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ABERT pede ao STF suspensão de medida provisória que proibiu publicidade de bets no país

ABERT pede ao STF suspensão de medida provisória que proibiu publicidade de bets no país

Brasília - Entidade afirma que emissoras de rádio e televisão já enfrentam perdas de receitas e impactos em contratos comerciais


A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade das chamadas bets em todo o território nacional. O pedido foi direcionado ao ministro Luiz Fux, relator de processos que discutem o tema na Corte. Segundo a entidade, a proibição imediata da publicidade relacionada às empresas de apostas já provoca perdas de receitas e rupturas de contratos envolvendo emissoras de rádio e televisão.

A medida questionada é a MP 1.394, publicada em 25 de setembro, que proibiu em todo o país a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa. A norma também extinguiu autorizações concedidas anteriormente às empresas do setor, alterando o modelo regulatório que vinha sendo adotado para essa atividade no Brasil.

A Abert sustenta que, enquanto a medida permanecer em vigor, as emissoras acumulam prejuízos decorrentes da interrupção de contratos publicitários e de patrocínio. Segundo a associação, essas perdas dificilmente poderão ser recompostas caso a MP venha posteriormente a ser rejeitada pelo Congresso Nacional ou considerada inconstitucional pelo Supremo.

A entidade apresentou duas manifestações ao STF. Em uma delas, solicitou ingresso como parte interessada em uma ação apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contra a medida provisória. Em outra frente, a Abert reforçou pedidos para a suspensão da norma em processos que já discutiam a regulamentação das apostas no país.

No pedido encaminhado a Fux, a associação solicita que os efeitos da MP sejam suspensos de forma liminar até que o Congresso Nacional analise a medida ou até que ocorra um julgamento definitivo pelo STF. No mérito, a Abert defende que a norma seja considerada integralmente inconstitucional e que seja reconhecida a validade do regime regulatório anterior.

Entre os argumentos apresentados está a mudança de orientação adotada pelo governo federal em relação ao setor. A associação afirma que, desde 2023, o Poder Executivo vinha estruturando um modelo de regulamentação das apostas, com autorizações, regras de fiscalização e tributação, e questiona a substituição desse sistema por uma proibição realizada através de medida provisória.

A Abert também aponta impactos diretos sobre contratos já firmados pelas empresas de comunicação. Segundo a entidade, a mudança obrigou empresas autorizadas a interromper operações em um prazo reduzido, afetando contratos publicitários, patrocínios e outros compromissos comerciais relacionados à atividade.

Outro ponto questionado pela associação é a proibição integral da publicidade comercial ligada às apostas. Para a Abert, a restrição por meio de medida provisória apresenta problemas constitucionais. A entidade também contesta a extinção das autorizações que haviam sido concedidas por prazo determinado, argumentando que a mudança ocorreu sem procedimentos individualizados.

O pedido da Abert amplia a movimentação no STF relacionada à MP. Entidades representativas do setor de apostas também já recorreram à Corte para questionar a norma, enquanto os processos relacionados ao tema estão sob relatoria do ministro Luiz Fux.

Com informações do O Globo e foto de Antonio Augusto/STF

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Carlos Massaro

Carlos Massaro

  • Carlos Massaro – Radialista e jornalista, já atuou como coordenador artístico da Band FM de Promissão/SP e como locutor nas afiliadas da Band FM em Ourinhos/SP e na Interativa FM de Avaré/SP. Também trabalhou como jornalista na Hot 107 FM 107.7 de Lençóis Paulista/SP, além da Jovem Pan FM 88.9 e Divisa FM 93.3, ambas de Ourinhos/SP. É advogado inscrito na OAB/SP e membro efetivo regional da Comissão Estadual de Defesa do Consumidor da OAB/SP. Está no tudoradio.com desde 2009, sendo responsável pela atualização diária da redação do portal. LinkedIn
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