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Domingo, 29 de Março de 2020 @

Solidário, companheiro e informativo: o rádio tem seu papel definido em época de coronavírus

Apesar da forte crise imposta pela pandemia do novo coronavírus, o papel do rádio fica fortalecido no seu papel social, na credibilidade e em audiência

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É inegável que a pandemia de coronavírus jogou vários desafios para a operação de rádio no Brasil e lá fora, algo sem precedentes e que não era sequer previsto. Contratos comerciais serão renegociados ou interrompidos, causando transtornos para a saúde financeira das emissoras. E com um dilema: com as pessoas mais disponíveis para consumir mídia devido a quarentena, a tendência é de um crescimento da audiência. Mas para quem vender se a economia está praticamente paralisada? Bem, acredite ou não, existem várias oportunidades interessantes para as rádios durante e no pós-crise da covid-19.

A principal dela é de construção de marca e uma maior aproximação de seu público, através de várias iniciativas sociais que causam empatia e informam a população. Grande parte das emissoras estão apoiando o comércio local com a divulgação de serviços de delivery’s, algo nobre para auxiliar o ecossistema financeiro próximo das pessoas e da própria estação. 

Campanhas de conscientização em relação a prevenção da saúde, movimentos pedindo para que as pessoas fiquem em suas casas para diminuir a proliferação do vírus (exemplo reforçado com ações das próprias rádios, que mudaram a rotina de seus colaboradores, adotando o "Home Office" onde é possível) e um maior volume de notícias corretas sobre o coronavírus também auxiliam diretamente no fortalecimento de marca.

O rádio brasileiro está cumprindo um papel fundamental e muito bonito com essas iniciativas. Reforça o perfil de companheirismo e como pode mudar a vida das pessoas nessa situação de extrema dificuldade. 

Companheiro de seu público, também há uma união entre as emissoras, como o exemplo da execução sincronizada da música Imagine de John Lennon por diferentes estações (inclusive concorrentes), na tentativa de passar uma mensagem de paz, esperança e reflexão para os ouvintes, justamente ajudando no lado psicológico, que tende a ser mais afetado durante a quarentena. 

Outros exemplos, como o apoio entre emissoras na distribuição de conteúdo jornalístico de forma gratuita e sem a necessidade de autorização prévia é outra ação solidária que merece ser destacada. Ela amplia a disseminação de informações confiáveis e corretas sobre a covid-19, além de fortalecer a credibilidade do veículo.

Já na área comercial, vai ser difícil, muito. Mas isso não será exclusivo do meio rádio. Triste falar, mas praticamente todos os segmentos econômicos serão afetados, com uma possível completa reconfiguração dos modelos econômicos no pós-crise. Várias empresas e marcas, inclusive alguns formatos de negócio, deixarão de existir. 

Mas o rádio, assim como os veículos de comunicação de massa, pode sair fortalecido nos seus principais ativos: audiência e credibilidade. Algo que deve auxiliar diretamente na retomada e, numa visão mais otimista, numa elevação de patamar na comparação com o período pré-coronavírus. 

Vamos passar por essa. Juntos.

Tags: coronavírus, notícias, informação, mídia, prestação de serviço

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Colunista
Daniel Starck

Daniel Starck é jornalista, empresário e proprietário do tudoradio.com (veiculo que atua há mais de 19 anos voltado aos interesses do rádio brasileiro e de seus ouvintes). Formado em Comunicação Social / Jornalismo pela PUCPR, Daniel também já teve passagens por rádios como CBN, Rádio Clube e Rádio Paraná. Também atua como palestrante e consultor nas áreas artística e digital.








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