



Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2026 @ 06:42
São Paulo - Estudo da Audacy destaca impacto do áudio na performance de campanhas digitais; Nielsen aponta aumento de até 28% nas conversões
O uso do áudio em estratégias publicitárias digitais tem demonstrado ser um diferencial significativo na performance das campanhas. É o que revela uma análise divulgada pela Audacy, segundo maior grupo de rádios dos Estados Unidos e plataforma especializada em soluções de áudio. Com base em dados da Nielsen, a empresa apontou que o áudio não apenas complementa canais digitais como OTT, display, redes sociais e search, mas também amplia de forma expressiva as taxas de conversão e o reconhecimento de marca. Isso é determinante na argumentação de vendas no rádio, principalmente quando, por alguma questão de orçamento, o anunciante indica que fará apenas campanhas digitais.
O estudo mostra que campanhas que utilizam apenas plataformas over-the-top (OTT) registram uma taxa de conversão de 38%. Porém, ao incluir o áudio nessa equação, esse índice sobe para 42%, o que representa um incremento de 11%. A combinação do áudio com formatos display gera um salto de 28% nas conversões, enquanto, com redes sociais, o crescimento é de 9%. Já quando integrado a mecanismos de busca, o áudio contribui para um aumento de 26% na consciência de marca.
A publicação da Audacy destaca que, embora o marketing digital seja reconhecido por sua precisão, existe uma limitação em captar e sustentar a atenção do público, uma lacuna que o áudio consegue preencher de maneira eficiente. “O áudio é o desbloqueio de desempenho. Ele não substitui os canais digitais, ele os potencializa”, aponta o relatório. Isso torna a campanha digital mais assertiva, eliminando o desperdício de verbas publicitárias e as baixas conversões.

Inclusão do áudio em campanhas OTT eleva a taxa de conversão de 38% para 42%, representando um crescimento de 11%, segundo dados da Nielsen / reprodução Audacy
Entre os principais diferenciais do meio está a presença do áudio em momentos do dia a dia nos quais outros formatos não estão presentes, como durante deslocamentos, no trabalho, ao cozinhar ou relaxar. A ausência de competição com telas nesses contextos contribui para uma entrega mais eficaz das mensagens, fortalecendo a lembrança e o vínculo emocional com as marcas.
Outro fator destacado é a familiaridade gerada pelo áudio ao longo da jornada do consumidor. Isso significa que, ao encontrar um anúncio em vídeo, redes sociais ou buscas pagas posteriormente, o público já reconhece a marca, aumentando a efetividade da ação. “Reconhecimento gera resposta”, afirma a Audacy.
O levantamento também aponta como diferencial a presença de criadores de conteúdo e apresentadores com alta credibilidade junto ao público. As campanhas com host-read ads (anúncios lidos por locutores ou influenciadores) são percebidas mais como indicações autênticas do que como propaganda tradicional, acelerando o engajamento e a conversão.
Além disso, o áudio oferece acesso a audiências exclusivas — como comunidades de nicho e ouvintes de podcasts e rádios digitais — que não estão presentes em outras plataformas. Segundo a Audacy, esses grupos representam “superfãs e ouvintes com alta intenção de compra, profundamente engajados e prontos para agir”.

Ao ser integrado a diferentes canais digitais, o áudio impulsiona significativamente os resultados: crescimento de 28% nas conversões em campanhas de display, 11% em OTT, 9% em redes sociais e aumento de 26% na consciência de marca em estratégias de search, segundo dados da Nielsen / reprodução Audacy
A análise conclui que, ao combinar o poder do digital com a conexão gerada pelo áudio, as campanhas se tornam mais eficientes e integradas. “O digital capta a demanda. O áudio a cria. Juntos, transformam atenção em ação.”
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E por qual razão olhar para lá fora?
O tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.
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Com informações da Audacy e da Nielsen


