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Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2026 @ 09:05

Sinteck Next apresenta aplicativo para controle remoto, excitadores digitais, novo transmissor e tecnologias de áudio no SET Expo 2026

São Paulo - Empresa expõe soluções voltadas à gestão remota de transmissores, estações complementares sincronizadas, excitadores digitais, processamento de áudio, monitoramento de modulação e enlaces STL

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A Sinteck Next apresenta no SET Expo 2026 um conjunto de novidades direcionadas à operação técnica das emissoras de rádio, com soluções que envolvem controle e monitoramento remoto de transmissores, telemetria, excitação digital, sincronização de estações complementares, processamento de áudio, transporte de programa entre o estúdio e o parque de transmissão e recursos de contingência. Entre os principais destaques levados pela empresa à feira estão um novo aplicativo para dispositivos móveis, a linha de excitadores digitais DDS, o transmissor XT-10000, um processador de áudio de 18 bandas, uma plataforma multifuncional baseada em tecnologia SDR e uma nova geração de enlaces STL. Parte das tecnologias já está disponível para o mercado, enquanto alguns produtos apresentados como protótipos ou lançamentos ainda dependem da conclusão de etapas de desenvolvimento ou homologação.

Um dos principais lançamentos apresentados pela Sinteck Next é o novo aplicativo da empresa, desenvolvido para ampliar o controle remoto sobre os equipamentos instalados nas emissoras e nos parques de transmissão. A ferramenta pode ser utilizada em aparelhos com os sistemas iOS e Android e permite acompanhar diferentes parâmetros operacionais por meio do celular.

Segundo Tiago Granello, da Sinteck Next, o aplicativo foi desenvolvido para simplificar o acesso às funções de controle e monitoramento dos equipamentos. “Esse app vai fazer todo o controle e o monitoramento do equipamento de uma maneira mais simples e mais fácil para o cliente. Ele consegue baixar esse aplicativo tanto na App Store como no Google Play”, explicou.

No caso dos equipamentos novos, a integração com o aplicativo pode ser feita durante o processo inicial de configuração. Os aparelhos que já estão instalados também poderão receber o recurso, mas algumas unidades precisarão passar por uma atualização gratuita de firmware.

“Se o equipamento é novo, ele já consegue sair funcionando. Ele só precisa entrar em contato com a gente, a gente faz todo o gerenciamento e o coloca em funcionamento. Do contrário, a gente ainda precisa fazer uma atualização de firmware no equipamento, gratuita, e aí consegue fazer esse app funcionar”, detalhou Granello.

Aplicativo amplia acesso à telemetria

Entre as funções disponíveis estão o ajuste de potência, o acionamento ou desligamento dos equipamentos e a programação de horários de funcionamento. O aplicativo também possibilita consultar informações relacionadas ao fornecimento de energia, aos bancos de baterias, à temperatura e às condições gerais do local onde o sistema está instalado.

“Dá para subir e descer potência, ligar e desligar o equipamento, programar horário, fazer absolutamente tudo. Há controle do que está entrando de energia, via banco de baterias e rede elétrica. Você tem absolutamente todo o acesso”, afirmou Granello.

A ferramenta utiliza os recursos de telemetria embarcados nos equipamentos da empresa. A proposta é permitir que as equipes técnicas acompanhem a operação mesmo quando não estejam fisicamente no parque de transmissão, além de facilitar a identificação antecipada de alterações que possam indicar a necessidade de manutenção.

“A saúde do aparelho você consegue acompanhar pelo aplicativo, com acesso via telemetria. Você consegue visualizar a temperatura, saber como está o site, enfim, absolutamente tudo no equipamento”, acrescentou o representante da Sinteck Next.

Linha de excitadores digitais DDS é direcionada às estações complementares

Outro destaque da empresa no SET Expo 2026 é a linha de excitadores digitais DDS, representada no estande pelo DDS-1000. O equipamento trabalha com geração e modulação digital do sinal e recebeu mudanças em sua interface física, incluindo um display maior e sensível ao toque.

De acordo com Granello, a alteração busca facilitar a interação entre o operador e o sistema. “A Sinteck sempre se preocupou com essa questão visual. Os nossos equipamentos não entregam só o RF e acabou. A gente sempre se preocupou com toda a parte visual, com a interação e a interatividade com o usuário. Aumentamos o tamanho do display, ele virou touch, e isso facilita para o usuário final”, disse.

A plataforma DDS também é voltada à implantação de estações complementares sincronizadas. Esse tipo de operação permite instalar transmissores adicionais para cobrir áreas de sombra existentes dentro da área atendida por uma emissora, utilizando a mesma frequência da estação principal.

