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Quarta-Feira, 08 de Abril de 2026 @ 19:14

Relatório da ABERT aponta que ataques à imprensa recuaram em 2025, mas seguem frequentes e incluem uso de inteligência artificial

Brasília - Relatório anual aponta redução nos casos de violência, mas mantém alerta para pressão constante sobre jornalistas e avanço das agressões no ambiente digital

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O Relatório da ABERT sobre Violações à Liberdade de Expressão apontou que a imprensa brasileira voltou a registrar casos de violência em 2025, mantendo um cenário de pressão constante sobre o exercício do jornalismo. Ao todo, foram contabilizados 66 episódios de violência não letal, envolvendo pelo menos 80 profissionais e veículos de comunicação. Apesar de uma leve queda nos indicadores, os dados mostram que, em média, um caso ocorreu a cada cinco dias no país.

Apresentado na última terça-feira (7), em Brasília, pelo presidente-executivo da entidade, Cristiano Lobato Flôres, o levantamento indica redução de 9,1% no número de ocorrências e de 5% no total de vítimas em relação ao ano anterior. Ainda assim, os números seguem próximos aos registrados em 2019, período com um dos menores volumes da série histórica monitorada pela ABERT. 

Em 14 anos de acompanhamento, 2025 foi o quarto ano sem registro de assassinato de jornalistas em razão do exercício profissional — repetindo o cenário observado em 2019, 2021 e 2024. As agressões físicas voltaram a liderar os registros, respondendo por 39% dos casos. Foram 26 ocorrências, envolvendo ao menos 35 profissionais, o que representa aumento de 11,5% nos episódios e de 20% no número de vítimas na comparação com 2024.

Regionalmente, a maior concentração de casos ocorreu no Sudeste, responsável por 38% das ocorrências. Centro-Oeste e Nordeste aparecem na sequência, com cinco registros cada. Homens foram as principais vítimas e profissionais de emissoras de TV concentraram a maior parte dos ataques, geralmente motivados por insatisfação com a cobertura jornalística.  levantamento também aponta que políticos e ocupantes de cargos públicos lideram entre os autores das agressões, seguidos por torcedores e integrantes de equipes de futebol.

Na sequência aparecem os casos de intimidação, que somaram 10 registros e envolveram pelo menos 11 comunicadores — crescimento de 40% em relação ao ano anterior. Já as detenções voltaram a ser registradas após um intervalo desde 2019, com dois casos nas regiões Norte e Sul.

As ameaças totalizaram seis episódios em 2025, uma queda de 33% na comparação anual, mas ainda com relatos frequentes de ameaças de morte, especialmente contra profissionais de sites e emissoras de TV em coberturas locais.

O relatório também registra outros tipos de violações, como um atentado, quatro furtos de equipamentos de reportagem, um caso de ato obsceno e seis episódios de injúria. Já os casos de censura cresceram 57% e foram registrados em praticamente todo o país, com exceção da região Sul, envolvendo principalmente agentes públicos.

Segundo Cristiano Lobato Flôres, mesmo com a redução dos indicadores, o cenário ainda exige atenção. “A imprensa continua sendo alvo de intolerância, com ataques verbais, campanhas de ódio e assédio a jornalistas. Enquanto houver um único profissional agredido, a liberdade de imprensa e a democracia seguem em risco”, afirmou.

As decisões judiciais seguem analisadas à parte e não entram na contagem de violência não letal. Em 2025, foram 15 decisões envolvendo a imprensa, com sete favoráveis e oito contrárias. A retirada de reportagens do ar ou a exclusão de nomes citados permanece como a medida mais comum.


Clique aqui para baixar o relatório

Ataques virtuais crescem e passam a envolver inteligência artificial

O ambiente digital também apresentou avanço nas agressões. Levantamento da Bites identificou cerca de 900 mil ataques virtuais contra a imprensa ao longo de 2025 — média de 2.465 por dia ou quase duas por minuto. O volume representa alta de 35% em relação ao ano anterior.

Entre os termos mais utilizados nas ofensivas estão expressões como “lixo”, “podre”, “canalha” e “golpista”, frequentemente direcionadas a jornalistas e veículos de comunicação. Parte desse aumento está associada a reações nas redes sociais após desdobramentos políticos recentes.

O estudo também aponta uma novidade: o uso de ferramentas de inteligência artificial na construção de percepções negativas sobre a imprensa. A análise considerou interações em plataformas como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok, que juntas somam centenas de milhões de acessos mensais no Brasil.

Segundo o diretor-executivo da Bites, Manoel Fernandes, uma das perguntas mais recorrentes nessas plataformas é sobre o posicionamento ideológico da mídia brasileira, refletindo dúvidas frequentes de usuários sobre a atuação dos veículos de comunicação.

Brasil melhora posição em ranking global

No cenário internacional, o Brasil apresentou melhora no ranking de liberdade de imprensa elaborado pela Repórteres sem Fronteiras. O país passou a ocupar a 63ª posição entre 180 nações avaliadas, avançando em relação a 2021, quando figurava na 111ª colocação.

De acordo com entidades internacionais, a melhora está associada à normalização das relações institucionais entre imprensa e o Poder Executivo nos últimos anos. Ainda assim, organismos como a UNESCO alertam para o cenário global: entre 2006 e 2025, mais de 1,8 mil jornalistas foram mortos no mundo, com cerca de 90% dos casos sem solução.

Com informações da ABERT

Tags: imprensa, liberdade de expressão, ABERT, violência contra jornalistas, ataques virtuais, inteligência artificial, mídia

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Carlos Massaro
  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn


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