do modelo que viabilizou a migração.

A edição do decreto nº 8.139, em 2013, foi o ponto de virada. Ao permitir a migração das emissoras AM para o FM e ampliar a faixa de operação para além do espectro tradicional — incluindo a chamada faixa estendida (76 a 108 MHz) —, o Brasil abriu caminho para uma reorganização técnica e mercadológica do meio. Esse avanço foi fruto de um trabalho conjunto que envolveu, além da AESP, entidades como a ABERT e a Abratel, que atuaram de forma integrada para sensibilizar o governo federal sobre a importância da medida. Tudo isso em paralelo ao processo de digitalização da TV aberta, que liberou os canais 5 e 6 e possibilitou o uso da faixa estendida.

Passados dez anos, os números ajudam a dimensionar o impacto dessa política pública. Levantamentos apontam que cerca de 1.780 emissoras optaram pela migração — algo próximo de 96% do total elegível. Hoje, mais de 1.200 emissoras migrantes já estão ativas, muitas delas operando na faixa estendida, além de casos adicionais envolvendo rádios originadas em ondas tropicais.

Mais do que uma simples troca de frequência, a migração representou uma resposta direta ao declínio do AM, especialmente no aspecto comercial e técnico. O FM trouxe melhorias significativas de qualidade de áudio, maior competitividade no mercado publicitário e, principalmente, estimulou a atualização dos parques técnicos das emissoras. Houve também impacto positivo na cadeia produtiva da radiodifusão, com reflexos na indústria e nos serviços especializados.

É importante destacar que esse processo não foi automático. Ele exigiu esforço coordenado de radiodifusores, engenheiros, entidades como a própria AESP e demais associações, além do trabalho técnico conduzido por órgãos como Anatel e Ministério das Comunicações. A mobilização do setor foi determinante para transformar uma demanda histórica em realidade concreta.

Ao mesmo tempo, a migração não encerra os desafios do rádio — pelo contrário, inaugura uma nova fase. A integração com tecnologias emergentes, como o rádio híbrido, o uso ampliado de RDS, a conectividade nos veículos e até mesmo a convergência com a futura TV 3.0, passam a compor o novo horizonte do setor. O rádio segue em evolução constante, impulsionado pela necessidade de se manter relevante em um ambiente cada vez mais multiplataforma.

Ao completar uma década, a migração AM-FM se consolida como uma solução estruturante para o rádio brasileiro. Mais do que preservar emissoras, ela reposicionou o meio, ampliou sua competitividade e criou bases para o futuro. O desafio agora é dar continuidade a esse ciclo de inovação, mantendo o rádio alinhado às novas formas de consumo e às transformações tecnológicas que já estão em curso.

Tags: rádio, migração AM-FM, AESP, radiodifusão, FM, Anatel, mercado publicitário, tecnologia no rádio

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Colunista
Eduardo Cappia

José Eduardo Marti Cappia - Graduação 1979 pela Universidade de Mogi das Cruzes. Engenheiro Eletricista com habilitação em: Eletrônica e Eletrotécnica. Consultor Técnico propagação – Sistemas Antenas FM Shively Labs. Diretor de Radio SET; Liderança Técnica AESP – desde 2011 e Diretor da Empresa EMC Diretor da Empresa EMC – SOLUÇÃO EM TELECOMUNICAÇÕES deste 1991. .










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