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Sexta-Feira, 05 de Março de 2021 @ 07:30

Share of Ear: Novo rádio? Edison aponta que 30% de toda audição de áudio ocorre em dispositivos móveis 

São Paulo - Dados são referentes ao mercado dos Estados Unidos. Receptor FM/AM segue na liderança entre os aparelhos para o consumo de áudio

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Análise - Um recorte do Share of Ear 2020, levantamento especial da Edison Research que mapeia o consumo de áudio nos Estados Unidos, pode apontar o celular como uma espécie de 'novo rádio para o mercado, já que o veículo não apresentou mudanças em seu alcance (segue acima de 90%). Segundo o estudo, 30% de todo o tempo gasto ouvindo áudio por pessoas com mais de 13 anos nos EUA ocorre através de um dispositivo móvel. Para se ter uma ideia desse avanço, em 2014 o volume era de 18%. Já o receptor FM/AM tradicional corresponde pela maior fatia: 35%.

O levantamento pode gerar uma série de questionamentos e discussões por possibilitar diferentes interpretações. É fato que ano após ano os dispositivos móveis ganham em volume no consumo de áudio, enquanto os receptores de rádio AM/FM diminuem a sua liderança entre todos os aparelhos. E essa diferença chegou ao menor volume histórico em 2020, ano da pandemia do novo coronavírus.

Péssima notícia para o rádio? Depende. O levantamento Share Of Ear lembra que os dispositivos móveis também possibilitam o acesso ao conteúdo linear de rádio, seja via streaming ou via FM (a depender do modelo). Outro ponto: os smartphones estão possibilitando o rápido crescimento no consumo de plataformas de áudio, ou seja, o universo de pessoas ouvindo algo é maior do que anos anteriores.

Também é importante considerar que o recorte é relacionado ao consumo norte-americano, mais dependente da audiência originada em automóveis (onde o receptor FM/AM é mais frequente). Para isso, é importante que o rádio observe se houve diminuição significativa em alcance e audiência nos seus números, ponto que não foi notado em 2020, com o rádio retendo mais de 90% de seu alcance mesmo com as mudanças impostas pelo coronavírus. Nos dois anos pré-pandemia, com deslocamentos, o share do receptor ficou estável em 41%.

"Os dispositivos móveis, particularmente, é claro, o telefone, vêm ganhando no receptor de rádio tradicional como o principal dispositivo auditivo há tanto tempo que medimos Share of Ear, mas com as interrupções do ano passado a diferença diminuiu drasticamente", fala do presidente da Edison Research, Larry Rosin, em um comunicado e destacado pelo portal norte-americano Inside Radio. "À medida que menos pessoas têm um receptor de rádio padrão em suas casas atualmente, naturalmente mais audição vem através de dispositivos digitais", completa o executivo.

O portal Inside Radio, ao repercutir a pesquisa, também lembra do cuidado que é necessário ao interpretar os dados do Share Of Ear: "Tenha em mente que essas estatísticas falam apenas com o dispositivo, não com o produto de áudio fornecido pelo dispositivo. Dispositivos móveis podem fornecer uma ampla gama de produtos de áudio, incluindo programação de estações de rádio", destaca a publicação, que completa dizendo que "a empresa de pesquisa diz que será necessária uma análise de dados adicionais no próximo ano para ver se esses hábitos de áudio permanecem após a quarentena".

Também em crescimento no Brasil, iniciativas como disponibilizar o acesso ao streaming de áudio das emissoras através de várias aplicações em smartphones e a inclusão do chip FM nos celulares tendem assegurar o fácil acesso ao conteúdo de rádio no mercado brasileiro.


Avanço na participação dos dispositivos móveis no consumo de áudio nos EUA

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Com informações do portal Inside Radio e da Edison Research / Share Of Ear 2020

Tags: áudio, rádio, celular, smartphone, tecnologia, tendências

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 19 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como palestrante e consultor nas áreas artística e digital.












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