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Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2021 @ 00:00

José Luiz

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O primeiro bate-papo de 2021 do tudoradio.com é com Jose Luiz, proprietário e radialista da Interativa FM de Goiânia (GO).

José Luiz é um radialista apaixonado pelo meio rádio e conta com uma série de iniciativas de fortalecimento do meio. Isso também possibilitou o posicionamento da Interativa FM como uma referência de rádio jovem e geradora de conteúdo.

Em 2021 a Interativa FM completa 22 anos e alcança essa marca com uma série de investimentos que modernizaram a sua estrutura. A equipe da rádio trabalha de forma remota e a transmissão da FM conta com geração elétrica própria. E a Interativa FM está com várias novidades para celebrar o seu aniversário. 

Neste bate-papo, José Luiz conta para nós um pouco mais sobre a trajetória da emissora, investimentos, aniversário da Interativa FM e sua visão sobre o meio rádio. Acompanhe:


José Luiz, primeiro eu quero agradecer por ter aceito o convite para este bate-papo com os leitores do tudoradio.com. A Interativa FM chega aos 22 anos neste começo de 2021. Imagino que os desafios não foram poucos. Conte um pouco sobre como surgiu a ideia para a emissora.

Eu já era radialista fazia 14 anos. Trabalhei como locutor e coordenador artístico de algumas rádios e depois virei empresário do ramo de rádios, e assim que eu me transformei empresário com o apoio e confiança de familiares que acreditaram em mim e se tornaram sócios, eu me afiliei uma rede de rádios, mas tinha aquela vontade de fazer rádio. Porém, eu estava amarrado e teria que retransmitir a programação gerada em São Paulo e nos horários locais, fazer exatamente o que a rede determinava. Tinha que reproduzir o mesmo modelo. E aí com aquela vontade de fazer rádio, com aquela vontade de criar uma identidade local, depois de 4 anos retransmitindo a rede, nós resolvemos partir para um voo solo, fazer uma rádio local com a identidade regional e com 100% de autonomia. Foi isso que nos moveu a começar a Rádio Interativa.

Rapidamente ela virou uma das referências de rádio para o público jovem no país. A que você atribui essa percepção do mercado e dos ouvintes?

O fato de estar antenado e com interatividade constante com o público local. Ter um feedback imediato do que o ouvinte estava querendo. Até o nome Interativa surgiu  desta vontade de fazer uma rádio que tivesse uma interatividade muito forte com os ouvintes. Então, essa ânsia de fazer rádio local e muito próxima do seu público fez com que nós chegássemos ao nome, interativa. 

Hoje Goiânia conta com um dos dials em FM com mais opções de formatos de programação entre as principais praças brasileiras, derrubando aquela percepção simples de que apenas projetos voltados à música sertaneja funcionariam na cidade. A Interativa FM foi um dos primeiros projetos a quebrar essa ideia para o mercado nacional?

Com certeza, no começo do mercado de rádio FM em Goiânia, como eram poucas emissoras, uma rádio despontava fazendo algo que dava certo, todas as outras iam atrás, fazendo exatamente a mesma coisa. E com o tempo esse mercado foi se diversificando. Eu sempre acreditei que haveria espaço para nichos diferentes. Então, mesmo estando numa terra onde o sertanejo sempre foi tão forte, nós apostamos em fazer algo que fosse diferente. 

Quem ouve a Interativa FM percebe que a rádio conta com uma grade musical extensa em alguns horários, mas nas principais faixas horárias existem programas jornalísticos e de entretenimento no formato talk, correto? Como que a rádio chegou nessa fórmula de grade e o que isso proporcionou para a Interativa FM?

Os programas jornalísticos foram até um empecilho no começo, para muita gente que não acreditava que eles fossem funcionar. Pessoas diziam que não ia dar certo porque o público não gostava de "blá blá blá", o público queria ouvir música. Eu encontrei resistência, mas apostei nessa fórmula de música e jornalismo e deu certo. 

Vocês são conhecidos por assumirem várias campanhas em prol da população de Goiânia e também pelos investimentos feitos na emissora. E mais recentemente chamaram a atenção por tornar a rádio com uma operação 100% remota. Qual foi a intenção dessa prática? E ela continuará após a pandemia?

Logo no começo da pandemia, ficamos muito preocupados com a disseminação da doença entre funcionários e já colocamos a maioria das pessoas para trabalhar remotamente e o que se a gente continuou indo trabalhar e entre essas pouquíssimas pessoas estavam os locutores. Mas aí surgiu um caso de contaminação entre os locutores e nós ficamos apavorados! O DJ Henrique Amaral ficou duas semanas internado na UTI, mas felizmente venceu a doença e restou comprovado que ele não se contaminou na rádio porque nenhum outro funcionário que esteve com ele, se contaminou. Mas esse episódio dobrou a nossa preocupação e nós então chegamos à conclusão de que para ter mais segurança todos nós precisaremos estar em casa, cada um na sua casa, evitando a circulação de pessoas na cidade e evitando também que alguns funcionários se encontrassem na sede. Então,  desde o mês de agosto do ano passado, raríssimos funcionários vão à emissora.

E ela continuará após a pandemia?

Provavelmente, após a pandemia nós continuaremos com um sistema híbrido. A gente pode criar um rodízio em que um dia trabalha em casa e no dia seguinte, na emissora. E assim, nós vamos voltar a ter aquele contato gostoso que  nós brasileiros gostamos de ter! O contato pessoal fortalece a união, a criatividade, o sentido de equipe!

A Interativa FM também investiu em sua própria estrutura de geração de energia elétrica. Correto? Quais serão os benefícios desse investimento? Acredita que mais emissoras seguirão nessa linha?

Com relação à energia solar, eu acho que ela é uma tendência porque é uma energia limpa. A nossa emissora é classe Especial e devido a esse fator, trabalha com alta potência. Por isso o consumo de energia é alto é muito alto porque a transmissão da rádio é energia elétrica transformada em radiofrequência. Estamos felizes por ter conquistado a autossuficiência energética e por trabalhar com energia limpa e sustentável!

Também chama a atenção do mercado a forte atuação da Interativa FM na entrega de conteúdo multiplataforma, com transmissões em vídeo, podcasts, entre outros formatos de mídia. A tendência é essa para o meio rádio? E o engajamento da audiência cresceu com essas várias entregas?

Com relação ao conteúdo multiplataforma, eu acho também que é uma tendência do rádio.  Inclusive, eu presido uma associação, a AGORA  que é Associação Goiana de Rádios Comerciais, tendo então contato com muitos radialistas e muitos radiodifusores, e vejo que existem colegas que veem a internet como uma concorrente. Mas ela leva o rádio a lugares que antes ele não chegava, oferece recursos que o rádio não tinha antes do advento das redes sociais e da internet. 

Por fim, o que você imagina para o rádio nos próximos anos, em especial para a Interativa FM!?

O que eu imagino para o rádio nos próximos anos é estar cada vez mais afinado com a audiência e ser cada vez mais interativo, mais participativo com a população. E para a Interativa FM, eu vejo uma rádio cada vez mais focada no investimento em tecnologia, mas não esquecendo do principal fator que move o rádio, que é o fator humano! Que é o calor humano, a interação entre as pessoas! Muito obrigado pela entrevista! Muito obrigado pela oportunidade!

Obrigado José Luiz e parabéns pelos 22 anos da Interativa FM.

Tags: Interativa FM, aniversário, 22 anos, Goiânia, rádio, digital, trajetória

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 19 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como palestrante e consultor nas áreas artística e digital.










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