




Segunda-Feira, 23 de Março de 2026 @ 11:23
São Paulo - Estudo revela percepção positiva do meio entre os brasileiros, destacando baixo índice de associação a desinformação e forte presença no consumo diário, especialmente durante deslocamentos
Uma pesquisa realizada pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), em parceria com o instituto GerpCati, com base em 1.000 entrevistas e nível de confiança de 95,5%, revela que o rádio é percebido como um dos meios de comunicação menos associados à disseminação de notícias falsas no Brasil. O levantamento também destaca hábitos de consumo do meio, indicando presença relevante no dia a dia da população, principalmente durante deslocamentos.
De acordo com o estudo, apenas 1% dos entrevistados apontam o rádio como o meio que mais dissemina fake news. O índice é significativamente inferior ao registrado para a internet (75%), que lidera com ampla vantagem, seguida pela televisão (18%). Jornais e revistas impressos aparecem com 2%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O levantamento também analisou a frequência de consumo do rádio. Segundo os dados, 34% dos entrevistados afirmam ouvir rádio todos os dias, enquanto 17% acompanham algumas vezes por semana. Outros 26% disseram ouvir raramente e 20% afirmaram nunca consumir o meio.
Entre aqueles que têm o hábito de ouvir rádio (803 entrevistas), o carro aparece como o principal local de consumo, citado por 69% dos ouvintes. Em seguida, aparecem a residência (25%) e o ambiente de trabalho (11%). O consumo via celular ou internet soma 10%, enquanto outros locais representam 3%.
Além dos hábitos de mídia, a pesquisa também abordou a percepção da população sobre os principais problemas do estado de São Paulo. A violência e a falta de segurança lideram as preocupações, citadas por 64% dos entrevistados, seguidas pela falta de médicos ou profissionais de saúde (26%) e pela ausência de hospitais e postos de atendimento (23%).
O estudo ainda aponta que o eleitor está mais impactado por questões econômicas e sociais do que por temas ideológicos, indicando uma tendência de priorização de demandas práticas no cenário atual.
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