“Uma outra vantagem do DDS é permitir fazer estações complementares. Isso vem crescendo a cada dia. Com as estações complementares, você consegue colocá-las sincronizadas. Ou seja, tem a principal e consegue sincronizá-la com as estações complementares”, afirmou Granello.


DDS-1000 apresentado pela Sinteck Next no SET Expo 2026 / tudoradio.com

A sincronização precisa abranger tanto a radiofrequência e a portadora quanto o áudio transmitido. O objetivo é reduzir a possibilidade de interferência entre o sinal principal e aquele emitido pela estação complementar, especialmente nas regiões em que os dois sinais chegam simultaneamente.

“O primeiro objetivo é atender a área de sombra, preencher esse nulo. A tecnologia embarcada no equipamento permite fazer essa entrega sem problemas de interferência entre o sinal principal e o sinal da complementar”, explicou.

Segundo o representante da Sinteck Next, uma estação complementar que não esteja corretamente sincronizada pode criar uma condição operacional mais complexa do que a área de sombra que se pretende corrigir. “Você coloca um equipamento para acabar com a sombra e cria um problema muito maior, porque passa a ter dois equipamentos na mesma frequência”, alertou.

microMPX, GPS e RDS embarcados

A solução DDS apresentada pela empresa conta com recepção de microMPX, tecnologia associada ao Stereo Tool, além de GPS e RDS embarcados. Para a sincronização das estações, o sistema utiliza um receptor de satélite responsável pelo travamento das unidades na mesma referência de fase.

“Uma grande vantagem do nosso DDS é que ele já vem com toda a parte de recepção do microMPX, que vem do Stereo Tool. A parte de GPS também já vem embarcada no equipamento”, explicou Granello.

“Para funcionar com o DDS Sinteck, você vai precisar somente do receptor de satélite, para que ele consiga fazer o lock e colocar todo mundo na mesma fase. Não só RF e portadora, como também áudio. A gente vai sincronizar as duas coisas. O RDS também vem todo embarcado”, completou.

Além do preenchimento de áreas de sombra, a empresa aponta a proteção da área de cobertura e do contorno protegido como outra aplicação das estações complementares.

“Existem duas grandes motivações. A primeira, obviamente, é cobrir uma área de sombra. A outra, que é algo muito pertinente, é a proteção do sinal, da área de cobertura e do contorno protegido. Atualmente, você faz isso por meio das estações complementares. Isso vem crescendo e trazendo uma grande mudança”, afirmou Granello.

Transmissor XT-10000

A Sinteck Next também expõe na feira o transmissor XT-10000, modelo de 10 kW desenvolvido em uma estrutura compacta. O equipamento incorpora os recursos presentes na linha XT, incluindo telemetria, RDS, suporte a banco de baterias e integração com o novo aplicativo da fabricante.

“A gente trouxe aqui o nosso XT-10000. Ele é compacto e tem um preço extremamente agressivo para a gente conseguir atender todo tipo de emissora. É um excelente transmissor, com dimensão de rack, bem compacto e fácil de locomover, com excelente custo-benefício”, declarou Granello.

O transmissor utiliza dez pallets de potência e, segundo a empresa, foi projetado com foco em eficiência energética e redução do espaço ocupado no parque de transmissão.

“Ele já utiliza dez pallets com o transistor mais moderno que existe hoje. Tem eficiência altíssima e traz toda a tecnologia da linha XT: banco de baterias, RDS, telemetria completa e o app agora disponível. Toda essa tecnologia está disponível”, acrescentou.

O RDS integrado contempla recursos como PS, utilizado para a identificação da emissora no receptor, e RT, destinado à transmissão de textos dinâmicos. A operação dessas funções pode ser realizada a partir do próprio sistema do transmissor.

Equipamento multifuncional reúne monitoramento, interface e contingência

Entre as demonstrações realizadas no estande também está um equipamento multifuncional apresentado como uma plataforma “all-in-one”. A solução, ainda mostrada como protótipo, reúne monitor de modulação, interface de áudio, recursos de análise, geração de sinais para testes e processamento de contingência.

Alfredo Menezes, técnico e radiodifusor parceiro da Sinteck Next, definiu o produto como um “canivete suíço” voltado à estrutura técnica das emissoras. A plataforma utiliza tecnologia SDR e permite acompanhar RDS, nível de modulação e os canais esquerdo e direito do áudio.

