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Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2025 @ 06:38

O Rádio Hoje | Rádio mantém ampla liderança no consumo de áudio com publicidade nos EUA

São Paulo - Quando se trata de áudio com inserções publicitárias, o rádio segue absoluto nesse segmento, mantendo uma posição estável ao longo das últimas medições

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O rádio continua sendo a principal plataforma de áudio com suporte publicitário, respondendo por dois terços (67%) do tempo diário de escuta nos Estados Unidos. Os dados são do estudo Share of Ear, da Edison Research, destacados na edição mais recente do relatório trimestral The Record, da Nielsen. Os números reforçam achados de outra pesquisa recentemente divulgada pelo tudoradio.com, realizada pela FMR Associates e Eastlan Ratings, que apontou a mesma tendência. Em resumo: sempre que há um áudio consumido com anúncios, o rádio lidera com ampla vantagem, consolidando sua importância para o mercado publicitário.

Os resultados do quarto trimestre de 2024 reafirmam a posição do rádio como líder isolado no consumo de áudio, com larga vantagem sobre outras plataformas e mantendo uma relativa estabilidade em relação a medições anteriores. O meio segue representando dois terços do tempo total de escuta de áudio com suporte publicitário. Os podcasts aparecem em segundo lugar, com 18% de participação, seguidos por versões gratuitas de serviços de streaming, como o Spotify (12%), e os canais com anúncios da SiriusXM (3%).  

Segundo a Nielsen, os números praticamente não mudaram em relação ao trimestre anterior, com apenas o streaming de áudio registrando um leve crescimento de um ponto percentual. “Isso demonstra a constância da demanda por áudio no dia a dia da mídia americana”, destaca o relatório.  

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Rádio segue dominante entre ouvintes mais velhos  

A análise demográfica apresentada pela Edison Research mostra que o rádio tradicional tem um desempenho ainda mais expressivo entre ouvintes de faixas etárias mais altas. Entre adultos de 25 a 54 anos, a plataforma detém 62% do tempo de escuta, quase três vezes mais do que os podcasts, que possuem 23%. Já entre os ouvintes com mais de 35 anos, a liderança do rádio é ainda mais evidente: 74% contra 13% dos podcasts.  

Por outro lado, entre o público de 18 a 34 anos, a disputa se mostra mais equilibrada. O rádio mantém a liderança, com 47% do tempo de escuta diária, mas os podcasts se aproximam, com 32%, seguidos pelo streaming de áudio com anúncios (20%). A participação dos podcasts no total de escuta de áudio permaneceu estável em 18% no último trimestre, mas entre os ouvintes de 18 a 34 anos houve um crescimento de um ponto percentual, atingindo 32%.  


Divisão do total de consumo de áudio com anúncios / Crédito: Nielsen Audio e Edison Research

Áudio representa quase 20% do consumo total de mídia nos EUA  

O relatório da Nielsen aponta que o áudio, em suas diferentes plataformas – rádio, podcasts, streaming musical e rádio via satélite –, representou quase 20% do tempo total de consumo de mídia dos norte-americanos no quarto trimestre de 2024. Isso equivale a uma média de três horas e 54 minutos diários de escuta.  

“O fim do ano costuma ser um período movimentado para a mídia nos Estados Unidos, e 2024 não foi diferente para o áudio”, observa o relatório. “Os últimos três meses do ano foram marcados por uma ampla variedade de temas em notícias, esportes e entretenimento.”  

Cresce a audiência de formatos como news/talk, esportes e adulto contemporâneo  

Entre os formatos de rádio mais sintonizados no período, o levantamento da Nielsen identificou um aumento na audiência das emissoras de notícias e talk shows, impulsionado pela cobertura da eleição presidencial dos EUA. O interesse por esportes também cresceu, especialmente com a reta final da temporada de beisebol da MLB e a NFL em pleno andamento, fortalecendo o segmento de sports talk radio.  

Outro destaque foi o crescimento significativo da audiência das emissoras do formato adulto-contemporâneo (AC), reflexo da tradicional migração dessas estações para uma programação 100% natalina no fim do ano. Esse movimento resultou em um aumento de 9% na participação do formato entre ouvintes adultos (18+). Entre os mais jovens, de 18 a 34 anos, o crescimento foi ainda mais expressivo: 17%, passando de 8,4% no terceiro trimestre para 9,8% no quarto trimestre. O dado reforça que, mesmo entre as novas gerações, a programação especial de fim de ano no rádio AM/FM continua atraindo ouvintes.  

O próprio tudoradio.com, com base em dados da Nielsen Audio, mostrou que o rádio foi novamente apontado como a trilha sonora musical do fim de ano nos Estados Unidos. Emissoras que adotaram uma programação temática para o Natal voltaram a registrar crescimento significativo em audiência e alcance.


Distribuição por formato de programação / Crédito: Nielsen Audio e Edison Research

Vale a leitura:
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E por qual razão olhar para lá fora?

O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.

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Com informações da Nielsen Audio, Edison Research e do portal Inside Áudio

Tags: rádio, consumo de áudio, publicidade, Nielsen, Edison Research, podcasts, streaming

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Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com. Com 20 anos no ar, trata-se do maior portal brasileiro dedicado à radiodifusão. Formado em Comunicação Social pela PUC-PR. Teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Atua como consultor e palestrante nas áreas artística e digital de rádio, tendo participado de eventos promovidos por associações de referência para o setor, como AESP, ACAERT, AERP e AMIRT. Também possui conhecimento na área de tecnologia, com ênfase em aplicativos, mídia programática, novos devices, sites e streaming.



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