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O que a sua rádio preferida deve fazer na programação durante a pandemia da covid-19?

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Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020 @ 00:00

Patrícia Fragoso

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O bate-papo deste mês de maio é com Patricia Fragoso, consultora com trabalhos em pesquisa e inteligência de mercado, que lançou recentemente o e-book gratuito "Oportunidades para as rádios com as lives".

O material é baseado na onda de lives que são realizadas durante esse período de pandemia do novo coronavírus. E Patrícia conta como as rádios podem integrar essas transmissões ao seu planejamento. A profissional também fala que as lives devem continuar após o fim desse período relacionado à covid-19.

Fragoso também será a próxima entrevistada do projeto Painel tudoradio.com, que será transmitido no sábado (dia 30, 11h00). E clique aqui para fazer o download do e-book "Oportunidades para as rádios com as lives".

Patrícia, muito obrigado por aceitar o nosso convite para um bate-papo. 

Fiquei muito feliz com o convite do tudoradio.com. Já acompanho o trabalho de vocês há anos. É muito especial poder contribuir com um grupo de profissionais que também tem amor pelo rádio. Obrigada!

Você lançou recentemente um e-book que destaca possíveis oportunidades para as rádios em relação às lives. Como que surgiu a ideia dessa obra?

Tudo começou com um convite que recebi do SERT/SC para conversar com jovens herdeiros de emissoras filiadas ao sindicato. Pensei em temas que poderiam despertar o interesse de um grupo com esse perfil e, como tenho acompanhado várias lives devido aos relatórios de performance que produzo, sugeri justamente as lives como assunto para a minha palestra. O SERT/SC entendeu que esse tema mereceria um fórum mais amplo e me pediram para falar ao vivo no Instagram da entidade. Eu fiquei super empolgada! Enquanto me preparava para a transmissão, percebi que tinha muito a dizer. Foi então que o professor Fernando Morgado, meu amigo e colega dos tempos de grupo Globo, me deu a ideia de também registrar todo esse conteúdo em um e-book gratuito. Foi a primeira vez que escrevi um material dessa natureza. Confesso que foi uma grata surpresa e já penso em uma próxima obra.

O rádio tem aproveitado de alguma forma o fenômeno das lives? Como que uma live musical pode complementar a atuação de uma marca?

Para o rádio, o ganho institucional é o mais evidente, já que as lives proporcionam conteúdos inéditos e de grande qualidade, fazendo com que o meio se mantenha entre as opções de entretenimento do público durante a pandemia. Já podemos ver algumas iniciativas muito interessantes nesse sentido. 

As lives promovidas pelas emissoras geram, além de ganhos expressivos nas redes sociais, a reativação de fãs dos artistas e das próprias rádios. Além disso, quando as transmissões são feitas simultaneamente com o dial, a programação fica mais rica sem exigir, na maioria das vezes, nenhum investimento financeiro por parte das emissoras. 

Pelo ponto de vista das marcas, trata-se de uma oportunidade para que elas se incluam entre os conteúdos oferecidos ao grande público, rompendo qualquer barreira demográfica e experimentando formatos de publicidade muito customizados, adequados ao estilo de cada artista e mais efetivos em termos de recall. 
 
Quando menciona live, você também fala de outros conteúdos que não sejam apenas musicais? Sem a possibilidade de realização de eventos presenciais, realizar lives de fóruns, entrevistas, entre outros conteúdos, pode abrir oportunidades para as emissoras?

Com toda certeza! Hoje, as lives são canais de entretenimento, informação e aprendizado. Cabe tudo, desde que atendam aos desejos da audiência. Trata-se de uma oportunidade para que as emissoras desenvolvam novos produtos no ambiente digital, ressaltem nomes da programação que carreguem curadoria em temas específicos, permaneçam presentes na lembrança dos ouvintes e se tornem conhecidas por novas pessoas que tenham afinidade com os assuntos propostos. 

Toda essa gama de experiências pode ser mensurada através das métricas digitais, que são muito mais precisas e ágeis que as métricas de rádio, e se transformar em produtos para a área comercial oferecer aos que já anunciam na emissora e também captar novos patrocinadores.

Essas lives musicais surgiram como algo mais intimista, de iniciativa de determinados artistas e marcas. Algumas rádios, inclusive, têm promovido essas transmissões através de suas plataformas. Acredita que esse formato deva permanecer mesmo após as grandes produções que surgiram no YouTube, por exemplo?

Acredito as lives ainda evoluirão bastante, mas, por enquanto, a proposta de intimidade com os artistas continua sendo um ponto bastante relevante. Os perfis no Instagram eram os canais mais frequentes, mas o mercado buscou uma outra alternativa para que a experiência evoluísse e trouxesse possibilidades mais interessantes ao público e aos anunciantes. Foi quando o YouTube se transformou na plataforma para as grandes produções que temos acompanhado e chamou a atenção das grandes marcas, que passaram a investir pesado nas produções, além de marcas que viram nas lives oportunidades de se tornarem mais fortes. 

Já ouvimos falar de novos aplicativos para transmissões, inclusive encabeçados por artistas, e cotações de lives exclusivas para empresas e pessoas físicas, mas tudo isso ainda está em fase de aprendizado. Aos olhos do mercado, as lives permanecerão mesmo depois da pandemia. Elas são um campo aberto aos criativos e deram protagonismo aos artistas, o que contribuiu muito para os bons resultados que temos visto.

Você diz em seu e-book que "o momento é de experimentar". Nessas experiências, o que uma rádio deve considerar?

Adequação aos interesses do público, coerência com a marca de cada emissora, linguagem e oportunidades comerciais. Tudo isso tratado com criatividade e profissionalismo. 

Mesmo após o fim das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, você acredita que as lives podem virar algo comum no planejamento de marcas e emissoras de rádio?

É bem possível, mas, para tal, o mercado precisará garantir que as produções mantenham a qualidade e evoluam no sentido de manterem o interesse do público, sendo competitivas com tudo o que já é ofertado pelos meios tradicionais.

Para encerrarmos esse breve bate-papo, conte um pouco para os nossos leitores sobre a sua experiência profissional. 

Eu me formei profissionalmente no rádio e tive o privilégio de passar por grandes emissoras do Rio de Janeiro. Sempre trabalhei com pesquisa e inteligência de mercado, o que me deu a oportunidade de atuar junto a quase todas as áreas de uma emissora. Passei a desenvolver projetos especiais e cheguei à gestão comercial e de marketing. Hoje atuo como consultora e me dedico também a analisar o mercado digital, principalmente no segmento musical.

Patrícia, obrigado por destinar esse tempo aos leitores do tudoradio.com. Agradeço também por ter aceito o convite para participar do nosso próximo Painel tudoradio.com, que terá as lives como tema.

Tags: Pesquisa, live, e-book, rádios, YouTube, música, Coronavírus

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 19 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como palestrante e consultor nas áreas artística e digital.








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