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Na sua opinião, qual formato de rádio deverá passar por uma maior expansão no número de rádios no mercado brasileiro em 2020?

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Quarta-Feira, 07 de Julho de 2010 @ 00:00

Simone Rigotti

Teste

Salve amantes do rádio em todo Brasil. Continuamos falando desse grande meio de comunicação de massa e lógico sobre os grandes profissionais do meio. Muito bem hoje vamos conversar com a bela profissional do rádio: Dárkila Simone Meyer Rigotti ou simplesmente Simone Rigotti que embalou durante algum tempo os momentos românticos na rádio Cidade e teve sua voz nacionalmente conhecida no Programa do Gugu, quando ainda no SBT nos anos 80 e 90. Simone, nos conta seu paradeiro, sobre rádio e o curso sobre a profissão, que ela leciona em uma grande universidade do sul do Brasil. Mate as saudades de Simone Rigotti aqui com a gente no Entrevistas.
 
Dárkila Simone Meyer Rigotti. É diferente seu nome Simone. Você tem ascendência alemã, italiana? Como é isso? De onde vem a origem de seu nome?

Olá Rodrigo. Muito obrigada por essa oportunidade, viu? Então... Dárkila é um nome indígena americano, que a minha mãe tirou de um livro. Mas tenho ascendência alemã, italiana, ucraniana e austríaca. Uma verdadeira “mistureba”.
 
Nossa, muito interessante! E onde você começou a sua carreira?

Sempre fui fã de rádio. Ouvia, gravava, sabia todas as músicas de cor. Repetia as propagandas em voz alta. Mas não sabia que esse seria meu futuro. Até que visitei uma rádio para pegar nomes de músicas para tocar na minha festa de 15 anos. Como eu já havia participado algumas vezes no ar, em promoções da rádio, eles me convidaram para um teste, na hora. Em uma semana eu estava no ar, ao vivo, com um programa só meu. Aos 15 anos de idade. Maktub (Risos) Estava escrito. Isso aconteceu em Cascavel, no Paraná. De lá fui para outras cidades, depois Santa Catarina, até que cheguei em São Paulo. Mas foi tudo muito rápido. Aos 19 anos eu estreei na Rádio Cidade, em SP.
 
Por que achou que o rádio tinha que fazer parte da sua vida assim?

O rádio me seduziu. É um instrumento fantástico de comunicação, cultura e entretenimento. Não pude resistir.
 
O que você fazia antes da profissão?

Como iniciei na profissão aos 15 anos, antes só estudava.
 
Quem foram os seus inspiradores profissionais no rádio?

Eu ouvi algumas gravações do Emílio Surita, da Jovem Pan e fiquei encantada com aquele tipo de comunicação. Ele era meu referencial. Mal sabia eu que, em alguns anos, seria sua colega de profissão na mesma Jovem Pan II. Quando ele me apresentou no ar, no dia em que comecei na Pan, ele disse: “Quero apresentar a nova locutora da Jovem Pan, uma das melhores... e por que não dizer, a melhor locutora do Brasil.” Nunca vou esquecer essas palavras. Imagine, meu ídolo me apresentar assim no ar! Foi muito bacana. 
 
Você me contou antes que viajou muito ao exterior, não foi? Tudo ou todas as viagens a trabalho?

Eu fiquei 2 anos na Rádio Cidade, 96,9, em São Paulo, 1 ano na Jovem Pan, e depois mais 2 anos na Cidade. De lá fui contratada pela Voice of America, uma agência de notícias do Governo Americano, que fica em Washington D.C. Na Voz da America fui correspondente internacional ao lado de grandes monstros do rádio, como Pedro Katah e José Américo.
 
E aqui no Brasil como foram essas experiências em rádios paulistanas?

