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Terça-Feira, 03 de Maio de 2016 @ 00:00

Robson Ferri

Conteúdo, tendências, NAB Show 2016 e o panorama do rádio no Brasil estão entre os temas discutidos
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O Tudo Rádio retoma mais um ciclo de entrevistas com nomes importantes do meio rádio. Nesta nova etapa a ideia é destacar ações que tem feito a diferença na evolução do meio rádio. Investimentos e ações que estão obtendo resultados positivos, ajudando vários radiodifusores e, consequentemente, os ouvintes.

Hoje nós vamos conversar com Robson Ferri, conhecido radialista de São Paulo (com passagens por algumas das principais emissoras da capital paulista) e proprietário da RF Mídia. Ferri vai nos contar um pouco mais sobre o mercado atual, a participação de brasileiros na edição 2016 na NAB Show e como a RF Mídia tem atuado no mercado. 
 
Acompanhe! Boa leitura a todos!
 
 
Ferri, você iniciou sua trajetória como empreendedor de comunicação com o nome de RF Studio e na sequência com a RF Mídia. Como foi essa evolução? E como você percebeu essa necessidade de ampliar?
 
Primeiro, obrigado pela oportunidade de compartilhar um pouco da nossa empresa.
A RF Mídia nasceu com a necessidade de ir além das produções de áudio que já era o nosso negócio. Chegamos a esta conclusão devido a inúmeras conversas com parceiros de norte a sul. Foi fundamental ouvir, aprender, principalmente neste mundo onde a maioria quer emitir opiniões e acham que tem a verdade absoluta, isso acaba ofuscando a visão de mercado, eu fiz ao contrário. RF Mídia, nasceu porque mesmo eu tendo passado por grande rádios pelo país, percebi que cada local tinha sua característica impar e suas necessidades de vender melhor seu negócio para o seu respectivo mercado. Comecei a me colocar no lugar deles e ver que a vinheta tinha que ser bonita sim, mas que não era apenas isso que eles precisavam. Tirei a cabeça do mercado de SP, e entendi que tinha um continente enorme chamado Brasil, com seus 27 "países" precisando de algo a +. 
 
Você participou por um bom tempo como locutor de redes como a Mix FM e a Transamérica. Você chegou a ter contato com outras praças? Passou a conhecer as necessidades e diferenças de cada mercado?
 
Opaaa! Agora vem a verdade. rs Nasci em SP na capital, comecei em rádio pirata na periferia da Zona Norte, a extinta RCP foi uma delas, e me profissionalizei em Recife e João Pessoa, com uma turma fera mesmo. Meu DRT é de Souza, Paraíba. Andei bastante. rs Foi uma das experiências mais intensas da minha vida profissional. Antes de entrar nestes grandes canais, já tinha na bagagem e a noção das dificuldades do mercado, e isto só foi ampliando com novas amizades que foram surgindo no decorrer da minha trajetória.
 
Explique um pouco sobre o Rádio Conteúdo. Ele é uma nova evolução da RF Mídia ou parte do seu investimento?
 
O Rádio Conteúdo, nasceu como um produto da RF Mídia, após a nossa cobertura de Londres em 2012, focado em dar condições de emissoras de norte a sul do país em elevarem  a qualidade da suas programações com quadros e programas pensados estrategicamente em dar resultado apresentados por locutores de grandes rádios de SP, mais o suporte de marketing para que todos este material se converta em resultado financeiro. 
Agora com os seus 3 anos e meio de vida, ele já começa a ter cada vez mais vida própria com até mesmo coordenação artística independente. Já a RF Mídia, tem atendido empresas de diversos segmentos,  que buscam por conteúdo, seja impresso, vídeo, áudio, construção de sites, gestão de mídias, brandy content. A RF Mídia se tornou uma agência de conteúdo digital, e o Rádio Conteúdo, uma produtora de conteúdo para rádio. Porém os dois negócios caminham juntos, pois um depende do outro para se tornar um produto único.
 
Desde o início dos seus trabalhos voltados ao meio você vê um maior cuidado com o rádio por parte do setor? Vê crescimento? Para onde o meio está caminhando?
 
Sim acredito e muito. O mercado está sendo questionado diariamente, não existe mais fórmula fechada de um negócio, ele precisa ser revisto constantemente para ser manter competitivo. Temos um exemplo aqui dentro que é a própria TV Globo RJ/SP,  mesmo sendo o maior canal do país, teve que rever suas ações no veículo rádio e contratou a RF Mídia, para a criação de suas chamadas institucionais para que elas efetivamente atinja os objetivos da empresa. 
Os gestores de rádio estão se movimentando, nossos clientes são um exemplo. São exigentes, não se acomodam e querem produtos fora do previsível que provoquem uma experiência no seu público alvo e, claro, que reverta em negócios.  Este movimento é crescente.
 
Recentemente o Ibope Media divulgou um estudo que aponta o bom desempenho do rádio, com 89% da população em 13 grandes centros brasileiros consumindo o rádio. O meio também tem batido recordes de audiência nos Estados Unidos. O que está provocando esse avançou e/ou manutenção da audiência?
 
Acredito que o imediatismo do veículo é um dos grandes trunfos para as pessoas continuarem a consumir rádio. Também temos um aumento de opções canais, exemplo, ampliação de canais de jornalismo. Tem algumas rádios regionais sendo mais cuidadosas com seus conteúdos. O fato de estarmos em crescimento com o Rádio Conteúdo é um exemplo que uma parcela das empresas está buscando sair do previsível, querendo fortalecer suas programações, mas ao mesmo tempo ter um apoio de conteúdo bem feito, com profissionais bons, sem ser aqueles enlatados frios e distantes que são bem conhecidos. 
 
