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Na sua opinião, qual formato de rádio deverá passar por uma maior expansão no número de rádios no mercado brasileiro em 2020?

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Terça-Feira, 31 de Agosto de 2010 @ 00:00

Robson Ramos

Teste

Hoje nós vamos conversar um pouco com Robson Ramos, um importante profissional de rádio de São Paulo. O tema em questão é a SulAmérica Trânsito, um projeto diferenciado no meio radiofônico brasileiro que tem chamado a atenção devido a prestação de serviço e a interatividade com os ouvintes. Robson conta também como é trabalhar em duas rádios totalmente diferentes, afinal ele comanda a mesa da SulAmérica Trânsito no período da tarde e a da Band FM durante a noite. Ramos também é folguista na Rádio Bandeirantes.

Confira o bate-papo. Boa leitura!


Robson, a SulAmérica Trânsito é considerado um projeto diferenciado, não há dúvidas disso. Se não me falha a memória, existem apenas outras duas rádios no Mundo que atuam nessa linha. Porém, na sua opinião, o que mais diferencia a SulAmérica Trânsito em relação as demais rádios de São Paulo?
 
Realmente é um projeto único. Mas o diferencial da rádio é que ela é a única emissora de fato, em todo o Brasil, voltada para a prestação de serviço. Pois nós mobilizamos um grupo de pessoas, para além de informar, orientar o motorista a utilizar outros caminhos. Além disso, as pessoas participam ativamente e ajudam umas às outras.
 

O assunto trânsito é algo ligado diretamente ao estresse/irritação constante das pessoas. Como foi o processo para transformar esse tema em um atrativo e a linguagem que foi utilizada para que a rádio fosse no mínimo interessante?
 
Quando a rádio começou e eu já trabalhava no grupo, mas não na rádio, de fora eu me perguntava se aquilo poderia dar certo justamente por ter um tema único. Porém, este tema é de relevância em São Paulo, já que é um problema que afeta todo mundo e a direção teve a sabedoria de optar por uma comunicação leve, que lembra muito as FMs musicais dos anos 80, onde o ouvinte se sente acompanhado. A participação direta também contribuiu para que as pessoas se apaixonassem pela rádio, pois elas passam a se sentir parte daquele organismo.

 
O grau íntimo de interação entre os ouvintes e a rádio é algo notável. Foi assim desde o inicio? Como foi a evolução desse processo?
 
No início deste processo, eu ainda não estava na rádio, mas por estar no grupo, consegui acompanhar um pouco disso. O projeto inicial nem previa muito a participação do ouvinte. Esta necessidade se impôs até pela dificuldade de se manter o assunto no ar o tempo inteiro. Aí, logo conseguiu-se uma linha telefônica que passou a ficar à disposição do ouvinte. Fez muito sucesso no início e o serviço acabou sendo ampliado para o e-mail. Com os dois consolidados e atendendo a pedidos, foi a vez do SMS, que é sem dúvida a ferramenta mais moderna que existe em termos de comunicação rápida, sem contar que é também a mais abrangente. Por último, o telefone evoluiu para um portal de voz nascido da necessidade de podermos atender todo mundo, já que o número comum dava ocupado por causa do número de ligações. Hoje num único dia, são milhares de ligações para o serviço, onde a pessoa pode diretamente gravar a sua informação.
 

Como é comandar um horário da SulAmérica Trânsito? Complicado ficar de olho nas condições de trânsito, chamar repórter, ler notas, soltar vinhetas/trilhas, etc? Descreva essa situação para que nossos leitores imaginem a cena.
 
Quando entrei na Sul América Trânsito, já tinha 19 anos de rádio. Pra mim, nada era novidade. Nem trânsito, já que na Rádio Cidade fui também repórter aéreo. A única coisa que me assustou no início foi exatamente como operar aquilo tudo. Mas foi mais fácil do que eu imaginava. É possível ficar de olho no mapa da cidade enquanto se fala. Aliás, é até bom porque você olha o problema e o menciona no ar na hora. Os repórteres falam e enquanto isso, o âncora observa o que fará depois, lê e-mails, mensagens de SMS e atualiza o Twitter da rádio. Para isso, recebe auxílio de um coordenador de estúdio que é responsável por plugar os repórteres na híbrida que os leva ao ar e checar as ocorrências da cidade, como acidentes ou veículos quebrados, além da condição das estradas.
 

Qual é a principal fonte de informação para repassar as condições do trânsito aos ouvintes?
 
A principal fonte é a reportagem que sai às ruas observando tudo. O auxílio é feito com o uso do mapa de trânsito da cidade fornecido pela internet pela CET, observação de câmeras dentro do estúdio, um outro mapa de monitoramento fornecido para a RST e claro, os ouvintes. Nas estradas temos também as concessionárias ou administradoras de rodovias, além dos ouvintes que as utilizam também.
 

Como é a relação da rádio com a CET ?
 
Relação profissional. Nós precisamos deles para atualizar dados e eles da gente para divulgar informações.
 

E o giro de repórteres? Como funciona essa cobertura (áreas percorridas, helicóptero, etc). Fale um pouco desse planejamento.
 
