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Segunda-Feira, 18 de Junho de 2018 @ 00:00

Tiago Tomasello

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O tudoradio.com trás mais uma entrevista exclusiva para os radionautas. Neste mês de junho tivemos o prazer de bater um papo com Tiago Tomasello, gerente geral da Dumont FM 104.3 de Jundiaí (SP).

Tiago está a frente do projeto da rádio, emissora que é de formato jovem/pop. A Dumont FM passou por uma série de novidades neste último ano, inclusive com uma repaginada na sua identidade visual e nas plataformas digitais.

A Dumont FM é uma emissora que cobre a maior concentração urbana da América Latina, sendo captada em FM nas regiões de Campinas, Sorocaba e também na Grande São Paulo.

Tomasello também fala de como o ambiente digital tem auxiliado a Dumont FM e como ele pode ser positivo ao meio rádio. Acompanhe!

 

Tiago! Um ano dessa nova fase da Dumont FM, que envolve até uma repaginada da identidade visual da rádio. Quais foram as principais mudanças nesse período?

Olá Daniel, antes de mais nada agradeço mais uma vez pelo convite para esse bate papo com você e o tudoradio.com, acompanho de perto o seu trabalho e de toda a equipe desde os primeiros passos há muuuito tempo! 

Vamos lá, fizemos agora no começo do mês de junho um ano desde a mudança oficial da nova identidade da Dumont. Digo oficial porque na verdade, nos bastidores, ela vinha sendo preparada há pelo menos uns 3 anos desde a decisão de que tínhamos que fazer uma mudança radical na marca e – posteriormente – seguida de todos os processos de estudos, provas (algumas catastróficas, risos), até chegar no modelo que consideramos assertivo e seus ajustes finais. Não foi fácil a decisão de mudar da água para o vinho uma identidade tão forte – eram mais de 30 anos - mas hoje certamente acredito ter sido a melhor coisa que fizemos.

A nova marca trouxe uma leva de mudanças extremamente necessárias. Nessa fase trocamos viaturas, todos os materiais promocionais, investimos pesado também na parte técnica para garantir qualidade e estabilidade do nosso sinal, refizemos do zero nosso site e criamos também um aplicativo exclusivo bem mais completo baseado em pesquisas que fizemos com objetivo de reunir as principais funcionalidades desejadas pelos ouvintes em um app de rádio. Estes dois últimos já devem ter atualizações em breve com objetivo de sejam muito mais do que meios de ouvir a rádio ao vivo, vimos nesses pontos uma necessidade de investimento mais agressiva e rápida.

 

Teve mudanças mais expressivas na grade da emissora ou na equipe? A flexibilização da A Voz do Brasil foi positiva para o planejamento da Dumont FM?

Sobre a equipe e grade poucas mudanças foram feitas de lá para cá. Alguns pequenos ajustes, claro, sempre são necessários, mas tenho orgulho de contar com profissionais extremamente dedicados e talentosos, tanto na linha de frente quanto na nossa retaguarda. Junta-se a essa equipe (com fogo nos olhos) uma direção executiva apaixonada pela rádio e disposta a fazer os investimentos que forem necessários. O resultado não poderia ser mais harmônico.

Já a flexibilização da Voz do Brasil veio como uma luva no projeto que tínhamos há um tempo de lançar a segunda edição do nosso (até então matinal) “Se Liga”, com Tiozinho e Tiozão, que ganhou agora também o horário das 19h as 20h. Numa comparação simples (na aferição de audiência online) entre os meses de abril e maio já visualizamos um aumento de mais de 250% no número de ouvintes na faixa (19h as 20h), quando comparado à programação 100% musical que tínhamos no horário– focada apenas no site e aplicativos.

 

Todas essas novidades foram implementadas através de pesquisas? Como vocês chegaram a conclusão que seria necessária uma nova fase e que ela deveria acontecer agora?

Sobre a troca da marca em si já era sentida uma necessidade de mudança praticamente desde quando voltei para a Dumont FM em 2010. Eu sempre fui extremamente cuidadoso com isso porque, como eu comentei, eram mais de 30 anos “dentro” dela. Aos poucos fomos amadurecendo a ideia. No início tentamos uma atualização, sem perder a essência de disposição, cores, etc. Depois (vendo os resultados) chegamos a conclusão que o melhor caminho seria uma mudança radical. Apresentamos as primeiras provas a um grupo selecionado de pessoas e a resposta foi 100%, diante disso sabíamos com certeza que estávamos na direção certa.

 

E como foi a recepção do público até o momento para essas novidades? O impacto foi maior nas plataformas digitais?

Felizmente a reação foi quase que imediata Daniel. Em poucas semanas já começamos a sentir que “os novos ares” que ela trouxe surtiam efeitos em todos os departamentos da rádio. Desde os comentários majoritariamente positivos em nossos canais de comunicação, até no impacto significativo na frequência de participação dos ouvintes na programação, promoções e principalmente no departamento comercial. Nossa meta, nesse ponto, era cruzar toda a história, profissionalismo e competência vinda de todos esses 30 e poucos anos com um visual novo e impactante, que iria de encontro direto ao perfil do ouvinte da Dumont.

