




Sexta-Feira, 14 de Agosto de 2026 @
Do analógico ao digital: 34 anos de experiência aplicados a uma integração de sucesso entre rádio, televisão e novas plataformas
Essa transformação mudou profundamente a forma como as empresas de comunicação precisam se posicionar. O rádio e a televisão continuam ocupando um espaço relevante no dia a dia das pessoas, mas hoje dividem atenção com diversas plataformas e novas formas de consumo de conteúdo.
É dentro desse cenário que venho estruturando a atuação da Life Group.
O grupo reúne operações em rádio, televisão e digital no Paraná, em São Paulo e também nos Estados Unidos, trabalhando com uma estratégia baseada justamente na integração entre os meios tradicionais e as novas plataformas.
Minha trajetória profissional passou por importantes empresas do setor, incluindo uma longa experiência na Jovem Pan e uma atuação ligada à RedeTV!. Toda essa experiência acumulada ao longo de mais de três décadas hoje está aplicada à construção da Life Group e ao desenvolvimento de um modelo que entende a comunicação como um ecossistema integrado.
O rádio permanece como um dos pilares da nossa operação
O rádio continua sendo um dos principais pilares da Life Group.
No Paraná, fazem parte da nossa estrutura a 93 FM 93.3, de Foz do Iguaçu, e a ECD FM 96.7, de Arapongas.
A 93 FM está instalada em uma das regiões mais estratégicas do Sul do Brasil. A partir de Foz do Iguaçu, atuamos em um mercado marcado pelo turismo, pelo comércio e pela característica internacional da Tríplice Fronteira, envolvendo Brasil, Paraguai e Argentina.
Já a ECD FM 96.7 mantém sua operação no Norte do Paraná, a partir de Arapongas, alcançando uma região formada por importantes cidades, entre elas Apucarana, Londrina, Rolândia, Cambé, Mandaguari, Marialva e Maringá.
Em São Paulo, operamos a Alphaville FM 87.7, sediada em Barueri e direcionada a uma região de forte presença empresarial e elevado potencial econômico. A emissora também alcança municípios da Grande São Paulo, entre eles Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba e Jandira.
Nossa presença no rádio ultrapassa ainda as fronteiras brasileiras.
Nos Estados Unidos, mantemos a ECD FM 99.9, na Flórida, ampliando nossa atuação junto ao público de língua portuguesa e à comunidade brasileira presente na região de Orlando e Kissimmee.
Estar presente em mercados com características tão distintas também nos permite desenvolver modelos de programação, conteúdo e comercialização adaptados ao perfil de cada região.
A televisão amplia nossa operação multiplataforma
A televisão representa outro importante braço da Life Group.
Entre nossos ativos está a RedeTV! Paraná, operação que combina a força da televisão aberta com uma estratégia crescente de distribuição de conteúdo em outras plataformas.
Além da transmissão convencional, nossos conteúdos passam a circular também por ambientes digitais, Smart TVs, aplicativos, redes sociais e outras formas de consumo conectado.
Nossa grade combina conteúdos da programação nacional da RedeTV! com produção regional, entretenimento, informação e programas voltados ao público paranaense.
Também integra nossa estrutura a Tenda TV, ampliando nossa presença no segmento audiovisual e fortalecendo uma estratégia em que a televisão deixa de ser pensada exclusivamente como uma tela linear.
Para mim, a evolução tecnológica não significa substituir a televisão tradicional, mas ampliar as possibilidades de acesso ao conteúdo. A mesma lógica está sendo aplicada ao rádio.
Do aparelho de rádio ao celular
Ao longo desses 34 anos de mercado acompanhei mudanças significativas na maneira como rádio e televisão são produzidos, comercializados e consumidos.
Se antes a audiência estava concentrada essencialmente no aparelho de rádio e no televisor, atualmente o conteúdo acompanha o público durante praticamente todo o dia e em diferentes dispositivos.
O rádio está no receptor tradicional, mas também no celular, no computador, nos aplicativos e nos dispositivos conectados.
A televisão segue presente na sala de casa, mas passou a dividir espaço com Smart TVs, smartphones, plataformas de vídeo e serviços de streaming.
Na minha visão, essa transformação precisa ser entendida muito mais como uma oportunidade do que como uma ameaça aos meios tradicionais.
