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Na sua opinião, qual formato de rádio deverá passar por uma maior expansão no número de rádios no mercado brasileiro em 2020?

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Quarta-Feira, 06 de Novembro de 2019 @ 00:00

Humberto Ohf de Andrade

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Neste mês o tudoradio.com conversa com Humberto Ohf de Andrade, ele que é diretor executivo do Grupo de Comunicação Difusora (GCD), afiliado das redes Jovem Pan FM e Jovem Pan News, além da local Amanda FM, no interior catarinense.

Beto Andrade e a diretoria do grupo chamou a atenção do mercado nacional ao apresentar um investimento considerável em estrutura, movimentação esta que resultou numa nova sede (prédio) para o GCD, reposicionamento artísticos e comercial das emissoras e na distribuição de conteúdos multiplataformas.

Beto conta um pouco mais sobre esse processo. Acompanhe!


Quando vocês afiliaram a Rádio Difusora à Jovem Pan News e como foi esse processo?

A afiliação ocorreu há 3 anos, em 2016. Éramos afiliados a Estadão, mas estávamos descontentes e precisávamos buscar uma nova parceria All News. Encontramos no projeto Jovem Pan News aquilo que procurávamos, inclusive, editorialmente. Hoje, estamos muito contentes com a nossa programação local e a nacional. Acreditamos que o rádio é cada vez mais prestação de serviço e geração de conteúdo.

A Amanda FM é uma das referências do rádio popular em FM do interior catarinense. Mesmo assim, passou por um reposicionamento recentemente, certo? Qual foi o motivo desse investimento e o que ele resultou para a emissora?

A Amanda FM é uma, das muitas emissoras de qualidade do interior de Santa Catarina, onde, ao meu ver, se faz um rádio de muita qualidade. Como estamos em uma cidade com um dos maiores números de emissoras per capta do estado de Santa Catarina, excluindo aqui diversas emissoras de cidades vizinhas que também tem abrangência no município, é necessário constantemente buscar novidades mercadológicas. Buscamos um parceiro nacional, a RF Mídia, que é especialista no segmento rádios, para nos ajudar em mudanças de logomarca, plástica, spots, sites, apps, entre outros detalhes do meio. Investimos para melhorar nosso conteúdo, haja vista o fator concorrencial citado acima. Percebemos que o público percebe isso e nos tem cada vez mais engajado com nossa emissora. Reitero que isso é alimentado pela grande concorrência que temos, todas com muita qualidade. Reposicionamentos fazem parte da história da Amanda FM, desde o início da sua operação, em 1983.

Vocês investiram pesado numa nova sede para o grupo. Qual foi a necessidade de contar com essa nova estrutura? E no que de benefícios esses investimentos já trouxeram para as rádios?

Já planejávamos há tempos um novo local, pois onde era nossa sede, não permitia fazer um rádio preparado para as novas tecnologias. Não era possível adequar ao rádio multiplataforma e nem a novos equipamentos de áudio. Sem contar que a falta de acessibilidade que tínhamos. Dessa forma, visitamos diversas emissoras no estado e no Brasil. Foram mais de 20 rádios visitadas e extraímos de cada uma ideias, sempre adequando a nossa realidade operacional e financeira. Os benefícios são imensos, em nossa nova realidade física: integração da redação com nossas três emissoras, todos os estúdios operando em multiplataformas, incluindo aí uma central multimídia que funciona como um switcher para transmissões também em vídeo, melhor organização dos setores da emissora, organização das peças promocionais das rádios (infláveis, placas, etc) e muito entusiasmo por parte da nossa equipe, pois estamos cientes que um bom rádio não se faz apenas com estrutura física nova e sim com colaboradores motivados, treinados e principalmente comprometidos.

Se possível, conte para os nossos leitores um pouco mais sobre essa nova sede.

É um pequeno prédio, localizado em um bairro central da cidade de Rio do Sul, com uma área total aproximada de 700 metros quadrados. Temos 5 estúdios: Amanda FM, Jovem Pan News, Jovem Pan FM Alto Vale, Multimídia e Off. Também uma redação toda integrada com os estúdios, uma área técnica exclusiva para áudio e TI, um auditório que serve para reuniões e também como estúdio em eventos especiais, além de setores como o comercial, Opec, programação, RH, manutenção, uma área de lazer e as salas da diretoria do Grupo. Os estúdios tem uma visão panorâmica para o centro da cidade. Ainda temos um elevador, que nos permite a acessibilidade e garagens para 7 carros. A nova sede também nos permite fugir de um problema crônico da cidade que são as enchentes. Para isso, contamos com geradores aqui e em nossos transmissores, além de potentes e redundantes nobreaks. Investimento muito em TI nessa nossa nova sede.
 