Fui contratada pelo Ênio Roberto, hoje Tupi FM, que colocou a Rádio Cidade em primeiro lugar e lá ficamos por muito tempo. Ele me levou pra SP para o horário nobre, que é das 10 até 14hs. Eu apresentava o programa Vale a Pena Ouvir de Novo, que era a maior audiência da América Latina em rádio. Também, fui locutora da Rádio América AM e professora de locução do SENAC. Fui a criadora do curso de locução para FM do SENAC SP. E como eu disse, na Rádio Cidade foram 2 anos, depois um ano na Pan e mais 2 anos da Cidade.
 
É verdade que o Gugu Liberato te ouvia na rádio Cidade e tieconvidou para o programa dele no SBT? Era o Viva a Noite ainda, não era?

Isso mesmo. Quando estava há uns 6 meses na rádio, me ligaram do SBT me convidando para uma entrevista. O Gugu era meu ouvinte e me convidou para ser locutora do programa dele. Na época o Viva a Noite. Que sorte, não é? Logo ele me mandou para minha primeira viagem internacional, que foi para Londres, para entrevistar o cantor Vanila Ice. O Viva a Noite terminou, mas sempre fiquei no SBT fazendo as locuções de todos os programas do Gugu, até o Domingo Legal, onde eu sobrevoava São Paulo num helicóptero e jogava paraquedas premiados.
 
Que beleza! Aliás, teve por um bom tempo a voz da Gislane Martins da Transamérica também, mas neste novo projeto agora na Record, a Aninha Martins da 89 FM que hoje é a voz do Programa do Gugu. Nova geração.

É verdade. O programa do Gugu na Record tá muito bacana e a Aninha tá mandando muito bem.
 
Tem saudade dessa época?

Claro que sim. Fiz muitos amigos, aprendi muita coisa. Foi uma época muito especial da minha vida.
 
Claudia Martthins lembrou de você com carinho da época do Vale a Pena Ouvir de Novo em uma entrevista que fizemos com ela. Um flashback digamos assim...

(Risos) Hummm que bacana! Um beijo para ela.
 
Hoje em dia, os ouvintes sabem mais sobre os profissionais do rádio, tem mais acesso e sabem se eles tem "olhos verdes" por exemplo. (Risos) Te incomoda isso?

(Risos) Ouvir a voz, sem saber como a pessoa é, cria muitas fantasias. Os profissionais do meio têm que saber lidar com isso. Hoje tem sites, sites de relacionamento e todas essas ferramentas que ajudam a “matar” essa curiosidade. Acho muito válido.
 
Nas minhas férias, fui a Florianópolis passear e queria ter te encontrado para gente falar um pouquinho da sua carreira e seu projeto atual. Muita gente perguntava seu paradeiro. Só que acabei não ti encontrando. Você anda mais reclusa apesar da vida corrida hoje em dia?

Nada. Ando a mil por aqui. Sou Mestre de Cerimônias de uma grande Universidade aqui do litoral de Santa Catarina, tenho um programa de rádio a tarde toda e além disso, apresento eventos na região, faço locuções para produtoras de todo o Brasil, criei um curso de locução dentro da Universidade, no qual leciono, etc. Adoro minha profissão e adoro desafios. Sempre fui assim.
 
Como é o seu programa na Univali? A emissora fica dentro do campus mesmo?

Entro no ar às 14hs até 18:50, de segunda a sexta. A Rádio Univali FM fica dentro do campus da Universidade do Vale do Itajaí, em Itajaí, Santa Catarina, cidade ao lado de Camboriú. O programa é musical e ás sextas-feiras apresento um programa chamado Sem Vergonha, com mais 4 apresentadores. Um mistura de jornalismo com humor. Uma delícia! Para ouvir é só acessar www.univali.br/radio
 
Muito bom. Dado o recado. E sobre o curso de rádio da universidade?

Então, esse é um curso de extensão que eu criei aqui dentro da Univali. Formamos vários profissionais que estão no meio hoje em dia. Em agosto começa mais uma edição.
 
Entendi. É você que ministra?