A radiodifusão continua tendo relevância, mas precisa estar integrada às novas formas de consumo de mídia. O rádio e a televisão continuam extremamente fortes. O que mudou foi a maneira como as pessoas consomem conteúdo e a quantidade de plataformas disponíveis para chegar até elas.
Da mesma forma, acredito que hoje não podemos pensar uma emissora somente pela frequência de rádio ou pelo canal de televisão. Precisamos enxergar cada emissora como uma marca de comunicação. Ela está no dial e está na televisão, mas também precisa estar no celular, nas redes sociais, nas Smart TVs e nas plataformas digitais.
Integração entre rádio, TV e digital
Essa visão está no centro do modelo que buscamos desenvolver na Life Group.
Nossa proposta é aproveitar toda a capacidade de produção de conteúdo das emissoras e ampliar sua distribuição utilizando diferentes canais.
Um conteúdo produzido originalmente para televisão, por exemplo, pode gerar versões para redes sociais, portal de notícias e outras plataformas digitais.
O mesmo ocorre com o rádio, que passa a produzir não apenas áudio, mas também conteúdo em vídeo, cortes, entrevistas, transmissões digitais e materiais voltados às redes sociais.
Essa integração também cria novas possibilidades comerciais.
Projetos que anteriormente estariam restritos a uma única emissora podem passar a envolver simultaneamente rádio, televisão, portal de notícias e redes sociais, criando maior alcance para marcas e anunciantes.
É nesse ecossistema que também está inserido o Life News, portal de notícias do grupo, responsável por ampliar nossa presença no ambiente digital. A plataforma complementa a atuação das emissoras e permite que conteúdos produzidos pelo grupo permaneçam disponíveis para consumo além dos horários tradicionais da programação.
Experiência aplicada a uma nova realidade
Depois de mais de três décadas de atuação, compreendo que a transformação tecnológica sempre fez parte da história da comunicação.
Equipamentos mudaram, formatos evoluíram e novas plataformas surgiram, mas alguns fundamentos continuam exatamente os mesmos.
São 34 anos vivendo rádio e televisão. Nesse período, praticamente tudo mudou do ponto de vista tecnológico. Saímos de uma realidade essencialmente analógica para um ambiente totalmente conectado. Mas existe algo que não mudou: as pessoas continuam procurando informação, entretenimento, companhia e conteúdo que tenha significado para elas.
Por isso, acredito que a estratégia não passa por abandonar os meios tradicionais em favor do digital.
O objetivo é justamente o contrário: utilizar a força construída pelo rádio e pela televisão para ocupar também os novos ambientes de consumo.
Não acredito nessa divisão entre mídia tradicional e mídia digital como se uma precisasse substituir a outra. O que estamos construindo é uma integração. A experiência do rádio e da televisão somada à velocidade, à distribuição e às possibilidades do digital.
Presença regional com visão multiplataforma
Atualmente, a estrutura da Life Group está posicionada em mercados bastante distintos.
No Oeste do Paraná, nossa operação está presente em Foz do Iguaçu. No Norte do estado, atuamos por meio da ECD FM e da estrutura televisiva. Na Grande São Paulo, mantemos presença por meio da Alphaville FM. E, nos Estados Unidos, ampliamos nossa atuação a partir da Flórida.
Nossa estratégia é manter a identidade regional de cada operação ao mesmo tempo em que as emissoras passam a compartilhar tecnologia, conteúdo, conhecimento e oportunidades comerciais.
Acredito que a proximidade com as comunidades continua sendo um dos principais diferenciais do rádio e da televisão regional.
A tecnologia permite que o conteúdo chegue ao mundo inteiro, mas a força de uma emissora continua muito ligada à conexão que ela consegue construir com a sua comunidade. Precisamos ter capacidade de distribuição global sem perder a proximidade local.
Esse equilíbrio entre tradição e inovação passou a orientar o desenvolvimento da Life Group.
Depois de acompanhar mais de três décadas de mudanças no setor, vejo o momento atual como mais uma etapa da evolução da radiodifusão.
O rádio não acabou quando surgiu a televisão, a televisão não acabou quando surgiu a internet e nenhum desses meios precisa desaparecer por causa das novas plataformas. Eles precisam evoluir. O desafio é entender onde está o público e estar presente ali com conteúdo relevante.
É essa combinação entre a experiência acumulada desde a era analógica e as possibilidades abertas pelo ambiente digital que pretendo continuar utilizando para ampliar a presença da Life Group no mercado de comunicação nos próximos anos.

