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Ciência no Rádio chega à 500ª edição na Rádio MEC com especial dedicado ao criador do programa

Ciência no Rádio chega à 500ª edição na Rádio MEC com especial dedicado ao criador do programa

Rio de Janeiro - Parceria entre o Observatório Nacional e a emissora pública completa 11 anos em 2026 e tem como foco a popularização do conhecimento científico por meio do rádio


O programa Ciência no Rádio, resultado de uma parceria entre o Observatório Nacional (ON/MCTI) e a Rádio MEC, vai alcançar a marca de 500 edições nesta quarta-feira (28). Criado em 2015 pelo radialista, jornalista e professor de comunicação Marcus Aurélio de Carvalho, que possui baixa visão, o projeto é voltado à popularização do conhecimento científico por meio da radiodifusão. Para marcar a edição comemorativa, o próprio idealizador do programa será o entrevistado, relembrando a trajetória da atração e destacando a importância do rádio como ferramenta de inclusão e acessibilidade.

A estreia do Ciência no Rádio ocorreu em 7 de outubro de 2015, quando Marcus Aurélio iniciou uma parceria com o Observatório Nacional para levar informações científicas ao público de forma acessível. A iniciativa nasceu do interesse do radialista pela astronomia e da percepção de que havia espaço para ampliar a divulgação de assuntos ligados à ciência na programação radiofônica. Desde então, o programa é veiculado semanalmente, às quartas-feiras, e se consolidou como um canal de aproximação entre pesquisadores e ouvintes.

A primeira edição contou com a participação da pesquisadora Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional, que abordou fenômenos astronômicos e temas relacionados ao XX Ciclo de Cursos Especiais em Astronomia da instituição. Ao longo dos anos, o projeto também passou a estimular os pesquisadores a adotarem uma linguagem mais simples e direta, facilitando a compreensão de conteúdos científicos por diferentes públicos.

Trajetória e acessibilidade no rádio

Com mais de quatro décadas de atuação no jornalismo e no rádio, Marcus Aurélio iniciou sua carreira em setembro de 1981 e construiu uma trajetória marcada pela atuação como repórter esportivo com baixa visão em grandes emissoras. Atualmente, integra a gestão de comunicação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) e da União Latino-americana de Cegos (ULAC), além de apresentar diariamente o programa Manhã VIP, na Rádio VIP FM de São Paulo.

O radialista, que perdeu a visão do olho direito ainda na infância e possui apenas 10% da visão no esquerdo, destaca a capacidade do rádio de transmitir informações e construir imagens por meio da linguagem sonora. Para ele, o veículo funciona como a "maior tela do mundo", permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão também tenham acesso a conteúdos que normalmente dependem de recursos visuais.

"O rádio amplia a imagem. Ele traz a tela do que acontece no espaço para o conhecimento de pessoas que não estão vendo a imagem, seja por serem cegas, com baixa visão, ou simplesmente por estarem ouvindo rádio", explicou Marcus Aurélio.

O comunicador também destaca o alcance da radiodifusão em diferentes regiões do país, incluindo comunidades rurais e ribeirinhas. Segundo ele, a utilização do rádio para a divulgação científica contribui para ampliar o acesso ao conhecimento e combater a desinformação. "Nós temos que ser o antídoto para muita gente que ainda fala sobre Terra plana e outras afirmações sem qualquer base científica. O Ciência no Rádio é uma aposta na ciência que deu certo", afirmou.

Parceria com o Observatório Nacional

A chegada à 500ª edição também representa a continuidade de uma parceria que contribuiu para ampliar as ações de divulgação científica do Observatório Nacional. O programa já contou com a participação de diversos pesquisadores da instituição e teve entre seus momentos marcantes o especial de dez anos, que reuniu profissionais envolvidos na criação e na manutenção do projeto.

Entre eles está Josina do Nascimento, atual gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP) do Observatório Nacional, que acompanha a iniciativa desde 2015 e assumiu a gestão da divisão em 2020. Para ela, a ausência de recursos visuais é justamente um dos diferenciais da atração, permitindo que o conhecimento científico também alcance pessoas cegas ou com dificuldades de visão.

Outra profissional ligada à trajetória do Ciência no Rádio é Alba Lívia Tallon Bozi, responsável pela DICOP na época da criação do projeto e atualmente assessora de comunicação do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA/MCTI). Segundo ela, a necessidade de produzir conteúdos semanais também estimulou os pesquisadores do Observatório Nacional a reconhecerem a divulgação científica como parte importante de suas atividades.

A edição comemorativa desta quarta-feira (28) terá como destaque a trajetória de Marcus Aurélio e a consolidação da parceria iniciada há 11 anos. Para o radialista, o alcance de 500 programas representa a continuidade de um projeto que reúne suas atividades como jornalista, educador e comunicador, tendo o rádio como instrumento de democratização do conhecimento científico.

Rádio MEC FM · 99.3 FM

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Carlos Massaro

Carlos Massaro

  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn
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