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Segunda-Feira, 11 de Maio de 2015 @ 00:00

Marco Moretto

Bate-papo com Marco Moretto sobre a trajetória de uma FM no interior paulista, NAB Show e tendências para o meio.
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Voltamos com mais um ciclo de entrevistas no Tudo Rádio, com nomes que podem contribuir de alguma forma com o crescimento do nosso querido rádio. Hoje o Tudo Rádio tem o prazer de contar um pouco mais sobre o trabalho de Marco Moretto, diretor da Hot 107 FM 107.7 de Lençois Paulista (SP).

Moretto é responsável por uma emissora que conseguiu fechar a equação que incomoda a maioria das rádios do interior do país: juntar qualidade, obter faturamento em centros pequenos e médios, investir em técnica, pessoal e na parte artística. A partir disso a emissora segue investindo para poder alcançar voos maiores.

Acompanhe o papo que tivemos com Moretto que, além de contar a trajetória da Hot 107, também abordamos a NAB Show 2015, expectativas do meio, internet, entre outros temas.

Boa leitura a todos!

Marco, antes de começar perguntando como começou a sua carreira no rádio, melhor iniciarmos da seguinte forma: como e quando você passou a ter interesse no rádio?

O amor pelo rádio surgiu há muitos e muitos anos com o meu avô Dr. Marco Moretto. A herança foi passada ao meu tio José Antônio Orsi (Zequinha), até que por fim a mim. Desde pequeno, sempre manifestei gostar muito de música e rádio, tanto é que nos meus aniversários minha família me presenteava com mesa de som, microfone, instrumento musical, etc. Quando completei 11 anos de idade comecei a frequentar a emissora e, durante todo esse tempo, procurei estudar muito sobre rádio. Hoje, continuo aprendendo diariamente, principalmente com os meus erros.

E na Hot 107 FM? Como foi a sua participação nos primeiros anos da rádio até chegar a coordenação? Quando foi o momento que você assumiu essa função de dirigir a rádio?

Quando eu entrei na rádio tinha apenas 11 anos, tanto é que estudava no período da manhã e toda tarde estava na emissora. Nas férias não queria saber de viajar ou fazer qualquer outra coisa. Na verdade, era rádio o dia todo. Foram momentos inesquecíveis no começo, tudo muito mágico e maravilhoso! Aprendia uma novidade a cada segundo. Comecei montando um boletim de notícias que ia ao ar toda Sexta-Feira, às 07:50 da manhã. Depois vieram as vinhetas, chamadas, plásticas para programas, entre tantas e outras coisas. Porém, com o passar do tempo, junto com o meu próprio amadurecimento, percebi que o rádio não vivia apenas do artístico, é necessário a junção dele com o comercial da emissora e ambos trabalharem simultaneamente. Foi a partir desse momento que houverem algumas mudanças e a minha responsabilidade começou a aumentar.

A Hot 107 chegou a ser afiliada de uma rede (a Mix FM), correto? Esse período serviu de que forma para o desenvolvimento da emissora?

Sim, nós fomos afiliados a Rede Mix de Rádio por alguns meses. Esse período foi muito importante tanto para mim, quanto para o desenvolvimento da emissora. Isso aconteceu no período compreendido entre final de 2006 e começo de 2007, logo na época em que eu entrei na rádio. A Mix 106,3 estava passando por um momento muito bom em São Paulo, consequentemente o modelo adotado pela rádio estava também sendo trabalhado na Rede, portanto logo quando eu entrei no rádio, tive oportunidade de aprender com a rádio que estava disputando as primeiras posições gerais do maior mercado do Brasil, o de São Paulo. Isso foi muito bom, pois todo o aprendizado do artístico e comercial que tive, levo até hoje comigo.

Apesar de estar situada no interior de São Paulo e numa região bem populosa, a cidade-sede da Hot 107 FM é um município com cerca de 70 mil habitantes. Como criar uma rádio de destaque a partir de um local com esse porte?

