




Terça-Feira, 10 de Março de 2026 @ 11:23
São Paulo - Destaque para o consumo entre jovens e para a força do meio no mercado publicitário automotivo
O rádio AM/FM segue como protagonista no consumo de áudio dentro de veículos nos Estados Unidos. É o que aponta a mais recente edição do estudo trimestral Share of Ear, produzido pela Edison Research, que analisa o tempo gasto com diferentes formatos de áudio no país. Segundo o levantamento referente ao quarto trimestre de 2025, 53% de toda a escuta de rádio AM/FM ocorre dentro de carros, índice que cresceu de forma consistente ao longo da última década.
O estudo, que chega à sua décima primeira edição, pesquisa anualmente cerca de 4 mil americanos para medir o alcance diário e o tempo dedicado aos diversos tipos de áudio. Entre os profissionais do setor, a análise tem sido amplamente acompanhada, especialmente diante do avanço de ferramentas de medição em veículos, como o DTS AutoStage, da Xperi, atualmente utilizado por cerca de 1.700 profissionais do rádio AM/FM e presente em aproximadamente seis milhões de carros nos Estados Unidos.
De acordo com o relatório, a participação do consumo de rádio AM/FM dentro de veículos cresceu 25% nos últimos dez anos. Em 2015, o carro representava 42% do total de audição da mídia, enquanto atualmente responde por 53%. O levantamento também aponta que, após a queda registrada durante a pandemia, o consumo em veículos voltou a crescer e já supera os níveis observados antes de 2020.
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Entre os públicos mais jovens, o automóvel se consolidou como o principal ambiente de consumo do rádio tradicional. O estudo indica que 63% do tempo gasto por ouvintes de 18 a 34 anos com rádio AM/FM ocorre dentro do carro. Já na faixa etária entre 25 e 54 anos, 57% do tempo dedicado ao rádio também acontece em veículos.

Outro destaque do levantamento está no comportamento do público feminino. Em todos os recortes demográficos analisados, as mulheres apresentam maior participação de escuta no carro do que os homens. Entre mulheres de 18 a 34 anos, 72% de todo o tempo de audição de rádio AM/FM ocorre dentro de veículos, enquanto entre aquelas de 25 a 54 anos esse índice chega a cerca de dois terços do total.
O estudo também avaliou a relação entre o consumo de música e o uso do rádio no ambiente automotivo. Entre proprietários de veículos de marcas nacionais como Ford, Chevrolet, GMC e Jeep, a participação do carro no tempo gasto ouvindo rádio AM/FM cresceu de 43% em 2016 para 53% em 2025. Já entre donos de marcas importadas — como BMW, Honda, Hyundai, Kia, Lexus, Nissan, Subaru e Toyota — o veículo já concentrava uma parcela elevada de audiência e atualmente representa 55% de todo o consumo de rádio AM/FM.
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No panorama geral do consumo de áudio em carros nos Estados Unidos, 54% de todo o conteúdo ouvido no veículo é proveniente do rádio AM/FM. Em muitas montadoras, o meio representa mais da metade de todo o tempo de uso de áudio dentro do automóvel. Nos veículos da General Motors, por exemplo, o rádio responde por 62% do consumo de áudio no carro.
Quando o foco é o mercado publicitário, o domínio do rádio é ainda mais evidente. O levantamento aponta que 83% de todo o áudio com publicidade ouvido dentro de veículos é proveniente do rádio AM/FM, consolidando o meio como principal plataforma de áudio para alcançar consumidores durante deslocamentos. Mesmo entre os jovens de 18 a 34 anos, o rádio representa 77% do tempo gasto com áudio com anúncios dentro dos carros.

Os dados reforçam a relevância do rádio AM/FM no ambiente automotivo e indicam que o meio continua sendo um dos principais pontos de contato com o público em movimento, especialmente no momento em que consumidores estão próximos de decisões de compra.
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E por qual razão olhar para lá fora?
O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.
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Com informações da Edison Research e da Westwood One / Cumulus Media


