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Sexta-Feira, 19 de Setembro de 2014 @ 00:00

Beto Keller

Batemos um papo com Beto Keller, locutor com 25 anos de carreira e que está na Jovem Pan FM
Teste

O Tudo Rádio entrevista um dos principais nomes do rádio pop/jovem de São Paulo. Beto Keller, que atualmente é locutor da Jovem Pan FM 100.9 de São Paulo e atua também pela rede, tem passagens por várias emissoras desse segmento e ele vai contar um pouco de sua trajetória.

Como sempre, começamos a entrevista perguntando como e quando você começou sua carreira no rádio?

Olá, Massaro e amigos do Tudo Rádio!
Bem, minha paixão pelo rádio surgiu por volta dos 10 anos de idade. Em 1981. Meu irmão mais velho ficava ouvindo um rádio Aiko durante a noite, na beliche, na hora de dormirmos. Eu ficava ouvindo a rádio América e curtia grandes hits de grupos como Chicago, Survivor, Steve Muller Band, além de Roberto Carlos e outros sucessos nacionais.

Além de minha mãe que, religiosamente, acordava às 5 da manhã, ouvindo Rádio AM e comunicadores como Eli Correa, Zé Bettio, Paulinho Boa Pessoa e outros, claro, com os grandes hits populares da época.

Lembro que em 1981, ganhei meu primeiro rádio gravador Phillips. Não tinha nem o botão "pause", ainda...rs. Pra mim, aquilo era a internet da época, rs. Só queria saber de gravar as músicas e ouvir os locutores. Me lembro da antiga Antena 1 “O mundo mágico do som”. Curti até 1982. Então, em 1983, me apaixonei pela Bandeirantes FM. Era maluco por aquela rádio (que tinha em sua programação musical tocando mais Balanços e Break music ). Me tornei ,então, um ouvinte voraz, e ganhava muitos prêmios ligando para as emissoras e participando no ar e, desde cedo, ganhando LP’s, ingressos para shows, camisetas e outras bugigangas.

Em 1984, os locutores da Bandeirantes FM foram contratados pela Pool FM. Aí, foi um sonho! Que rádio fantástica! Tipo New York City em São Paulo. Eu ficava imaginando, viajando nas músicas e nas informações de comunicadores como Julinho Mazzei, Edmir Rabelo, Pablo Pablo e nas mixagens dos Dj’s Gregão e Greguinho, Iraí Campos, Ricardo Guedes e outros. Fui muito influenciado. E depois tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com estas feras. Curtia também a Jovem Pan, fase memorável de Serginho Leite e Paulinho Leite (seu irmão). Cheguei, em uma promoção, a cantar o jingle do sanduíche mais famoso, em seu lançamento, no ar, com o Serginho e ganhar um vale Big Mac.

Aí, veio a fase New Wave e danceterias, e o grande sucesso da Rádio Cidade. Não teve como não embarcar nessa onda. As garotas todas curtiam muito mais os sons das bandas pop rock, do que as batidas fortes do Break. Novamente, acompanhei tudo, ganhando prêmios, participando ao vivo, com os locutores Tavinho Seschi, Bob Floriano, Rony Magrini, Sandra Grotti, Celso Giunti, Vini França. A Cidade foi 1º lugar e promovia os shows das principais bandas. Vi surgir talentos como RPM, banda Zero, Ira, Kid Abelha, Legião, Camisa de Vênus, Ultraje à Rigor, são tantas. Fui ao show de todas. E normalmente, sempre ganhando ingressos. Não só para mim, como pra toda a turma da rua.

Bem, comecei a trabalhar cedo, em 1985, no CPD da Santa Casa de SP, como mensageiro. Chegou a responsabilidade. Foram 4 anos (dos 14 aos 18), onde, depois, fui promovido a escriturário e auxiliar de treinamento (pela minha facilidade em comunicação). Nem por isso deixei de acompanhar o rádio. Pelo contrário. Continuei curtindo em 1986 e 1987 a Rádio 89 FM (na melhor fase da Rádio Rock) e a Transamérica (época dos monstros Binho Palli e Delphis), depois em 1988 e 1989 a Jovem Pan. Época da Jovem Pan Diet (mais músicas / menos repetições). E novamente a Transamérica (já com muita irreverência e promoções malucas brigando diretamente com a Pan).

Admirava muito o trabalho do Julinho Mazzei e Emílio Surita.

