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Qual o tipo de conteúdo que você prefere consumir no rádio?

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Quarta-Feira, 27 de Junho de 2012 @ 00:00

Rosangela Nunes

Teste

Salve salve amantes do rádio em todo Brasil. De volta com mais uma super entrevista com profissionais do rádio em nosso país varonil. Dessa vez o papo é com a locutora Rosângela Nunes, apresentadora na Transamérica Pop, contando da sua carreira no litoral paulistano até chegar a capital. Tudo do que ela pensa do meio e os seus maiores prazeres no rádio. Vale a pena conferir no Entrevistas aqui no Tudo Rádio. Boa leitura!

Olá Rosângela até que enfim nos encontramos hoje pra conversar um pouquinho sobre a sua carreira. Obrigado por receber a gente do site. Tá tudo bem com você?

Oi Tubaraum, tudo bem sim. Que honra poder dividir um pouco da minha vida no rádio com você e com todos que acessam o Tudo Rádio.

Que nada, seja bem-vinda. Por que você resolveu se tornar radialista, menina?

Na realidade eu não resolvi me tornar radialista. O rádio aconteceu na minha vida.

Quem foram os seus inspiradores no começo?

Quando eu era criança eu ouvia muito rádio. Minha mãe era ouvinte de grandes nomes daquela época. Lembro que ouvíamos o programa do Zé Bettio, Eli Correa ... Quando comecei a ouvir de forma diferente, buscando "referências", gostava muito de ouvir o locutor Fábio Felix na rádio Serra do Mar. Ouvia bastante também a locutora Sandra Groth.

O que você fazia antes na sua vida?

Estudava, vivia minha infância. Meu primeiro emprego foi em rádio mesmo.

Você nasceu aonde?


Nasci no Litoral de São Paulo, São Vicente, mas fui criada em uma cidade do Vale do Ribeira chamada Itariri.

Ah é verdade. Lembro de você comentar comigo. Tem alguém na família que trabalhava com rádio?

Não, meus familiares nunca tiveram nenhuma ligação com rádio, ou seja, não rolou nepotismo. (Risos)

Tinha algum outro sonho ou plano profissional, caso a carreira não desce certo?

Desde que comecei a fazer rádio não me vejo em outra profissão, mas antes meu sonho era ser veterinária.

Quais foram as rádios que você já trabalhou?


Rádio 88FM (Vale do Ribeira-SP), Rádio Essa FM (Vale do Ribeira-SP), Rádio Juréia FM (Litoral Sul-SP), Rádio 98FM - A Rádio Rock (Santos-SP), Nativa FM 102,1 (Santos-SP), Rádio Fênix.Net (web rádio SP/Japão) e *Transamérica Pop (São Paulo-SP). *Atual rádio.

Quem foi a primeira pessoa a te dar uma oportunidade em rádio, você se lembra?


Essa pergunta é bastante complexa pra mim, pois classifico todas as rádios que passei como oportunidades para uma nova fase, para uma nova vida e todos os meus ex-chefes de certa forma me deram muitas oportunidades, mas lembro a primeira vez que tive o contato com o microfone e culpo o Renato Rocha (radialista em Itariri). Foi ele que me jogou um texto de "apoio cultural" nas mãos e falou: "olha vou ter que dar uma saidinha. Leia esse texto no ar para mim, por favor, que vou estar ouvindo". (Risos)

Lembra qual foi o nome do seu primeiro programa em rádio?


Lembro sim, Pagode na Nossa. A 88 FM tinha como slogan: A Nossa Rádio e o programa que eu apresentava, só tocava pagode. (Risos)

Qual a sua opinião em relação aos sites de relacionamento hoje fazerem parte do rádio?


Sou contra a banalização. Hoje qualquer pessoa que tem um computador, acesso a músicas e acha que tem uma voz bonita, "monta" uma web rádio, divulga em suas redes sociais e se diz locutor. Não acho legal, mas respeito e muito a pessoa que tem tudo isso e se propõe a fazer um curso seja ele o Senac, RádiOficina, ou até mesmo qualquer outro que tenha bons profissionais que ensinam. Resumindo, acho que o grande lance é estudar, se aperfeiçoar. Buscar cada vez mais ser um locutor de verdade, sempre tendo em mente que nunca está bom, para procurar ser cada vez melhor.

Tem diferença de trabalhar em uma emissora do interior com uma de centro maior?

Na minha opinião a única diferença é o salário. Digo isso, pois em "todas" as rádios em que trabalhei, sempre tive a sorte de ter um grande número de bons profissionais, alguns amigos de verdade. Sempre se tem metas, responsabilidades, picuinhas, festinhas ... Rádio é igual mãe. Tudo igual. Só muda de endereço ou no caso, de frequência. (Risos)

Acha que trabalhar em rádio tem um certo glamour?