Cada repórter tem uma zona a ser coberta e um roteiro para sair da rádio e atingir a sua zona de cobertura e para fazer o caminho inverso. Dentro da zona, o repórter trafega da maneira que achar melhor, procurando chegar onde tem problemas e quais são as eventuais soluções e obviamente utilizando vias importantes de cada região. Já pelo helicóptero, toda a cidade é coberta em uma hora de vôo.
 

Você lembra da pior condição de trânsito já coberta pela SulAmérica Trânsito em São Paulo?
 
Lembro, mas eu já havia saído do ar. Foi em 10 de junho de 2009 no dia em que a cidade atingiu 295 km de lentidão às 19h. A bagunça começou comigo ainda no ar, num dia em que choveu muito na cidade e vários pontos de alagamento apareceram.
 

E a melhor em um horário incomum? Existiu?
 
Até já teve, mas não me lembro. Foi algo pontual. O padrão de São Paulo é o trânsito ruim.
 

Lembra de alguma situação curiosa ou fato marcante nessa trajetória da SulAmérica Trânsito?
 
Muita coisa aconteceu, mas até hoje acho que o episódio mais marcante é mesmo a história de um ouvinte que foi conduzido ao hospital rapidamente por causa da força da rádio. Ele ligou para a rádio, estava passando muito mal, com trânsito muito ruim com dificuldade de chegar. O âncora era o Flávio Siqueira, grande amigo meu – hoje em Brasília – e ele conseguiu concentrar outros ouvintes em torno da idéia de ajudar o ouvinte, que acabou encontrando o melhor caminho e chegando rápido até o hospital.
 

Existe participações de ouvintes de fora de São Paulo? Existem aqueles que nunca pisaram na capital paulista mas acompanham a radio?
 
Existe sim. Um grande número da caminhoneiros e moradores de outras cidades, algumas distantes, que trabalham em São Paulo ou passam com freqüência pela cidade e que invariavelmente participam. E tem muita gente que manda e-mail que dizendo que está só ouvindo e gosta muito. É gente que ouve pela internet e mora em cidades distantes, em outros Estados, algumas até bem pequenas e que ouvem até pela curiosidade que tem acerca de São Paulo.
 

E para o Grupo Bandeirantes? Qual o levantamento que a empresa faz desse projeto SulAmérica Trânsito?
 
O grupo todo gosta da rádio. É um grande sucesso, reconhecido até por outros grupos de comunicação.
 

Você acha que cabe uma SulAmérica Trânsito em outra cidade brasileira? Existe essa demanda ou as rádios jornalisticas dão conta disso nos outros centros?
 
Cabe. Rio de Janeiro e Belo Horizonte comportariam uma rádio dessas tranquilamente. No Rio inclusive, há uma parceria da Sul América com a Paradiso FM, mas o formato é diferente do paulistano, com mais músicas tocando ao longo do dia. Nós só tocamos música à noite.
 

Parece que o projeto foi incorporado à cidade de São Paulo. Dá pra afirmar que o projeto deu certo e possui vida longa na capital paulista?
 
Como eu disse é um grande sucesso e não sai mais do ar. Pode escrever.
 

Robson, você está sendo apresentando ao mercado de rádio FM de São Paulo como um profissional versátil ao fazer horários em duas rádios completamente diferentes. Qual é a maior complicação disso? E o que mais lhe agrada nessa situação?
 
Na verdade são três. Hoje sou também folguista da Rádio Bandeirantes, onde apresento o Jornal Primeira Hora em sistema de revezamento apenas aos sábados. A única complicação é com o meu tempo, mas isso dá pra tirar de letra. Questão de adaptação.

 
Sobra tempo para o Robson não pensar em rádio ou em trânsito?
 
Graças a Deus sobra. Aí eu penso na família e no São Paulo FC.
 

A Band FM veio antes do que a SulAmérica Trânsito em sua carreira. Como foi essa adaptação nos 92.1 FM?
 
Foi tranqüila. Especialmente porque a equipe me recebeu muito bem e a direção sempre confiou em mim.  Eu faço rádio musical há 22 anos. Estar numa rádio como a Sul América era um desafio que eu já queria ter. Me ajuda muito na carreira e até me melhorou no meu outro estilo de atuação, além de ter ajudado a abrir as portas da RB.

 
E antes do Grupo Bandeirantes... por onde você já passou?
 
Comecei em 88 ainda em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde nasci e vivi até os 30 anos. Lá trabalhei na extinta Universitária de Guarulhos que hoje tem a freqüência ocupada pela Tupi FM de São Paulo. Trabalhei em Atibaia nas extintas Antena 1 e Delta FM, na Educadora FM de Campinas, na Nova FM, na época da rádio dance e na Rádio Cidade no seu auge entre 95 e 2003.

 
Robson, em nome de todos os visitantes e equipe do Tudo Rádio.com, gostaria de agradecer a atenção dada ao portal. Deixe as suas considerações finais para os leitores dessa entrevista. Grande abraço e parabéns pelo trabalho.
 
Obrigado. Acompanho o Tudo Rádio há bastante tempo e gosto da abordagem de vocês. Aos leitores, é um prazer poder matar um pouco da curiosidade que cada um tem deste mundo mágico do rádio.

Tags: SulAm?rica Tr?nsito

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Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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