Sim. Eu ministro as aulas, com mais dois professores: uma fonoaudióloga e uma atriz.
 
Conta para gente sonho antigo, que você acabou realizando. Tem a ver com a Voz do Brasil, não é?

Isso mesmo. Nas minha últimas férias estive em Brasília e fui conhecer a Rádiobrás, que hoje se chama EBC. Estive na Rádio Nacional e o Luciano Barroso me entrevistou no ar, ao vivo, por mais de 10 minutos. Foi sensacional. Tenho uma prima que é jornalista lá há 25 anos.
 
Você ficou um tempo afastada de rádio, não foi? O que fazia entre esse meio tempo?

Fiquei esse tempo afastada, mas confesso que não consigo largar o rádio. E nem quero. Não sou feliz longe dos microfones. Eu fiquei um tempo fora do Brasil, onde morei em Nova York e depois Londres. Quando estava em Londres participei de um projeto de uma rádio brasileira lá. Pena que não foi para frente. Era uma parceria de uns brasileiros com um pessoal da África e ia se chamar ABrazil. A idéia era ótima.
 
Mas hoje você está feliz com o seu novo estilo de vida, no litoral, na sua cidade natal...

Então Rodrigo, eu não nasci aqui em Camboriú. Sou gaúcha de Erechim. O litoral de Santa Catarina, é um lugar onde sempre vínhamos para passar férias. Muita gente da minha família veio morar para cá. Estou feliz, sim. Mas ainda tenho muita lenha para queimar. Não descarto nenhuma possibilidade.
 
E as mulheres e suas vozes femininas? Já existem várias profissionais no mercado. O que diz de tudo isso?

Digo que a voz feminina é aquele molho gostoso que faz o rádio ficar mais saboroso, charmoso.
 
(Risos) Lembra de algo curioso na profissão que sempre te traz ou trouxe muita alegria?

Ah, nesses anos muitas coisas marcaram. Mas lembro de algo bem interessante que aconteceu na Rádio Cidade, quando o Marcelo Braga era nosso coordenador. Ele deve se lembrar, não sei. Certo dia ele entrou no estúdio, onde eu estava no ar, e disse que era pra eu ficar calma, mas o prédio havia sido evacuado, pois tinha uma suspeita de bomba no andar de cima. Quando fui olhar pela janela todo mundo que trabalhava no prédio estava do outro lado da Av. Paulista. Estávamos só nós dois e a polícia que investigava a bomba no prédio. Entramos no ar e ele avisou que se a rádio saísse do ar era porque tinham achado algo e eu completei: ou porque a bomba explodiu. A gente riu, mas foram os 40 minutos mais longos da minha vida. Outro fato foi ter apresentado do Show da Xuxa no Olímpia. Fiquei no palco entretendo pais e crianças até o show começar, sorteando brindes. Apresentei um dia e me chamaram para apresentar novamente os outros dias.
 
Como você, muitos profissionais são de outros lugares do Brasil, mas arriscaram se enveredar nos grandes centros. Você acha que vale a pena tentar solidificar a carreira em São Paulo ou Rio de Janeiro?

Se você quer ficar conhecido nacionalmente sim. Mas você pode se realizar profissionalmente fazendo um bom trabalho na sua cidade, na sua região.
 
O que te impressiona positiva e negativamente no rádio hoje em dia?

Positivamente é o fato da internet levar o rádio para todo o planeta. Hoje tenho ouvintes em vários estados brasileiros e em outros países também. Isso é muito bacana. Negativamente são os baixos salários que algumas rádios pagam e a exploração dos profissionais. Também o fato de alguns locutores gravarem áudios muito baratos. Isso acaba depreciando nossa profissão. Temos que valorizar nosso trabalho.
 
É verdade. Concordo. Mas mudando um pouco de assunto ... Você está casada, Simone? Tem filhos, família constituída?

(Risos) Estou noiva e tenho uma filha linda de 13 anos.
 