“Ele já é monitor de modulação, com uma tecnologia muito boa, sensibilidade e seletividade boas. Isso é muito difícil de encontrar hoje em um monitor de modulação, ainda mais nesse nível de investimento, que é acessível, e com altíssima qualidade. Os componentes são os melhores e a tecnologia já é SDR”, afirmou Menezes.

Segundo ele, o equipamento foi projetado para trabalhar tanto em locais mais distantes da emissora, onde o sinal recebido é fraco, quanto nas proximidades do transmissor, onde existe a possibilidade de saturação.

“É um monitor completo, que tem RDS, nível de modulação e permite ver L e R. Ele tem sensibilidade e seletividade muito boas. Tanto faz estar distante da emissora, com o sinal fraco, como próximo dela, com o sinal saturado: ele trabalha bem nas duas situações”, explicou.

A plataforma também funciona como interface de áudio, com conexões analógicas L/R e digitais AES. Esse recurso permite que ela seja utilizada temporariamente em substituição a uma interface que apresente defeito.

“Se uma placa de áudio da máquina der defeito, ele tem saída L/R, saída AES e também entrada L/R. É um canivete suíço. A rádio pode ter isso para se salvar em várias situações”, ressaltou Menezes.


Lançamento de monitor multifuncional da Sinteck Next no SET Expo 2026 / tudoradio.com

Integração com Stereo Tool e Breakaway

Uma das aplicações previstas é o uso do equipamento em conjunto com processadores de áudio baseados em software, como Stereo Tool e Breakaway. A proposta é oferecer uma interface desenvolvida especificamente para a operação de radiodifusão, evitando a dependência de placas de áudio de uso geral.

“Hoje está muito em alta nas rádios, até por uma questão de investimento, usar software virtual. Você pode ter o Stereo Tool: compra a licença, mas precisa montar um computador e resolver a interface de áudio. Às vezes, usa uma placa de áudio comum que, por melhor que seja, não foi desenvolvida para isso”, afirmou Menezes.

Os módulos internos se comunicam por ligações ópticas, proporcionando isolamento elétrico entre o computador e o restante da estrutura. De acordo com Menezes, isso ajuda a impedir a propagação de picos de energia.

“Você usa um bom computador com a licença, liga aqui e ele passa a ser seu processador de áudio de altíssimo desempenho. Ele é todo isolado; todos os módulos se comunicam por fibra óptica. Não há comunicação por metal. Se houver um pico de energia no computador, ele não passa para o equipamento, e muito menos o equipamento vai devolver esse pico”, detalhou.

Quando utilizado com um excitador digital DDS, o sistema pode entregar o composto multiplexado em formato digital AES 192. “Você tem a opção de entregar o sinal composto multiplexado digital. Se tiver um transmissor de primeira linha com DDS, da Sinteck ou de outros fabricantes internacionais, ele consegue entregar o sinal composto em AES 192”, disse.

O equipamento também permite monitorar e ajustar a saída composta de processadores externos por meio de fones de ouvido, simulando a condição em que o áudio seria entregue ao sistema de transmissão.

“Se você quer fazer um ajuste do processador de áudio, normalmente precisaria ter um excitador para simular como estaria no ar. Aqui, ele simula como se estivesse no ar e você faz o ajuste com o fone de ouvido”, explicou Menezes.

Compatibilidade com Windows, Linux, Mac e redes de áudio

A plataforma foi desenvolvida para funcionar com computadores equipados com Windows, Linux ou macOS. Também estão previstas integrações com estruturas de áudio sobre IP, incluindo AES, Dante, AES67 e Livewire.

“Ele funciona em Windows, Linux e Mac. Você pode comprar o Stereo Tool para qualquer uma dessas distribuições e ele vai funcionar”, disse Menezes.

A proposta é atender principalmente emissoras de pequeno e médio portes que utilizam processamento virtual como alternativa a processadores físicos de maior custo.

“Há radiodifusores, principalmente de pequeno e médio porte, que não têm capacidade de comprar um processador caro. Comprando um Stereo Tool ou um Breakaway — que, sendo bem sincero, fazem bons trabalhos — eles poderão entregar qualidade por conta desse equipamento, porque não usarão uma placa de som que não foi desenvolvida para isso”, explicou.

Além da operação regular, a solução pode ser utilizada em contingências. O protótipo possui um processador DSP embarcado de três bandas, destinado a manter o áudio da emissora no ar caso o computador responsável pelo processamento principal apresente falha.

“Se der defeito no computador que está fazendo o trabalho do Stereo Tool ou do Breakaway, ele tem um processador simples. Você não vai ficar sem processador de áudio. Ele tem um processador DSP de três bandas, que quebra o galho. Jamais será um Stereo Tool ou um Breakaway, mas faz um trabalho legal”, afirmou Menezes.

