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Sexta-Feira, 19 de Maio de 2017 @ 09:21

Painel sobre a migraçăo AM/FM encerra SET Nordeste em Fortaleza

Fortaleza – Encontro foi realizado nos dias 17 e 18 na capital cearense

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O painel “Rádio online e migrações para o FM” encerrou as atividades do SET Nordeste 2017 na tarde desta quinta-feira (18), em Fortaleza (CE). Marco Túlio Nascimento, vice-diretor de rádio da SET, moderou a sessão, que contou com palestras de Carmen Lúcia Azulai, presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT); Paulo Fernandes, diretor executivo da CBN Recife e André Cintra, diretor técnico da ABERT. Os convidados debateram os impactos da internet no mercado de rádio e expuseram detalhes do processo de migração do AM para o FM no Brasil e no Ceará.
 
 
Liliana Nakonechnyj, presidente da SET, realizou a abertura do SET Nordeste 2017 na tarde de quarta-feira (17) e afirmou que o evento marca o início de uma parceria institucional da SET com o Sebrae. “O Sebrae é um órgão que está trabalhando para a convergência das indústrias criativas. É uma parceria que está começando neste evento aqui em Fortaleza e que ainda vai nos render muitos bons frutos. Gostaria, desde já, agradecer ao representante deles aqui, o Glauber Uchoa”, frisou Liliana.
 
A presidente da SET ressaltou que o principal objetivo da entidade é, justamente, ser um ponto de encontro para atualizações e trocas de ideias sobre as tecnologias do audiovisual. “De 1988 a 2017, muitas coisas mudaram e vivemos a revolução digital. A SET busca, desde o início, trazer esses diversos players para a mesma discussão. O nosso intuito é que a entidade seja esse ponto de encontro onde as tecnologias possam ser colocadas em debate, para que consigamos melhorar os negócios do país na área do audiovisual”.
 
No dia do encerramento do evento, Marco Túlio Nascimento realizou uma apresentação introdutória na qual mostrou dados do mercado norte-americano de rádio e falou do cenário de convergência digital no setor. “O ouvinte, hoje, é ‘atacado’ pelo rádio via internet nos carros, que estão conectados, nas casas que estão conectadas, nos dispositivos móveis que estão conectados e, obviamente, nas emissoras de rádio FM tradicionais que também estão transmitindo digitalmente”. Nos Estados Unidos, disse o executivo, 50% da audiência das rádios ainda vem do AM e do FM; 20% da população ouve em smartphones e 12% no computador.
 
Carmen Lúcia Azulai, presidente da ACERT, apresentou uma pesquisa sobre o rádio em Fortaleza divulgada pelo Ibope em dezembro de 2016. A audiência online na capital cearense é muito pequena, referiu. Apenas 1% dos entrevistados ouviam as rádios no computador, 10% no celular e 6% em outros meios; 83% dos ouvintes ainda utilizavam plataformas tradicionais que não dependem de conexão com a internet.
 
André Cintra, integrante da Diretoria Técnica da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), apresentou os resultados do processo de migração do AM para o FM no país e lembrou que, no início do processo, a audiência do AM no Brasil era de 7%, em comparação com uma audiência de 93% da FM, o que ratificava a necessidade de avançar com o projeto. “No Ceará, eram 106 rádios AM, das quais 66 requereram a migração. Dessas 66, 56 emissoras foram alocadas na faixa”, detalhou Cintra aos broadcasters da região.
 
“Hoje, em todo Brasil, temos 1.442 emissoras que pediram para migrar, das quais 1.006 já estão incluídas no plano de migração (18 delas estão em coordenação), 59 estão sobrestadas e 346 já foram consideradas inviáveis. No Ceará, conseguimos 85% de canais na faixa. Um total de cerca de 400 contratos já foram assinados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). Este número aumenta desde novembro de 2016, porque o órgão realiza um mutirão para dar celeridade ao processo”, explicou o representante da ABERT.
 
Paulo Fernandes, diretor executivo da CBN Recife, contou que, em Pernambuco, três emissoras já fizeram a migração e lembrou da dificuldade que os radiodifusores enfrentaram no início. “Chegar ao valor ideal de potência para o radiodifusor foi o mais complicado. Em princípio, os valores apresentados foram altos demais. Até que, com um estudo da ABERT, houve uma readequação: a rádio que teria o maior valor no Brasil seria a emissora de maior audiência da cidade de São Paulo, a maior do país; a rádio que teria a menor potência, consequentemente, seria a menor emissora, do menor município. Aí se estabeleceu o critério vigente, com base em dados do IBGE e do Ibope”.
 
Ao final da sessão, os organizadores do evento realizaram os tradicionais sorteios de brindes oferecidos pelos patrocinadores dos encontros regionais e os broadcasters que acompanhavam o painel se reuniram para uma foto coletiva.
 
Com informações da Revista da SET
Tags: Rádio, SET, Nordeste, radiodifusăo, Fortaleza

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Carlos Massaro

Carlos Massaro é de São Paulo e atua como radialista e jornalista. O profissional vai ao ar nos finais de semana na Rádio Brasil (brasilwebradio.com) e integra a equipe jornalística da rádio Regional AM de Palmital. Já coordenou uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré.

E-mail: [email protected]


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