Olha, acho que ainda tem sim, bem menos se compararmos com o final da década de 80, inicio dos anos 90. Mas ainda consigo identificar o reconhecimento de bons profissionais em meio a todo esse "rolo" de rádios segmentadas, estilos próprios, plásticas que não permitem os profissionais desempenharem o papel de "comunicadores". É bacana conversar com ouvintes e saber que para muitos o locutor ainda tem um papel importante no rádio. Isso de certa forma gera um glamour.

Qual o pior da profissão, na sua opinião?

O ego ...

E o grande barato da profissão?

O grande barato pra mim, é estar em atividade, aprender algo novo a cada dia, ouvir rádio, ouvir música todos os dias. Costumo dizer que são algumas horas de diversão com muita responsabilidade. Unir o útil ao agradável. Esse é o grande barato. Estar "no ar".

Já são quantos anos de carreira no total?

Caraca Tuba, essa me desmoraliza total. (Risos) Isso revela a minha idade, mas vamos lá. 15 anos de rádio.

Algo que você se lembra especialmente que conquistou com esforço do seu trabalho na profissão.

Bom, alguns bens materiais que sinceramente nem levo muito em consideração, pois nem chegam perto de serem tão importantes e especiais se forem comparados com alguns amigos de verdade que fiz ao longo de todos esses anos no rádio.

Acha que o sucesso profissional está na oportunidade de trabalhar em uma grande emissora em SP ou no RJ?

Acho que o sucesso profissional está em qualquer lugar onde a pessoa se sinta realizada e satisfeita. Muita gente vê São Paulo como a realização profissional, se falando em rádio. Eu estou em São Paulo como muitos, mas amanhã ou depois posso não me sentir mais satisfeita e buscar um outro lugar. Pode ser o Rio, pode ser Minas, pode ser qualquer lugar. O grande lance é fazer bem feito, seja onde for para poder buscar sempre novos caminhos.

Achas que é melhor de sonoplastia ou locução?

(Risos) Ri alto agora. Ah, acho que minha locução tá "pau a pau" com a minha função de operadora de áudio. Tenho os dois Drt's (Risos)

Já fez rádio AM?

Não.

Tem vontade?

Pra falar a verdade hoje não, mas um dia quem sabe, né?

Qual a diferença entre ouvir e escutar rádio pra você?


Tem rádios que eu gosto de ouvir. Outras eu gosto de escutar para ter referências positivas e negativas. As que eu gosto de ouvir são aquelas que tocam o estilo de música que eu estou buscando naquele momento Já as que eu gosto de escutar são aquelas que em certos horários estão no ar os locutores que eu gosto.

Qual foi o pior mico que já pagou diante dos microfones?


Nossa, nunca vou esquecer. Rolou um pico de energia, a rádio saiu do ar e voltou rapidamente. Não consegui ligar o computador, o danado não ligava, não tinha equipamento de apoio no estúdio, falei um palavrão com "força" e quando voltou a força elétrica o botão de ON e OFF ligou sozinho. Ou seja, foi pro ar. O telefone tocou, era um ouvinte que perguntou: "tá nervosa, Rosângela? Olhei pra mesa, microfone ligado. Tremi na base. (Risos)

Como é que pintou fazer Transamérica?

Em 2006 quando "fui saída" da 98 A Rádio Rock de Santos, vim para São Paulo tentar a sorte em alguma rádio. Peguei meu pilotinho e fui em duas rádios. Nem se quer tive a chance de entregá-lo em mãos dos coordenadores. Ai pensei: "caramba, nem vou nas outras". (Risos) Conversando com uma amiga, (Claudia Martthins) contei pra ela que não ia mais tentar e blá blá blá ... (Risos) Foi então quando ela disse: "Rô, porque você não vai na Transamérica?" Pensei comigo: "não consegui entregar meu piloto para os coordenadores das rádios "X,Y,Z", vou conseguir na Transamérica? Até parece, né!" Ai ela disse, que tinha um amigo que trabalhava na rádio e que não tinha dúvidas de que ele irá me receber. Esse amigo era o Ronaldo Rezende, que era coordenador da Transamérica Hits. Me atendeu, foi super gentil, inclusive ouviu o meu piloto enquanto estávamos lá conversando e disse: "olha, o seu piloto é muito bom, mas tem tudo a ver com a Transamérica Pop. Os coordenadores não se encontram no momento, mas vou mostrar para eles, pode ficar tranquila". Me mostrou as dependências da rádio e fiquei encantada com tudo aquilo. Na verdade foi a primeira vez que pisei em uma rádio em São Paulo, por que nas outras, não tinha nem passado da recepção. Em 2007 (1 ano depois) fui chamada para um teste. A Gislaine Martins me ligou, mas não rolou. Em 2008 recebi outra ligação da própria Gi, me dizendo que tinha uma vaga. Desde então estou na Transamérica.

Que horas é o seu programa na rádio?

