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Diretor da Abert se reúne com ministro do TCU para cobrar definição dos valores da migração das AMs

Diretor da Abert se reúne com ministro do TCU para cobrar definição dos valores da migração das AMs

Brasília – Segundo vice-presidente da associação, ao menos 670 já poderiam ter migrado


O vice-presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (ABERT), Vicente Jorge, se reuniu na semana passada com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio, para cobrar a definição dos valores das adaptações das outorgas do AM para o FM a serem pagas pelos radiodifusores que optaram pela mudança. Uma notícia veiculada na Internet informava que o tribunal havia recebido uma fórmula para chegar ao valor, o que não foi confirmado pela assessoria de comunicação do Ministério das Comunicações.   De acordo com o vice-presidente da ABERT, ao menos 670 rádios AM já poderiam estar operando na faixa de Frequência Modulada, mas estão impedidas por conta da indefinição. O processo com os cálculos e as sugestões de preços foi encaminhado pelo Ministério das Comunicações há mais de um ano. Como o órgão fiscalizador discordou dos valores e da metodologia empregada, o documento teve de ser revisado algumas vezes pelo MiniCom. Agora, a última versão está no TCU.   De acordo com Vicente Jorge, a demora tem prejudicado emissoras em todo o país e adiado a própria sobrevivência do Rádio AM. “Muitas rádios outorgadas estão fechadas porque não têm mais condições de operar na faixa”, avalia.   Atendendo a pedido da Abert, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, também foi ao TCU para cobrar agilidade do órgão na análise e aprovação dos cálculos. A migração do AM para o FM foi autorizada em novembro de 2013 em decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff. A Agência Nacional de Telecomunicações já destinou canais de FM para essas rádios em 23 estados e o Distrito Federal.   A base de valores das adaptações de outorgas será a diferença entre o preço mínimo de uma concessão de FM e de uma outorga de AM, calculados com base nas classes e nas condições econômicas das rádios e também da localidade onde elas operam.   Segundo o site Tela Viva, o secretário-executivo do ministério, Luiz Azevedo, afirmou que o Ministério das Comunicações já teria chegado a uma metodologia para precificação das frequências de FM.  Ele informou que a precificação foi calculada com base em metodologia usada pela Bolsa de Valores de Nova Iorque. "No Brasil, não temos referências para chegar a um valor de mercado", afirmou.   A redação do Tudo Rádio entrou em contato com o Ministério das Comunicações para confirmar a informação. O assessor da secretaria-executiva do MiniCom, Octávio Pieranti, disse que, como as informações são técnicas, elas devem ser obtidas por meio da assessoria de imprensa do ministério.   Em contato com a assessoria, foi solicitado o envio de e-mail solicitando as informações sobre o caso. A assessoria de imprensa do MiniCom retornou o e-mail informando apenas que o assunto estava sendo discutido no TCU e que não teriam informações complementares, não confirmando a notícia veiculada pelo Tela Viva.

 

 
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Carlos Massaro

Carlos Massaro

  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn
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