O equipamento também pode gerar um tom para testes e ajustes de desvio do transmissor. “Ele também serve para teste. Se você for ajustar o transmissor, ele gera o tom para ver o desvio e deixar tudo preparado. A definição é: o canivete suíço da Sinteck. É o all-in-one, tudo em um”, resumiu.

Como o produto foi apresentado na condição de protótipo, a Sinteck Next ainda trabalha na implementação de outras funções antes de sua versão comercial definitiva.

Processador compacto de 18 bandas

Outro equipamento apresentado no estande é um processador de áudio compacto de 18 bandas. A solução conta com duas saídas multiplex, uma conexão AES configurável como entrada ou saída, duas entradas analógicas, suporte a microMPX e um painel próprio para acompanhamento e configuração.

“Ele é um processador de 18 bandas. Tem duas saídas multiplex. Uma porta AES pode ser entrada ou saída AES; o cliente escolhe. Tem duas entradas analógicas, uma porta para o microMPX e um dashboard próprio”, explicou Gabriel Lopes Garcia, que apresentou o equipamento.

O painel permite consultar leituras operacionais, selecionar predefinições e ajustar os níveis de entrada e saída. A configuração pode ser realizada remotamente pelo navegador, reduzindo a necessidade de interfaces ou programas adicionais.

“No dashboard, você consegue ver todas as leituras, ajustar a predefinição desejada e mexer no nível de volume de entrada e de saída. Ele é bem compacto, feito para atender ao mercado brasileiro”, disse Garcia.

“Ele foi feito de forma bem objetiva para atender ao mercado do radiodifusor, ao cliente que procura algo mais compacto. O técnico chega, instala e acessa pelo browser. Pelo navegador, já faz toda a configuração e todos os ajustes”, completou.

Além do processamento destinado à transmissão em FM, a solução pode ser aplicada ao áudio do streaming. A proposta é entregar um sinal já processado e reduzir a quantidade de computadores e equipamentos externos utilizados pela emissora.

“Para o streaming, ele processa o áudio do stream. O cliente recebe um áudio limpo, nítido, com clareza para o ouvinte”, afirmou Garcia. Segundo o representante, a concentração das funções também elimina a necessidade de outras máquinas e equipamentos de terceiros, contribuindo para a redução da estrutura e do custo da emissora.

Nova geração de enlaces STL

A Sinteck Next também apresenta uma nova geração de enlaces STL, voltados ao transporte do áudio entre o estúdio e o parque de transmissão. A linha deverá substituir os equipamentos anteriores depois da conclusão do processo de homologação.

Segundo Fábio Moura, um dos responsáveis pela Sinteck Next, o novo sistema recebeu hardware atualizado, conexão de rede, entrada digital, telemetria completa e versões com potência de até 30 watts. A geração anterior alcançava até 10 watts.

“A gente vai tirar de linha os antigos STL. Este entra assim que sair a homologação e vai substituir o anterior. É uma outra tecnologia, com várias funções. O hardware é muito mais sofisticado. Tem rede, telemetria completa, entrada digital e capacidade de chegar a até 30 watts; antes eram somente 10 watts. É uma versão estendida em potência”, explicou Moura.

Outra novidade é a inclusão de um player de arquivos MP3 para contingência. Se houver interrupção do sinal enviado pelo estúdio, o equipamento poderá iniciar uma programação armazenada localmente, mantendo a emissora no ar até o restabelecimento do enlace. “Ele também tem um player de MP3. Caso caia o sinal da rádio, entra o MP3 — o modelo anterior não tinha isso — para segurar a programação da emissora até o sinal ser restaurado”, afirmou.

Segundo Moura, “é um link STL moderno, com mais funções, hardware modernizado, potência de até 30 watts e opções adicionais”. A comercialização dessa nova geração, porém, está vinculada à conclusão de sua homologação.

Tags: Sinteck Next, SET Expo 2026, transmissores FM, excitadores digitais, estações complementares, processamento de áudio, telemetria, link STL

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Daniel Starck
  • Daniel Starck – Jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com, maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão, com mais de 20 anos no ar. É formado em Comunicação Social pela PUC-PR e teve passagens por emissoras como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital do rádio, com participação em eventos promovidos por entidades como SET, AESP, AMIRT, ACAERT, ASSERPE, AERP e MidiacomPB. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com foco em aplicativos, mídia programática, novos devices, inteligência artificial, sites e streaming. LinkedIn


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