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Grupo de infraestrutura Crítica da radiodifusão volta a se reunir nesta segunda

Brasília – Furtos de cabos e transmissores estão na pauta da reunião de hoje


O furto de equipamentos que mantém o funcionamento das emissoras está entre os pontos críticos da radiodifusão no país.  O assunto vai ser debatido nesta segunda-feira, na 6ª reunião do Grupo de Infra-estrutura Crítica da Radiodifusão, em São Paulo. Somente em Londrina, as rádios Massa FM 90.7, Folha FM 102.1 e a Igapó FM 104.5 ficaram fora do ar devido a furtos em cabos que alimentam os transmissores das rádios. No caso da Massa FM, o prejuízo estimado para reposição dos cabos foi de cerca de R$ 5 mil, além das perdas com anunciantes.

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O debate será coordenado pelo diretor de Tecnologia da Abert , Ronald Siqueira Barbosa.  Engenheiros de rádio e TV vão propor critérios que nortearão o governo futuramente a proteger localidades mais vulneráveis a fatores externos como catástrofes, roubos ou interferências no sinal. “Já sabemos que o Ministério das Comunicações não abre mão de proteger emissoras em faixas de fronteira e aquelas também que compartilham infraestrutura com outros serviços estratégicos do país”, explicou Barbosa.

Agora à tarde, o especialista em Sistema de Aviso de Emergência para o ISDBT, Sakaguchi-san vai explicar como uma emissora pode ajudar a população a se salvar de catástrofes naturais. A ideia é que Sakaguchi também ajude os engenheiros a responderem como uma emissora pode prestar o serviço mesmo quando for afetada.

Pensando em qual estratégia o Brasil deve adotar para que sua infraestrutura crítica não entre em colapso diante de catástrofes naturais, falhas e erros operacionais, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) instituiu em 2007 o Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas (PNSIEC), coordenado pelo Núcleo de Segurança de Infraestruturas Críticas (NSGI).

Para o governo federal são consideradas infraestruturas críticas “as instalações, serviços, bens e sistemas que, se forem interrompidos ou destruídos, provocarão sério impacto social, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade”. A radiodifusão está incluída no plano do governo federal.

Em 2010, a Abert elencou inicialmente, 12 riscos à infraestrutura do setor: falta de energia elétrica, raios, ação dos ventos, incêndios, acessibilidade, site reserva, pirataria (interferências), vandalismo, furtos e distúrbios de ordem pública.

O Ministério das Comunicações ficou encarregado de levantar os riscos, as vulnerabilidades e as infraestruturas críticas, estabelecendo critérios de prioridades. “Para definir o que é uma infraestrutura crítica é necessário primeiro identificar os riscos de cada infraestrutura da radiodifusão e determinar sua vulnerabilidade”, explica Barbosa.

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Carlos Massaro

Carlos Massaro

  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn
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