 

Essa nova fase mudou algo no comportamento da audiência da Dumont? Esse público foi ampliado? Segue regional?

Felizmente sim, inclusive os ajustes finos feitos no ano passado pra elevar ainda mais a estabilidade de transmissão e sinal (por estamos com nossa torre e transmissor em um lugar extremamente remoto, com problemas crônicos com energia elétrica, acesso, etc) ajudaram muito nesse sentido. Nos últimos anos sentimos uma grande diferença em relação ao ouvinte da Dumont que é cada vez mais regional, mesmo com o volume de ouvintes (locais) ativos aumentando proporcionalmente.

 

A rádio segue como um dos maiores alcances do FM na região Sudeste do país. Isso continua sendo um diferencial importante para a Dumont? E tem ajudado a ampliar a presença digital da rádio?

Sem dúvidas a localização estratégica continua sendo o coração de tudo o que projetamos e planejamos aqui na Dumont. Desde a mudança do nosso ponto de transmissão (para a Serra do Japi) o mercado e os ouvintes vêm sentindo que a rádio se consolidou não mais como uma emissora “da cidade x ou y,” mas sim como um veículo que conversa com um volume enorme de ouvintes na maior faixa urbana da América Latina. 

 

E o mercado? Como reagiu às novidades da Dumont FM?

A sensação que tivemos é que o mercado quis compartilhar da nossa novidade, e as portas foram abertas imediatamente. Comercialmente falando a penetração da Dumont em importantes cidades da nossa cobertura como Sorocaba, Campinas e principalmente na Capital Paulista teve um aumento significativo. 

 

Como você observa as tendências do rádio para um futuro próximo? E como a Dumont pode aproveitar as novidades tecnológicas que estão surgindo (audiência crescente do streaming, caixas de som inteligentes, etc)?

Eu vejo da forma mais otimista possível Daniel, fico até chateado as vezes de ver uma negatividade grande no meio em relação a isso nesses últimos anos. 

Com tantas novas possibilidades se abrindo todos os dias (em todos os campos) eu não consigo ver essa revolução tecnológica atrapalhando o rádio de forma alguma, muito pelo contrário. São novas ferramentas quase que diariamente disponibilizadas para quem tiver o cuidado e estratégia para usar (quando e onde). 

Por exemplo, de um lado hoje você pode ter com facilidade a geração de conteúdo numa rádio online, de extrema qualidade, dentro da sua própria casa. Por outro lado as emissoras (ditas “normais”) tem um arsenal de opções pra conquistar novos ouvintes a cada dia. Ganha o ouvinte, ganha o rádio. 

Sinto que muita gente vê nos profissionais mais jovens a “salvação”, para algo que na verdade não precisa ser salvo. Outros tem convicção de que as estruturas do rádio só serão mantidas por aqueles que tem 20, 30, 40 anos de experiencia na liderança das emissoras. Na minha visão o segredo está no balanço entre esses dois extremos, uma pena que não são todos que estão abertos a enxergar essa integração de conhecimentos como a “formula do sucesso” para a longevidade do rádio. 

 

E para finalizarmos, quais serão as próximas novidades que poderemos acompanhar na Dumont FM após ela completar esse primeiro ano da nova fase?

Como gostamos dessa ideia de novidade atrás de novidade (risos), alguns dos próximos passos já estão engatilhados. O foco é a criação de ferramentas mais complexas e assertivas de integração da rádio ao dia a dia dessa nova realidade do nosso ouvinte. Nosso aplicativo, que antes movimentava 20% do fluxo de dados entre ouvinte versus rádio hoje já chega aos 50%. Em resumo, o nosso projeto é cada vez mais conteúdo, a qualquer momento, em qualquer lugar, com ou sem a necessidade do sinal de FM. Esperamos muito em breve também trazer novidades sobre nova sede da Dumont, o projeto já está também em andamento, estamos bem animados pra isso.

 

Muito obrigado por aceitar em bater esse papo com o visitante do tudoradio.com.

Eu que agradeço, de coração, pelo convite. Como comentei antes, você sabe que posso falar com propriedade do trabalho de vocês pois acompanho há muito tempo. Já brinquei com muitos amigos responsáveis por emissoras pelo país que o rádio seria ainda melhor se todo apaixonado tivesse o tudoradio.com como página inicial do navegador (risos). Conhecimento é, com certeza, o melhor caminho para o rádio evoluir e crescer. Obrigado a todos vocês por também contribuírem para isso! 

Tags: Dumont FM, Tiago Tomasello, São Paulo, jovem/pop, aplicativo, internet, audiência, Jundiaí, Campinas, Sorocaba

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com. Com 20 anos no ar, trata-se do maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR. Teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital de rádio, tendo participado de eventos promovidos por associações de referência para o setor, como AESP, ACAERT, AERP e AMIRT. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com ênfase em aplicativos, mídia programática, novos devices, sites e streaming.










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