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Segunda-Feira, 04 de Novembro de 2013 @ 00:00

Eduardo Cappia

O Tudo Rádio entrevista Eduardo Cappia sobre a migração do AM para o FM.
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O tema migração das rádios AMs para a faixa FM (e FM estendido) está quente no meio radiofônico. Para tirar algumas dúvidas antes do decreto o Tudo Rádio bateu um papo com Eduardo Cappia sobre o assunto. O profissional é engenheiro eletricista, habilitado em eletrônica e comunicações, diretor e membro do comitê técnico da Aesp, vice diretor de Rádio da SET, Sociedade de Engenharia de Televisão, membro do Conselho Consultivo do Rádio Digital do Ministério das Comunicações e diretor da EMC Solução em Telecomunicações. Boa leitura!

O que os radiodifusores podem esperar com a migração das OMs para o FM?

A mudança da para a faixa de FM é a possibilidade da melhora da difusão do conteúdo OM, com salto de qualidade do áudio. Espera-se uma recuperação da declinante audiência do OM, que só apresenta destaque para faixas etárias acima de 50 (cinquenta) anos.

A assinatura do decreto será no dia 7. A partir de quando teremos as primeiras rádios OMs no FM?

Após a assinatura teremos a edição de Regulamento específico para a Migração, com previsão de conclusão de detalhes e fixação de valores pela adaptação da outorga de Onda Média para Frequência Modulada, o que deve retardar para meados do próximo ano as operações efetivas das novas primeiras emissoras em FM, considerados prazos de tramitação processual.

Na sua opinião, existe alguma possibilidade de digitalização do espectro OM, com a iminente migração?

A digitalização é um processo a parte que pode até em algum momento apresentar situação de aplicação para o OM. Entretanto, por experiência própria com relação ao crescente ruído elétrico não vemos mais essa possibilidade como modelo de negócio pelas limitações dos 10 kHz da banda da OM.

Já como a largura espectral (banda utilizável) do canal FM é de 200 kHz muitas novidades ainda poderão advir neste cenário com adoção de novos encoders e mesmo com a evolução dos Padrões HD e DRM que terão novos testes a partir de janeiro de 2014.

O apelo para a digitalização, neste momento está em plano secundário.

A migração será obrigatória?

A migração não é um processo compulsório, porém a oportunidade pode ser única. Evidentemente que analisados os prós e contras, cada empresário do setor fará a opção pela a adaptação da outorga observando a relação custo beneficio. As emissoras de baixa potência em OM até 10 kW serão as imediatamente beneficiadas pela qualidade e cobertura, considerando também a questão da operação noturna que tanto desestimula a maioria das emissoras de Onda Média a permanecerem no AR a noite!

E quem não quiser migrar, como ficará? O espectro AM será extinto?

Quem não migrar ficará na faixa atual enquanto interessar, ou enquanto justificar sua operação. Entendemos que algumas emissoras de Classe A, de cobertura nacional não migrarão, ou não terão interesse na migração considerando que a cobertura FM, ainda que com qualidade superior, não consegue faze-lo eficientemente como faz a OM para os locais mais distantes considerando a cobertura noturna destas emissoras.

O faixa OM não será extinta, pois existem emissoras de Onda Média que ainda são utilizadas no auxilio à navegação aérea.

Como será feito o cálculo de valores dos canais FM para a migração?

O cálculo considerará a diferença entre os valores pela outorga entre a FM e a OM. Esses valores seguem os valores pela outorga e serão informados oportunamente pelo Ministério das Comunicações à aqueles que solicitarem a migração.

Haverá um prazo para transmissão simultânea para as rádios que migrarem para o dial atual?

O Decreto pode trazer um curto prazo para a operação simultânea de poucos anos, por exemplo 1 (hum) ano, para a faixa convencional FM, ou seja de 88 a 108 MHz, ou mesmo o desligamento da OM assim que migrar para o FM.

Já para a faixa estendida, que depende ainda de um universo de receptores que operem de 76 a 108 MHz, esse prazo deverá ser muito maior.

Qual a previsão para que o dial FM seja estendido?

A extensão do dial entre 76 e 88 MHz, (canais 05 e 06 de TV) depende da evolução da implantação da Televisão Digital, com o desligamento analógico previsto a partir de 2015.

Como será feita a escolha dos canais?

A ocupação dos canais FM, dependerá da viabilidade técnica de operação das estações, respeitada Norma Técnica FM regulamentadora que estabelece as questões de interferência entre os canais e suas coberturas.

Como ficarão as potências das rádios que farão a migração?

De alguma maneira espera-se a adoção de potências equivalentes, sempre que possível, e considerando as frequências das OM s migrantes, o que seria mais justo já que as frequências baixas OM tem cobertura sempre muito maior que as que utilizam frequências altas, para uma mesma potência.

Rádios com débitos com o Ministério das Comunicações ou com outros órgãos poderão migrar?

Essa questão ou esse ponto nos parece primordial e definitiva, pois não se pode prosseguir em quaisquer de serviço público concessionado ou permitido, em que haja débito com o erário público.

Como serão determinadas as cidades que terão OM em FM na faixa convencional e quais aquelas que terão na faixa estendido.

A determinação será a da existência da viabilidade de alocação de novos canais vagos em Frequência Modulada.

Há previsão de alguma capital no FM convencional?

Muito provavelmente algumas da Região Norte ou Nordeste, considerada a vigência da atual Norma Técnica FM e seus parâmetros limitadores.

Cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e Bauru terão FM estendido?

Mantidos os atuais preceitos técnicos de viabilidade somente terão possibilidade de migração para a faixa estendida. Mesmo que se encontre um ou outro canal na faixa convencional não será suficiente para acomodar as emissoras migrantes, com os níveis de potência equivalentes.

As emissoras de Onda Média de baixa potência, 250 watts, caráter local, que não migrarem estão fadadas a desaparecerem sufocadas pelo ruído elétrico, ainda que fosse permitido continuarem em operação.

A migração é uma necessidade da radiodifusão para preservação do conteúdo das emissoras em Onda Média. É a chance que se esperava da oxigenação de uma modalidade de veiculação em fase de extermínio e terminal, como atestam as pesquisas de audiência.

Radiodifusores devem exercer sua prerrogativa de migrar no prazo que será fixado pelo Decreto, com prudência, estudadas todas as possibilidades consideradas as questões técnicas e financeiras do investimento. Haverá tempo para as análises!

Vamos em frente e seguimos pelo melhor!

Tags: Migração AM, radiodifusão, concessão, Ministério das Comunicações, Brasília, AESP

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Carlos Massaro

Carlos Massaro atua como radialista e jornalista e é formado em Direito. Já coordenou artisticamente uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré. Atua pelo tudoradio.com desde 2009, responsável pela atualização diária da redação do portal.



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