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Terça-Feira, 26 de Maio de 2020 @ 13:18

Veículos de comunicação decidem deixar cobertura do Palácio da Alvorada após hostilidades de apoiadores de Bolsonaro

Brasília – Profissionais da Folha, UOL, Globo e das emissoras do Grupo Bandeirantes são alvos de ataques durante o trabalho

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As hostilidades que partem de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e do próprio chefe do Executivo nacional e que são direcionadas a profissionais de imprensa, culminou na decisão de veículos como Folha, UOL, Globo e emissoras do Grupo Bandeirantes, de suspender a cobertura jornalística no Palácio da Alvorada. A informação foi divulgada ontem pela coluna do jornalista Marício Stycer, no UOL.

A alegação das empresas de comunicação é que os atos de apoiadores de Jair Bolsonaro cometem hostilidades contra os profissionais desses veículos. Muitas vezes, as declarações do próprio presidente acabam incitando a violência contra os jornalistas e até os profissionais da área técnica dessas empresas

Segundo a matéria publicada ontem na coluna do UOL, os xingamentos aos jornalistas que esperam a saída de Bolsonaro na porta do Alvorada diariamente se tornaram comuns. Porém os atos cometidos nesta segunda-feira (25) a agressividade foi maior. Em diferentes ocasiões, Bolsonaro também foi grosseiro e ofendeu jornalistas no local. Nesta segunda, pouco antes dos xingamentos feitos por apoiadores, o presidente criticou a imprensa. "No dia que vocês tiverem compromisso com a verdade, eu falo com vocês de novo", disse

Um jornalista da Folha havia questionado sobre o episódio desta segunda o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do Alvorada, e a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Não houve resposta. O UOL anunciou na manhã desta terça-feira (26) que também decidiu suspender temporariamente a cobertura no local.... 

O Grupo Globo comunicou o GSI por carta, assinada por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais. "São muitos os insultos e os apupos que os nossos profissionais vêm sofrendo dia a dia por parte dos militantes que ali se encontram, sem qualquer segurança para o trabalho jornalístico. Estas agressões vêm crescendo. (...) Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão".

O Grupo Bandeirantes informou que também está retirando seus profissionais da cobertura da porta do Palácio da Alvorada a partir desta terça-feira (26). Segundo as informações, os profissionais de todos os veículos controlados pelo grupo deixarão de fazer a cobertura.

Entidades se manifestam sobre os ataques aos jornalistas

A Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (FENAERT) repudiou os comentários em teor ofensivo, e que estimulam a violência contra os jornalistas, feitos pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (25). Em nota, a federação ressaltou que as agressões e ataques a profissionais de imprensa se intensificaram nas últimas semanas. Além dos manifestantes, a FENAERT enfatizou que as ações contam com participação de membros do governo, especialmente do presidente Jair Bolsonaro, que acusou os profissionais de ocultarem a verdade e incentivou apoiadores a criticarem os veículos presentes no Palácio do Planalto, para cobertura diária de pautas do governo. 

A Fenaert divulgou em nota que "lamenta profundamente os ataques, repudiando toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de Coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais."

Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) elogiou a decisão das empresas que suspenderam a cobertura no Alvorada. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas cobraram ações de proteção aos profissionais por parte do GSI e da Secom.

Tags: Rádio, agressão, Bolsonaro, jornalismo, cobertura, Brasília

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Carlos Massaro

Carlos Massaro atua como radialista e jornalista e é formado em Direito. Já coordenou artisticamente uma afiliada da Band FM (interior de São Paulo) e trabalhou como locutor em outra retransmissora da Band FM e na Interativa de Avaré. Atua pelo tudoradio.com desde 2009, responsável pela atualização diária da redação do portal.



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