Gostaria que a Alanis seguisse a mesma carreira da mãe?

Quero que ela seja feliz e realizada. Acredito que a onda dela seja outra. Mas ainda é muito cedo pra dizer. Não tenho o desejo que ela siga minha profissão. Mas não vetaria, se fosse o caso.
 
Pensa em voltar para televisão? Ainda tem contato como o Augusto Liberato?

Tenho contato sim. Eu gravo muitos áudios pra televisão e gosto muito do meio.
 
O que conquistou, está conquistando e gostaria de conquistar num futuro próximo.

Conquistei meu espaço como locutora e comunicadora no Brasil. A cada dia conquisto novos ouvintes e amigos. Para o futuro há muitas coisas ainda pra conquistar. Cada dia traz novas oportunidades e caminhos. Adoro isso.
 
O que tem ouvido ultimamente em casa?

Maria Gadú, Ana Carolina, Black Eyed Peas, Nando Reis, Jack Johnson, Karina Buhr, Armandinho...
 
O que diria sobre a profissão, para os mais novos na carreira?

Nunca desista dos seus sonhos.
 
O que vale mais pra você: só o talento ou o talento e o DRT?

Os dois são importantes.
 
Querem banir o diploma de Jornalismo. Você como jornalista tem uma opinião formada sobre isso?

Sou totalmente contra. Lembro quando comecei minha faculdade de jornalismo, na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. A universidade me trouxe muito conhecimento, amadurecimento e bagagem. Acho fundamental.
 
Simone, chegamos ao final da nossa entrevista. Agradeço demais o bate papo que tivemos e espero que tenha gostado. Até que enfim, acabei te encontrando. Deixe um recado aos leitores do Tudo Rádio e seus fãs, lógico.

Que pena que acabou, Tuba! Eu quero agradecer a você, o pessoal do Tudo Rádio e dizer que eu adorei poder falar um pouco sobre a minha carreira no rádio e na TV. Estou viva, viu? Sempre recebo mensagens no Orkut ou no meu blog sobre ouvintes de São Paulo, que querem saber onde estou, em qual rádio trabalho. Falando nisso: www.simonerigotti.blogspot.com Um beijo no coração de vocês e muito obrigada.
 
 
Bate-Bola Rápido
 
Eu sou: a Simone Rigotti. um ser com uma infinidade de possibilidades.
Mas poderia ser: simplesmente a Dárkila Simone.
Univali FM: ahhh, uma delícia de rádio.
Um fone: não tenho frescuras.
Um microfone: aquele que estiver na minha frente.
Cartucheira ou Enter: tecnologia é muito bem vinda.
Cidade FM: muito aprendizado e conquistas.
Time do coração: Grêmio.
Amor: minha filha Alanis.
Música especial: Perhaps Love.
Floripa X São Paulo: cada uma tem seu charme. Gosto das duas.
Um arrependimento: ah, nada que valha a pena ser mencionado.
Uma grande lembrança: meu primeiro dia no rádio.
Um sonho: conhecer muitos países.
Praia X Avenida Paulista: Av. Paulista durante a semana e praia aos finais de semana.
Sou grata a: ao Sr. Artur, que descobriu um talento que eu nem sabia que tinha e me convidou para um teste na Rádio Verdes Campos, em Cascavel.
Mais amigos ou colegas: amigos. São como diamantes.
Esporte: caminhar. Nem que seja um footing fútil no shopping (Risos)
Simone Rigotti by Simone Rigotti: um ser em constante evolução e transformação.

Tags: Cidade, Jovem Pan 2, Univali

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Rodrigo Viriatto

Rodrigo Viriatto, conhecido no meio como Tubaraum. Quatorze anos como locutor, profissional formado. Atualmente está na Sete Colinas FM em Uberaba/MG, mas já teve passagens por algumas rádios da cidade e região do Triângulo Mineiro. Futuro jornalista, tem 34 anos de idade e é mineiro de Itaúna.



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