Daí então, fiz o teste, aos 18 anos para o curso de Locução no Senac. E de 180 pessoas, passei em 3º lugar. Aquilo mexeu comigo. Pensei: “Quer saber? Vou atrás de meu sonho” . Larguei meu emprego (Santa Casa) em plena fase militar (ai meu Deus, e se eu fosse recrutado?) e arrisquei tudo. Comecei o curso de locução em junho de 1989 e finalizei em 27 de setembro. Fui indicado para um teste, por meu amigo Ítalo Marchezini (que conheci na 89 FM) e minha primeira oportunidade foi dada pelo, então, coordenador da Rádio Antena 1 de Atibaia pelo Fabinho Granger (hoje na Educadora FM Campinas). Estreei em 10 de Outubro de 1989!

E em fevereiro de 1990, dispensado do Exército! Ufa!

Antes de chegar a São Paulo, você passou por outra rádio no interior né?

Sim, mas foi bem rápido, até porque sou da capital. Trabalhei 2 meses na Antena 1 de Atibaia, e logo fui chamado pra Rádio Cidade de Itu. Onde fiquei 1 mês. Na sequência, já fui chamado pra minha 1ª rádio em São Paulo!

Como foi sua contratação pela FM Record?

Queria porque queria trabalhar em SP. O interior era um aprendizado para mim. E foi muito importante. Mas, não queria mais ficar dormindo no chão do estúdio ou no quartinho (quase toda rádio tem um quartinho pros locutores dormirem). Então, comecei a mandar pilotos para as rádios que eu considerava as “mais fracas”. Digo, onde eu ouvia locutores que eu considerava “razoáveis”, eu enviava. Sabia que com 18 anos e sem experiência, não seria contratado na Jovem Pan, por exemplo.

Então, enviei um piloto pra FM Record. Fita cassete, é mole? rs. Ainda não existia a nomenclatura “Nova”. Fui chamado também para um teste na rádio Brasil 2000. Fiz primeiro o teste da Brasil (um teste de inglês, praticamente) com o Maia. E fui aprovado. Coincidentemente, no mesmo dia, e olha que eu já estava feliz da vida, fui chamado pelo Cris Correia da FM Record, que estava auxiliando o coordenador Edvaldo Ferraz. Aceitei o convite do Cris (que me conheceu na Antena 1 de Atibaia) e pelo fato de a “Record” ter na época um nome mais forte.

Estreei em SP, em fevereiro de 1990, com o programa “Os embalos de Sábado a Noite”. Veja só, com 18 anos e apresentando um programa de flashbacks.

Essa rádio foi o celeiro de grandes locutores jovens que estão atuando hoje. Como foi fazer parte dessa equipe?

Sim, depois de alguns meses, a rádio definiu seu perfil como jovem e no segmento dance.

O diretor era o senhor Celso Fujita. Fez uma parceria com a New Images (Vagner Sued e Porquinho), que importava discos (só os grandes hits do mundo). Adorei! Era tudo o que eu queria! Tive a oportunidade de trabalhar com alguns monstros sagrados já citados e conhecer outros, como Serginho Caffé, Eduardo Mello, Roberto Hais, Banana, Leandro Resende e Alexandre Medeiros. Isso, na fase dance (1990 a 1992). Depois, de 1992 a 1996, um sem número de locutores como Bob Fernandes, Silas de Oliveira, Ivon Ribeiro, Ritchie, Gislaine Martins, Luis Laffei, Roberto Hais. Ufa! Muita gente boa.

Aquela rádio deixou uma legião de fãs (eu sou um deles) que até hoje sente falta dela. Você estava na equipe quando houve a interrupção do projeto?

Estive do primeiro ao último dia. De quando tudo começou em junho de 1990 até 29 de fevereiro de 1996 (ano bissexto). Passei por todas as fases. As boas, as ótimas e outras não tão boas. Mas, foi uma época memorável. Inesquecível.

Sim, até hoje, recebo quase que diariamente, recados de ouvintes que curtiam a Nova FM, por seu jeito descontraído, irreverência, promoções malucas e, claro, as melhores músicas!

Após deixar a Nova FM, qual foi seu destino? Foi a Transamérica?

Sim, dez dias depois, direto para a Transamérica. Meu amigo Zé Américo do Café com Bobagem me ligou e disse que teria surgido uma vaga por lá. Que sonho! Fui, e quem me recebeu e não pediu nem teste, foi o Marcelo Nascimento. Sou muito grato a ele pela oportunidade. Lá, pude falar para todo o Brasil em um formato inovador de multigeração de programas via satélite. Foi fantástico!