Estou na Transamérica todos os dias das 14:00 as 15:00 ao lado do Deejay Double C no Adrenalina e das 23:00 as 02:00.

Quanto tempo de casa já?

Quatro anos na Transamérica Pop.

Está fazendo TV?

Eita, vazou! Só posso dizer no momento que estou em um projeto, mas não é exclusivamente ligado a imagem na TV.

Não pode adiantar nada?

Não Tuba. (Risos) Num posso mesmo ainda.

Com a tecnologia avançando sem precedentes, qual a sua opinião sobre o rádio no futuro?

Eu não tenho melindres em dizer que para mim, locutor de rádio é aquele que já fez ou faz rádio seja AM ou FM, é o que está no ar em atividade ou já trabalhou em uma rádio de verdade. Não sou a favor de locutores de rádios na internet que se quer sabem o que é passar o Natal em escala ou o Revéillon longe da família. Não sabe o que é OFF, não sabe o que é ter tempo cronometrado para gravar um comercial ... tem muita porcaria na internet tirando o valor real que tem um profissional que estudou para ser o que é. Hoje qualquer um se diz locutor e isso é péssimo. O avanço tecnológico na minha opinião contribui bastante ao contrário do que muitos pensam. Já ouvi colegas de profissão dizerem que toda essa "modernização" fará com que o rádio suma em um futuro próximo. Eu acho que não, pois somos nós que conduzimos todo esse avanço, somos nós que temos o controle da situação de certa forma e se usarmos tudo isso a nosso favor, só teremos a ganhar. A tecnologia está presente em tudo se olharmos ao nosso redor. Não é porque existe uma cafeteira top de linha que o café de coador deixou de existir, não é mesmo?

Qual a sua opinião sobre o DRT?


Pra mim o DRT é o passaporte para o respeito, porém não serve para nada se o portador não sabe "para onde ir".

Nesses dias tão frios, tem alguma receita infalível contra rouquidão ou preparativos que antecedem a sua entrada no ar?

Tenho a sorte de não sofrer com esses problemas, nem me cuido em excesso. Só evito beber (tudo) muito gelado.

Exerce alguma outra função na profissão?

Não não. Só voz mesmo.

O que gosta de fazer além do rádio? Tem algum hobby?


Gosto de sair, dançar, ir aos shows, baladas. Adoro, sou da noite.

Qual seria ou o que gostaria de fazer quando encerrasse a carreira no rádio?

Nem penso nisso.

Qual seria o seu conselho pra quem agora pretende se enveredar como radialista?


Falo isso pra todo mundo que me pergunta. Estude, se é isso mesmo que quer. Tenha propriedade para abrir o microfone e não fazer feio.

Qual seria a principal virtude que uma pessoa teria que ter para se tornar uma grande profissional do rádio?

Bom senso sempre. Para profissional do rádio e em tudo na vida em qualquer situação.

Onde te encontrar nas redes sociais, Rô?

No Twitter sou @ARosangelaNunes e no Facebook Rosangela Nunes.

Quero agradecer te agradecer pela entrevista de hoje, Rosângela. Muito obrigado. Suas considerações finais.

Valeu Tuba e toda galera do Tudo Rádio. Muito obrigada pela oportunidade. Reforço aqui que é uma honra dividir um pouco da minha vida com vocês e passar minhas experiências no rádio. Boa sorte para todos sempre e sucesso.

Bate Bola

Eu sou: @ARosangelaNunes
Mas poderia ser: aquela menina que tentou e não conseguiu.
Transamérica: minha segunda casa.
Um fone: o da pizzaria (Risos) Brincadeira! O Meu MDR 7506.
Um microfone: o bem regulado.
Rádio: tem gente que acha que é fácil.
MD X Denon: MD.
Vinil X CD: CD.
Time do coração: Santos.
Meu pior defeito no ar: acontece sempre quando estou desatenta.
São Paulo: mal necessário.
Santos: São Vicente, Praia Grande, Guarujá ... amo o Litoral.
Meu recorde: ai, não tenho.
Uma música: todas do Cazuza.
WAV X MP3: MP3 320k.
Uma pessoa especial: minha mãe que tá no céu, a mais especial de todas.
Agradeço: os erros que me fizeram aprender e me mostraram o que é certo de verdade.
Uma Voz: putz, sem dúvidas, a voz inconfundível da Gislaine Martins.
Um radialista: o Roberto Hais.
Quando ligo o microfone: ... tem que ser "com força".
Rosângela Nunes por Rosângela Nunes: isso tudo ou só isso até agora.

Tags: Transamérica

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Rodrigo Viriatto

Rodrigo Viriatto, conhecido no meio como Tubaraum. Quatorze anos como locutor, profissional formado. Atualmente está na Sete Colinas FM em Uberaba/MG, mas já teve passagens por algumas rádios da cidade e região do Triângulo Mineiro. Futuro jornalista, tem 34 anos de idade e é mineiro de Itaúna.



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