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Quinta-Feira, 13 de Junho de 2013 @ 15:00

Rodrigo Neves

Faixa AM deverá deixar de ser utilizada após a migração total para o FM
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Hoje o rádio está passando por um de seus momentos mais movimentados e decisivos no Brasil e um dos motivadores dessas mudanças é a atual gestão da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo). Presidida por Rodrigo Neves, a AESP tem travado uma batalha para encontrar uma solução definitiva para o rádio AM brasileiro. O resultado: a migração das rádios AMs para o chamado FM estendido (canais 5 e 6 de TV analógica) ou simplesmente a realocação de estações AMs para a faixa convencional do FM em determinados casos. 

Todas essas mudanças geram dúvidas. O Tudo Rádio listou os principais questionamentos enviados pelos visitantes do portal e realizou a partir desses pontos uma entrevista exclusiva com Rodrigo Neves da AESP (e também do Grupo Bandeirantes de Comunicação - sede Campinas). Falamos sobre migração do AM para o FM estendido, para o FM convecional, a situação dos grandes centros, digitalização, prazos, entre outras questões. Boa leitura.


A migração para os canais entre 88 a 108 MHz já deverá ser realizada a partir do segundo semestre, correto? Qual o parâmetro que o Ministério das Comunicações vai utilizar para definir quais regiões irão utilizar o FM estendido?

Dos 5570 municípios brasileiros, apenas duzentos enfrentam o problema de falta de espectro. Serão estes municípios das Regiões Metropolitanas que irão para o FM estendido.

Os grandes centros ou regiões de grande concentração de rádios em FM ficarão obrigatoriamente com a migração para o FM estendido?

Sim.

Sobre as AMs que utilizarão a faixa “convencional” de FM, qual será o critério para definir a potência e o alcance de cada rádio?

Para todos será a equivalência do primeiro contorno diurno de cada emissora.

Regiões como interior paulista, norte do Paraná, sul de Minas e norte catarinense e serra gaúcha são conhecidas pela extensa lista de FMs com sintonias próximas entre canais já existentes. Com base nesse quadro de acumulo de canais, além de novas situações que serão criadas com a migração, as FMs atuais poderão sofrer algum risco de terem suas coberturas de sinal regional reduzidas devido a presença de mais rádios na faixa FM (vindas do AM)?

Todos os contornos protegidos serão mantidos, não existe hipótese de que para resolver um problema se crie outro.

Mudaremos a forma de ouvir rádio em FM? Por exemplo: existem regiões cuja topografia aliada ao porte técnico da emissora recebem sinais de FMs distantes. Isso será algo raro após o aumento de rádios nas faixas 88 a 108?

Nas 10 classes de FMs existentes, o contorno começa com um raio de 7,5 kms para classe C e vai até 78 kms para uma Classe E1. Portanto uma FM pode ir de local a regional.

Você disse que a migração das rádios poderá ser feito por meio de Medida Provisória. Com isso, o projeto continua para ser votado no Congresso Nacional ou encerra-se esse assunto com a assinatura da presidente Dilma Rousseff?

Gostaríamos que fosse por medida provisória pela sua rapidez. Mas o assunto também deverá ser apreciado pelo Congresso.

Sabemos que muitas rádios AMs terão dificuldade em fazer a migração, principalmente pela questão dos custos, devido a aquisição de novo parque de transmissão, incluindo o terreno, que já em muitos casos, o terreno onde é instalada uma antena de AM é inviável ter uma FM. O governo dará algum incentivo ou ajuda para essas rádios? Ou pelo menos qual seria a orientação nesses casos?

Normalmente as AMs são instaladas em terrenos baixos e nestes casos não deverão ser utilizados. O FM precisa de um nível médio de terreno positivo, isto é, que a localização da torre esteja visualmente acima da maior parte da área a ser coberta pelo serviço. Embora haja linhas de crédito em bancos públicos e privados, nós defendemos que haja uma linha de crédito especial para migração para fomentar a indústria brasileira.

Sobre a entrevista concedida à Rádio Clube de Araras (SP), você falou que, assim que as rádios migrarem para o FM, elas terão que desligar o transmissão da AM. O que vai acontecer com o espectro AM? Ele será desativado de vez?

Essa é a ideia, quem migrar para a atual faixa de FM faça o desligamento imediato do AM. Quem for para o FM estendido terá um tempo de simulcasting.

Em notícias recentes, foi divulgado que o Ministério das Comunicações pretende fazer novos testes com o rádio digital nas faixas de Ondas Médias, Curtas e Tropicais. Isso seria uma sobrevida para essas faixas ou a intenção é manter apenas o FM como espectro para as rádios?

A migração do AM para FM é a prioridade.

Existe um prazo máximo definido para a migração das AMs para a faixa atual do FM?

O Minicom deve divulgar um cronograma.

A partir de quando as AMs das grandes cidades (ou regiões de alta concentração de rádio) migrarão para a faixa estendida do FM e qual o prazo para elas?

Onde couber no espaço do 5 ou 6 será simultâneo, onde não puder será necessário esperar o desligamento destes canais.

Como ficam as rádios AMs que não quiserem fazer a migração? Elas poderão ter suas concessões cassadas?

Acredito que só existirão FMs.

Emissoras de grandes centros como as rádios AMs de São Paulo, a migração será para o FM estendido. Porém nesse caso não haverá desligamento imediato da AM após o inicio da transmissão em FM, correto? Haverá um tempo para o ouvinte, rádio e o mercado se adaptarem ao FM estendido? Se sim, quanto tempo teremos de transmissão simultânea entre AM e FM estendido?

O Minicom, a princípio, entende que dois anos e um prazo para a convivência dos dois sistemas simultaneamente.

Haverá um incentivo para a produção e aquisição de rádios com faixa FM estendida? Hoje eles são raros no mercado nacional ou dependentes da mudança de uma configuração interna (para a banda asiática que inicia em 76 MHz). O público deverá se adaptar fácil a essa nova realidade de sintonia?

O projeto de migração deve contemplar este parâmetro para a indústria. Vale lembrar que hoje já existem 6 modelos de rádios com a faixa estendida sendo fabricado no Brasil. Eles são comercializados como rádios que captam o som da tv.

Por fim, já agradecendo a sua atenção e as dúvidas tiradas, como ficam as rádios AMs que hoje contam com grande alcance, como as rádios Bandeirantes, Gaúcha, Record, Super Rádio Tupi, Jovem Pan, Globo, entre outras?

A cobertura do FM é menor que o do AM, o primeiro contorno diurno será o parâmetro para a definição de classe nesta migração. Algumas destes emissoras tinham canais internacionais que deixaram ser existir nos anos 90. Hoje muitas emissoras estão na internet ou em algum aplicativo o que na prática significa acessibilidade em qualquer lugar onde existir acesso a web.

 

Tags: Rodrigo Neves, AESP, migração do AM para o FM, FM estendido

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Carlos Massaro

Carlos Massaro atua como radialista e jornalista e é formado em Direito. Já coordenou artisticamente uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré. Atua pelo tudoradio.com desde 2009, responsável pela atualização diária da redação do portal.



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