Fiquei por lá de 1996 até o final do ano 2000. Tínhamos um time de locutores imbatível. Vamos lá: Luirivan Riveglini (Lui), Windson Clay, Flávio Siqueira, Ricardo San, Domênico Gatto, Fábio Felix, Serginho Mendes, Sérgio Duarte, Banana, Ruy Balla, Ciro Botinni, meu Deus... muita gente boa. Apresentei de Naftalina a Adrenalina, passando pelo Filé Mignon Transamérica, Rádio Escuta. Até o Rodeio Transamérica eu apresentei.

Apesar de você se destacar em rádios jovens, esse não foi o único segmento que trabalhou depois da Nova FM Record, né?

Sim, é bem verdade. Temos de ser versáteis, não é? Trabalhei também em rádios Gospel populares, como a extinta Ômega FM (1999 até 2002), Nossa Rádio (2006) e Rádio Vida (2008). Além das rádios 89 FM A Rádio Rock entre 2005 e 2006, e neste meio tempo, simultaneamente, trabalhei 10 anos na Rádio Energia 97 FM (de 2001 até 2011) sempre com o melhor da música eletrônica, com os principais DJ’s da cena e apresentando programas como Radio Dj, Vibe 97, Night Sessions, Clubtronic e eventualmente Energia na Véia.
Daí, tinha um grande feedback dos meus bons e velhos ouvintes da antiga Nova FM! O resultado no ar era fantástico!

Atualmente você está na Jovem Pan FM. Conte para nós um pouco dessa experiência.

Para mim, foi a realização de um sonho. Era a rádio que eu sempre imaginei trabalhar, mas, era muito difícil quando eu era mais mulecão. Eis que, 3 dias depois que saí da 97 FM, surgiu a oportunidade de trabalhar na rádio que eu sempre sonhei. Sou muito agradecido ao Marcelo Eduardo pela oportunidade, e aos amigos JB, Bob Fernandes e Paulo Ramos, que me deram suporte. Graças a Deus, sou ficha limpa. E nessa hora, conta muito o caráter da pessoa.

Não hesitei e aceitei na hora o convite. Completei 3 anos de Jovem Pan no último mês de agosto. É uma alegria fazer parte da maior rede de rádios do Brasil. E meu maior prazer é apresentar o programa Na Balada JP, sempre com os principais lançamentos e sets mixados pelos DJ’s Lalá Moreira e Gabirú, com muita interatividade pelas redes sociais. Os ouvintes são fantásticos!

Você está completando 25 anos de carreira. Vai ter alguma comemoração especial? Quais são os planos?

Sim, não é sempre que se atinge uma meta como essa. São 25 anos no ar, ininterruptamente. Estou muito feliz e agradeço muito a Deus por isso. Pretendo fazer uma festa, contando com minha família, meus amigos e ouvintes, DJ’s e também profissionais do rádio, em uma casa noturna em São Paulo, com a apresentação de uma banda. Além de, em outro evento, uma degustação de vinhos, para brindarmos esta data tão especial pra mim.

Você tem feito outros trabalhos fora o rádio?

Justamente, além da minha paixão pelo rádio, sou também um entusiasta e apaixonado por vinhos. Há 15 anos estudo e aprecio essa milenar bebida. Sou enófilo e consultor. Também represento comercialmente uma importadora de vinhos de SP. Além disso, estou trabalhando a Banda “Backfield Rock” de São Bernardo do Campo, duas vezes finalista do WebFestValda. Talento Raro no segmento jovem! Isso, sem contar apresentação de eventos, festas de flashback e gravações.

Agradecemos muito a sua disponibilidade em nos conceder essa entrevista. Gostaria que você deixasse uma mensagem aos nossos radionautas que pretendem se tornar locutores e também para quem já está na área.

Muito obrigado a todos. Estou muito feliz de conceder esta entrevista e contar um pouquinho de minha história no rádio. O que eu posso dizer a você que, como eu , sonha ou sonhou em trabalhar em rádio? Acredite! É preciso ter talento, perseverança, profissionalismo, bons amigos, e muita fé em Deus. Ele sabe o que faz! A sua história também já está escrita. Acredite!

Tags: Jovem Pan FM, Beto Keller, entrevista, São Paulo

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Carlos Massaro

Carlos Massaro é de São Paulo e atua como radialista e jornalista. O profissional vai ao ar nos finais de semana na Rádio Brasil (brasilwebradio.com) e integra a equipe jornalística da rádio Regional AM de Palmital. Já coordenou uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré.



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