Lençóis Paulista, com 70 mil habitantes, foi a cidade que nos acolheu para sediar a rádio. Possuímos um imenso carinho e gratidão, pois ela nos proporciona todos os dias o combustível suficiente para a expansão da Hot107. Na verdade, o projeto da emissora, desde o seu início, foi sempre ser uma rádio regional, com objetivo de atender o maior número de cidades possíveis, isto porque, a nossa região (Centro-Oeste Paulista) é composta por vários municípios altamente desenvolvidos, com uma grande força econômica, movida principalmente pelo comércio e indústria.
A cultura de ser uma rádio regional é trabalhada desde o primeiro dia em que a Hot107 foi ao ar, portanto após quase 10 anos, que iremos completar no próximo dia 13 de Junho, orgulhamo-nos em dizer que temos ouvintes e clientes de toda região, fruto de uma equipe altamente qualificada e empenhada em realizar um trabalho digno de elogios em todas as cidades, sem exceção, do Centro-Oeste Paulista.

A Hot 107 FM é uma emissora regional pelo que notamos nas participações da audiência e na venda comercial da rádio. Como vocês conseguiram alcançar esse patamar e, além de Lençóis Paulista, quais os outros centros considerados vitais para a 107.7 FM?

Ser uma rádio regional é algo que requer muito cuidado e atenção da equipe, pois acreditamos que o rádio é um reflexo da cultura local, isto é, da população de onde ele está, portanto é necessário ter a sabedoria de conversar com toda a região, da forma em que todas as pessoas, independentemente da cidade que estejam, se sintam em casa ouvindo a Hot107.
Para ter uma participação na audiência e venda comercial da rádio em toda região, trabalhamos intensamente em promoções, ações promocionais, treinamentos para nossa equipe, análises da programação musical, entre tantos outros itens, para trazer a cada dia um novo ouvinte à Hot107, consequentemente, um novo cliente aos nossos clientes. Hoje, não podemos destacar um único centro considerado vital para a Hot107 e sim, dizer que todas as cidades que trabalhamos diariamente, são extremamente importantes para o sucesso da emissora. Agradecemos a cada ouvinte pelo carinho da audiência.

A Hot 107 FM investe muito em plástica e inclusive é elogiada por vários profissionais que atuam no mercado de São Paulo (capital). Qual o peso disso? E a plástica tem qual grau de importância no projeto de vocês?

A plástica é a identidade da emissora. Plástica é padrão, que tem por objetivo proporcionar ao ouvinte reconhecer a rádio que está ouvindo através de um simples toque, dentro de uma vinheta. Investimos muito na plástica da Hot107, por diversos motivos, entre eles: levar a melhor qualidade em rádio aos nossos ouvintes e clientes, se diferenciar no mercado de atuação e deixa-la exclusiva na região, por possuir parcerias exclusivas com as maiores e melhores produtoras do Brasil e do mundo.

Lençóis é vizinha a Bauru e a Hot 107 FM possui uma boa cobertura por lá. Já é possível mensurar o impacto da emissora na cidade? O que foi feito para promover a rádio em Bauru?

Bauru é o município mais populoso do Centro-Oeste Paulista e, também, uma das cidades que a Hot107 atua diariamente. A cada dia, visualizamos o impacto da emissora na cidade pela quantidade expressiva de ouvintes, que se manifestam participando da nossa programação, e também pelo número crescente na quantidade de clientes, os quais a cada dia estão mais presentes na grande comercial da emissora, agregando ao nosso portfólio.
Investimos muito na cidade, através de diversas ações promocionais e publicidades, entre elas a campanha de um vídeo institucional nos cinemas, Blitz nas principais avenidas, outdoors e painéis de LED.

A Hot 107 FM costuma investir na presença da rádio na internet e também tem apresentado novidades relacionadas à transmissão em FM. Imagina que o caminho será esse nos próximos anos (FM e internet trabalhando em convergência)?

Aqui na Hot, compartilhamos que o FM é apenas mais um meio para a pessoa ouvir a Hot107. Hoje, nós já somos digitais, porque o rádio faz parte da vida das pessoas e ele está onde elas estão, independente se é em outro estado, ou mesmo em outro país. Por isso, investimos constantemente em qualidade de streaming, site na internet, aplicativos mobile, redes sociais e tudo o que esteja relacionado ao consumo de conteúdo de mídias digitais disponíveis em todos dispositivos. Para 2015 e 2016, apresentaremos muitas novidades ao mercado em relação a isso.

Você é muito ligado a produção de rádio e a qualidade do seu trabalho é reconhecida no meio. Como surgiu seu interesse nessa área e como se aperfeiçoar em produção?