O rádio tem atendido bem essa audiência? 
 
Acho que tem muita coisa pra melhorar, vejo os números tão expressivos da pergunta anterior e eles se consolidam com a grande parte das emissoras sem terem um cuidado estratégico nas suas  grades.  O rádio não se limita mais ao espectro, ele precisa reverberar em outras mídias, temos rádios enxergando isso, e a maior prova do potencial de negócios agregados, é a nossa cobertura do Rio de Janeiro, que dá a oportunidade de entrega de conteúdo em áudio e vídeo para os canais sociais.
 
A RF Mídia também participou da NAB Show como expositora. O que você destaca sobre o cenário do rádio nos Estados Unidos e o que devemos aprender com o cenário de lá? 
 
Olha Daniel, é importante ressaltar que a nossa ida para a NAB SHOW como expositor foi pioneira, fomos a única empresa de conteúdo dentro da maior feira do segmento do mundo apresentando nosso conteúdo em espanhol. O cenário tem muitas similaridades com o nosso. O mercado de lá também anda inquieto com muitos canais ociosos, sendo mal utilizados. As novas plataformas de comunicação estão levando todos a repensarem seus negócios. Não é exclusividade nossa. 
 
Na sua opinião, quais são as maiores diferenças entre o mercado de rádio no Brasil e o mercado norte-americano?
 
Dinheiro e também cultura de mercado. rs Aqui infelizmente tem muitas emissoras que são vistas apenas como meio de angariar votos e manter suas respectivas bases eleitorais. Lamentável quando este é o único foco da emissora.
 
E qual foi o balanço da participação dos brasileiros na NAB Show? O que você nos trás dessa experiencia? 
 
Balanço hiper positivo, pois conseguimos na NAB em primeiro lugar deixar mais claro para o mercado de que não queremos ser uma empresa limitada, prova disso foi aceitação de mais empresas fora do pais. Conseguimos também uma ótima repercussão aqui no Brasil, com os nossos parceiros e  diversos veículos de imprensa apoiando a nossa iniciativa inédita, pois o Brasil tem potencial para exportar conteúdo, e assim será feito com a nossa cobertura do Rio de Janeiro  em português e espanhol para a América Latina.
 
Ferri, você vê grande relevância para o FM nos próximos anos? Acha que o caminho é uma convergência entre as formas de transmissão de conteúdo (ondas terrestres, on-line, além de formatos de áudio, vídeo e texto)?
 
Vejo grande relevância sim, e acho que é super importante dar a devida atenção para o FM, prova disso da nossa parte é o investimento que temos feito constantemente em talentos para nossos produtos, estrutura e ferramentas modernas para a potencialização destes canais. Exemplo é a cobertura do Rio de Janeiro para o FM com áudio e vídeo para as mídias sociais dos canais FM. Mas acredito também que uma parte significativa deles poderão se perder com o advento dos novos canais e meios de consumir conteúdo. Lição de casa para todos nós.... Ou se melhora e muito o que faz no FM para ter uma relevância crescente, ou..... infelizmente já temos exemplos de Fm's sem planejamento e sem relevância alguma.
 
A a comercialização de projetos e produtos no rádio? Estamos sabendo vender melhor o que é criado e veiculado? Os anunciantes estão percebendo essa força do rádio?
 
Acredito e posso mensurar em números uma crescente de rádios sabendo fazer melhores negócios com conteúdo em  suas grades. Neste momento de crise de confiança do mercado tenho recebido inúmeras ligações de parceiros me orientando a seguir com o nosso negócio para não deixar de criar possibilidades deles  faturarem. Isso é muito animador, porque enxergamos a importância do conteúdo bem feito, bem apresentado entregue para nossos parceiros. Estamos provando que é possível sim sair do enlatado como era de costume até então e dar resultados efetivos para eles. Os anunciantes não estão satisfeitos mais com 30 segundos de anúncio, a coisa é bem mais ampla, e é possível sim fazer dinheiro fora do break comercial.
 
Ferri. Agradecemos demais a sua atenção com os leitores do Tudo Rádio. Peço que deixe suas considerações finais e convide a todos para conhecer um pouco mais do trabalho que você realiza, indicando também algumas emissoras que contam com a sua parceria.
 
Daniel, agradeço pela oportunidade, hoje somos uma empresa focada em soluções de conteúdo, independente da plataforma. Para rádio, temos atendimentos em emissoras de grande porte, com a maioria das capitais, e também em cidades bem regionais. E o melhor de tudo.... a mesma qualidade para ambos os mercados. Nos sentimos honrados em ter esta oportunidade de democratizar o acesso ao conteúdo de qualidade para todos os lados. Temos a confiança do mercado que cada vez mais enxerga este diferencial que temos buscado a cada dia e aplicado. E também da nossa competente equipe dentro da nossa estrutura que sem ela jamais seria possível colocar tudo isso em prática. 
Pra conhecer mais basta acessar o www.rfmidia.com tem www.radioconteudo.com.br e o nosso trabalho em pratica em emissoras do sistema Globo e rádio, Mega 94 Campo Grande,  Cidade Fm Florianópolis, Capital FM Cuiabá, Terra Fm Goiânia, Correio 98 João Pessoa, Jornal Fm Limeira, D2 Fm Santa Rita do Sapucaí, Ind Fm Passos, 92 FM São Luis...... e em mais outras 150 emissoras por este mundão sem porteira. rs
 
Tags: Robson Ferri, RF Mídia, Rádio Conteúdo, NAB Show 2016, rádio, panorama

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Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 15 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro). Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná.

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