 


Fachada do prédio que é sede do GCD


Vocês tem atuado de maneira multiplataforma na distribuição do conteúdo gerado pelas emissoras do GCD. O digital tem contribuído para o rádio? Entende que o veículo está se adaptando à essa realidade?

Acredito que toda empresa que se preze, tem pensado no Digital, seja ela de qual ramo de atividade pertencer. Nós não somos diferentes. Investimos pesado em câmeras, consoles, iluminação e diversos equipamentos de streaming, todos redundantes. Além disso, temos uma profissional que trabalha com isso em período integral e profissionais especializados em vídeo. Nossas plataformas são cada vez mais relevantes em diversas mídias sociais e estamos em busca de um modelo de negócios viável para tudo isso. Estamos constantemente testando sobre como o rádio pode se beneficiar de tudo isso, sem esquecer nosso principal negócio: o rádio. É um mundo de aprendizado diário trabalhar com o digital. Temos a convicção que, ao contrário de diversos outros veículos, o rádio só veio a se beneficiar com as plataformas digitais.

No final de outubro vocês lançaram mais uma emissora na região, que será afiliada da Jovem Pan FM. Qual foi o motivo da escolha por essa bandeira e formato de programação?

A emissora entrou no ar de forma definitiva em 28 de outubro de 2019, operando em 93,9 MHz. Estamos muito felizes com a opção que fizemos da bandeira Jovem Pan, pois buscávamos uma rede com um perfil pop, sem esquecer do conteúdo jornalístico e a Jovem Pan é exatamente isso. Hoje, temos uma emissora All News, uma popular e agora uma pop, com perfil jovem. Estamos entregando aos nossos clientes todas as opções possíveis de públicos alvo.

Pelos investimentos feitos recentemente por vocês, mostra que o rádio no interior do Brasil é rentável e está se profissionalizando. O mercado percebe isso?

O perfil do rádio em nossa região mudou muito nos últimos anos e ele vem se mostrando sim, um negócio viável, desde que você trabalhe com profissionalismo. Hoje, nossa família, que detém o grupo, vive do Rádio e por isso trata com muita atenção esse negócio. Não temos ligação política com ninguém, nossa equipe da mesma forma. Por isso temos liberdade editorial que muitos veículos não tem. Percebemos que a comunidade vê isso e pontua a nosso favor. A equipe, quando motivada e remunerada de uma forma correta, ajuda muito na qualidade do rádio que fazemos. Os clientes sabem que anunciar conosco é certeza de investir em uma empresa séria e que, entre outras coisas, presta serviço e tem muita audiência na cidade e no interior. E essa audiência se transforma em negócios. O rádio, quando bem feito é imbatível.

A diretoria do GCD é ativa na ACAERT, correto? Como essas entidades ligadas ao rádio ajudam o veículo?

É sim. Faço parte da diretoria a um bom tempo, meu pai já estava na ACAERT em seus primórdios e hoje é comendador da entidade, minha mãe e minha irmã se relacionam diariamente com a entidade, além de toda nossa equipe. Uma Associação é altamente relevante pois trata de assuntos e problemas em comum. Saber trabalhar no associativismo é algo muito importante. Hoje eu diria que o Rádio catarinense é totalmente dependente da ACAERT, que presta um serviço excepcional em seus braços comerciais, operacionais, técnicos e editoriais. Temos orgulho de fazer parte da ACAERT.

Por fim, conte para os nossos leitores o que o GCD planeja para suas operações nos próximos anos.

Estamos nos transformando a cada dia, somos muito mais que uma empresa de rádio, somos um negócio de comunicação. Estamos investindo em um novo portal, integrando cada vez mais nossas emissoras e aquilo que geramos de conteúdo diário. Os conteúdos sob demanda são uma prioridade cada vez maior pra gente e estamos muito ligados com o que acontece no setor nos principais mercados nacionais e até internacionais. Observamos as tendências de consumo do meio, por exemplo, nos Estados Unidos que, ao nosso ver, ditam a tendência mundial e lá, o rádio vai muito bem. Nosso negócio é muito concorrido, como já disse anteriormente, vivemos em uma cidade com muitas rádios e apenas 70 mil habitantes, por isso, precisamos do interior para sobreviver economicamente de verbas fundamentalmente privadas e pouquíssimas verbas públicas. Finalizo dizendo que acreditamos no rádio, não aquele rádio romântico de antigamente, mas um rádio que atrai milhares de ouvintes. Por isso dá retorno aos nossos clientes.

 

Tags: Grupo de Comunicação Difusora, GCD, Jovem Pan FM, Jovem Pan News, Santa Catarina

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Daniel Starck

Daniel Starck é empresario, jornalista e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 17 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como consultor nas áreas artística e digital.



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