A produção é minha grande paixão no rádio. Comecei fazendo isso e até hoje faço questão de produzir. Aprendo a cada dia ouvindo produções de grandes profissionais brasileiros e, confesso que tem muita gente boa no mercado. Tento fazer, pelo menos 1%, do que todo esse pessoal faz.
Há algum tempo, estamos trabalhando um padrão diferente em chamadas, com um pouco de humor e situações reais do nosso cotidiano, esse diferencial tem agregado a um dos objetivos da emissora que é levar alegria aos ouvintes, pois as chamadas se tornam divertidas.

Além do artístico você também passou a acompanhar e atuar nas áreas comercial e institucional, correto? 

Sim! Além de outras funções o comercial faz parte do meu dia a dia. Como citado, em alguma das respostas anteriores, o rádio não vive apenas do artístico. Na verdade, costumo dizer que o artístico é a fábrica, que produz programas, promoções, eventos, ou seja, os serviços que serão comercializados aos nossos clientes. O grande desafio do departamento comercial de uma rádio é vender algo intangível, que não pode ser tocado, provado ou apalpado, essas características tornam-se o nosso grande desafio, porém extremamente gratificante. A cada cliente, tentamos mostrar a importância de ter a sua marca no rádio e escolher um veículo que tenha credibilidade para levar o seu nome e ser a sua voz diante de seu público-alvo. O contato com os clientes é de muito aprendizado, compartilhamento de ideias e conhecimentos, da forma que só realizando esse trabalho é possível entender. Muito obrigado a todos clientes pela confiança em nosso trabalho.

Como você vê a comercialização no rádio? Dá para evoluir? Possui uma expectativa positiva para o futuro?

Como já citado, nós já somos digitais. Por isso, tudo o que produzimos dentro da emissora, pode ser comercializado. Não tem como citar um ou outro item. Na verdade, o rádio possui um leque de comercialização infinito. Para o futuro, só expectativas boas, atrelado a valorização do meio rádio.

Você foi para a NAB Show de 2015 em Las Vegas. O que mais te chamou a atenção por lá? E o que de novidades e cenários vistos lá podem ser traduzidos para a realidade brasileira?

A NAB é fantástica! Além de ver o que há de mais moderno e novo em broadcast, a troca de informação com os colegas que frequentaram a feira é muito produtiva e proveitosa. Podemos dizer que são 3 dias no parque de diversões.
Estive com um grupo em Los Angeles visitando algumas rádios por lá. Há uma diferença, comparado ao Brasil, no quesito faturamento. As emissoras focam muito no comercial e são altamente rentáveis com lucros absurdos. Acredito que um dos motivos, por serem tão bem-sucedidas, é a valorização do meio rádio nos EUA. Para nós, brasileiros, está faltando essa valorização do meio. No Brasil, em pesquisa realizada pelo Ibope Media, mostra que 90% da população ouve rádio nos 13 principais mercados, além de 3 horas e 51 minutos de tempo médio dedicado ao rádio por dia. Concluímos então, que o rádio é extremamente importante para as marcas que querem obter sucesso. Hoje, em 2015, vejo muitas pessoas no Brasil com o objetivo de valorizar o meio, tornando-se uma tarefa de muita importância: deixar o rádio ainda mais forte.

Para encerrarmos, o que você espera do rádio daqui pra frente e quais os próximos passos da Hot 107 FM?

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer a Deus pelo dom da vida, que Ele me proporciona a cada dia, aos nossos ouvintes, os quais participam ativamente da programação da Hot e a minha família, que é à base de tudo. Em especial, um agradecimento a duas pessoas, que se não fossem elas, nesse exato você não estaria lendo esse texto... minha mãe Silvana e meu tio Zeca, os quais sempre confiaram em mim e são os meus grandes mestres, muito obrigado! Agradeço também ao Daniel Starck, por me proporcionar essa oportunidade de contar um pouco da nossa história.
Acredito que o futuro do rádio não terá um único endereço. A cada dia ele estará presente em infinitas plataformas, de forma a continuar sendo a grande companhia das pessoas.
Para o futuro da Hot107, a palavra se chama “expansão”, iremos continuar crescendo a cada dia, criando novos e diferentes formatos de interatividade aos ouvintes, deixando-os sempre mais próximos da rádio, e aos clientes, inovar em soluções publicitárias, proporcionando os melhores resultados da região.
Muito obrigado a todos os ouvintes, clientes, colaboradores, parceiros e amigos! Fiquem com Deus e não se esqueçam: Tá na Hot, Tá Feliz!

Tags: Hot 107 FM, São Paulo, Bauru, NAB Show 2015, plástica, produção, comercial

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 19 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como palestrante e consultor nas áreas artística e digital.








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